Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

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Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

As obras de “Santa Engrácia”


Por: Joaquim Francisco ®

As obras frente aos Correios foram “qualificadas” de “Santa Engrácia” (sito). Reponha-se a verdade. Como é que querem que o Empreiteiro, coitado, trabalhe... Está tudo ocupado com veículos. Ainda se admiram que as obras demorem. Tirem os carros dali, deixem-no trabalhar. Ainda o vão acusar das derrapagens. Sim das derrapagens. Porque com a aproximação do Inverno, derrapam os transeuntes, derrapam os veículos e derrapam os próprios trabalhadores da obra (na lama...claro e espero que só).

in Jornal Cidade Tomar - 2006

“A Morte anunciada do Mato”


Por: Joaquim Francisco ®

Na Edição 3716 de 25 de Agosto de 2006, página 16, no Jornal Cidade de Tomar e sobre o Tema: “Reconhecer Tomar – Casal dos Frades conglomerado de apartamentos”, alguém escreveu um artigo que estando inserido no contexto de “actualidade”, não faz nenhum sentido e está completamente desajustado: - Lembro que fazer publicidade a qualquer bem ou produto transaccionável, tem neste semanário, espaço próprio e custa dinheiro. Lembro que a construção civil, em Tomar, nesta e em outras zonas, construiu prédios, melhor dizendo, “Selvas de Betão” numa “zona de arbustos desabitada” que era ou poderia ser mais um pulmão para a Cidade de Tomar. Lembro que este espaço da cidade, espelha bem o desenvolvimento desenfreado da construção. Onde estão os Arbustos, as Árvores, os Espaços Verdes, os Espaços de Lazer? Onde está a construção que não insulta o nosso olhar… Já que está num “Espaço de desdobramento da cidade”… Poderiam construir com o máximo de 3 ou 4 andares (para todos poderem ter Sol). Lembro que quando se fala da “Ponte de Peniche”, o espaço está esquecido, não está devidamente conservado e também, por este andar, a cidade para lá se vai desdobrar. Quem ganha com isso?... Quem é?... Lembro as Associações de Património e Conservação da Natureza que têm uma palavra a dizer, mas que ainda a não disseram. Por fim, lembro os nossos autarcas e os outros autarcas...

in Jornal Cidade de Tomar - 2006

O BURACO

Suponho que foi em Abril ou Maio deste ano de 2005 que ele fez a sua aparição na digníssima entrada da muito vistosa Ponte Velha de Tomar. Assim, quem sai da Rua Marquês de Pombal e quer atravessar a dita Ponte (de automóvel, diga-se), dá de caras, com a jante ou com o pneu no duradouro, obstinado e persistente Buraco. Verdade seja dita que o mesmo (antes das Eleições Autárquicas, em Outubro) foi tapado e calcetado mas o certo é que (só para chatear e por coincidência, passadas as Eleições) já se encontra o Buraco, outra vez obstinado e persistente. O Buraco, alarga com a passagem dos automóveis, os funcionários camarários tapam com brita e o terreno, consegue aparentemente, fazer frente à arte e engenho da mão humana, e teima em manter o dito. A resolução não está à vista pois a Engenharia Camarária não chega a um acordo quanto ao método a utilizar para resolver a coisa (digo eu…). Uma coisa é certa, acautelem-se os Srs. Automobilistas pois dão de caras com um duradouro, obstinado e persistente Buraco que muito provavelmente se vai manter por mais 6 (seis) meses (digo eu…).

in Jornal Cidade de Tomar - 2005 - Por: Joaquim Francisco

Peregrinações ao local


Por: Joaquim Francisco ®

Um dos prazeres do momento e aos quais o Povo não consegue resistir, são as Férias. Danado para a passeata, durante os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro... “sim porque não o Setembro”, a rapaziada arma-se de sacos e saquinhos e faz-se à estrada, no sentido que mais lhes agrada. Tanto no sentido Norte como Sul, passando pela Serra da Estrela e Alentejo, os destinos “turísticos”, são dos mais variados e apetecíveis, possibilitando um lazer por vezes transcendental e inóspito. Bom, até aqui tudo bem. Mas o pior está para vir. Não estou a pensar no assalto do carro, não... Não me refiro ao roubo dos documentos ou do dinheiro, não... A criança ficou com dores de garganta e a esposa foi picada pelo Peixe-Aranha, não... Choveu torrencialmente e o Parque de Campismo alagou, não... O orçamento familiar não chegou e não fomos de férias, não... Não, sim, sim foi isso mesmo, afinal que poderíamos esperar agora que a retoma está ai para nos ajudar a NÃO ir de férias. Temos que aguentar mais dois anos, só. “No poupar é que está o ganho” diz o ditado popular. Então, não vos chegou o evento Brasileiro, Rock in Rio “Lisboa” e o Euro 2004 “Portugal”. O dinheiro não chega para tudo, bolas... A mania de que se tem de ter tudo, é uma utopia que não faz sentido nos tempos que correm. Então os meninos não vêm que os Srs. Governantes também estão em contenção. Os BMW´s, os Mercedes, os Volvos e os VW´s, que poderiam ser de ultima geração, estão todos velhos. Não acreditam, vejam as imagens que passam nos órgãos de informação ou vejam com os vossos próprios olhos, se não é verdade. Aqueles carros pretos todos cheios de pó, os pneus carecas. Nas vias rápidas do nosso país quando passa uma comitiva qualquer, até dá nervos a velocidade com que se deslocam. É que não passam dos 100 km. É da velhice. É que se está mesmo a ver. Bom... mas um dos prazeres do momento e aos quais o Povo não consegue resistir, são as Férias. Danado para a passeata, durante estes meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro… “sim porque não o Setembro”, a rapaziada armava-se de sacos e saquinhos e fazia-se à estrada. Mas isso sai caro, já não está ao alcance de qualquer um. Só os que hoje em dia têm dois e três empregos, conseguem ter férias. Chegou-se a um ponto, em que a tal teoria muito bonita, da dignidade e bem-estar social, ligada às velhas e novas ideias de harmonia familiar, cai pelas bases, pois permite-se que a dignidade humana seja brutalmente esquecida. Não haja ilusões, ela é esquecida. Nestes casos, nem N.ª Sra. de Fátima nos salva.

Julho de 2004