Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

Quem sou:

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Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

Igreja de S. João Serve de Baliza à População

Bola mole em pedra dura, tanto bate, até que fura, é a frase que descreve bem o que se está a passar na porta e arco lateral da nossa Igreja de S. João, na Praça da República.
Passo a explicar: - A Associação Sapiens de Tomar e Tomarenses frequentadores do espaço, que é a Praça da República, chamam a atenção para o ATENTADO AO PATRIMÓNIO que está a ser perpetrado à Porta da Igreja de S. João Baptista e respectiva Arcada de Pedra circundante.
Esta agressão, camuflada por “simples e inocentes” jogos de futebol, revela-se preocupante, em virtude da principal interveniente, a BOLA, embater inúmeras e repetidas vezes contra a porta e a pedra.
Portas de madeira há muitas e recuperáveis (digo eu) mas a PEDRA da Igreja, histórica, centenária e arquitectónica, bem podia ser poupada e estar livre de choques, batidas e pancadas danificadoras. Bem basta a corrosão provocada pela dejecção pombalina (vulgo cocó).
As entidades policiais, camarárias, paroquiais e culturais nunca foram alertadas para a situação??... Pois chegou a hora de fazerem alguma coisa. O alerta está dado.
As inocentes brincadeiras (jogos de bola) das inocentes crianças, no largo fronteiro à Igreja de S. João, até podem ocorrer e verificar-se mas, não usar como baliza a Porta e respectivo umbral de Pedra.
Aproveito para alertar, também, os progenitores “não inocentes” (se presentes, nada têm dito ou fazem, se ausentes, pior ainda) que deixem-nos brincar e jogar à bola mas, com limites e sem prejudicar o Património Arquitectónico que existe na Praça.
Espero que todos juntos, possamos contribuir para a não degradação dos espaços lúdicos e culturais da nossa Cidade e que a Comunidade e Associações, continuem a alertar para situações nefastas e prejudiciais.
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In Jornal Cidade de Tomar N.º 3809 de 2008-06-06
Por: Joaquim Francisco e Sapiens-Associação de Protecção e Divulgação do Património Cultural - Tomar 2008-05-26

Paga e Paga e Companhia Lda.

A Lei é bem clara, proíbe fumar dentro dos transportes e a multa para os fumadores que violem a proibição vai de 50 a 750 €. Assim, o nosso 1.º Ministro José e Ministro da Economia Manuel, VÃO TER DE PAGAR, ou não?...
Esta ideia de “PAGAR” vem muito a propósito pois a situação do Povo Português, em relação a pagamentos, deixa muito a desejar, tal é a situação catastrófica em que se encontra.
Endividado como está, até à ponta dos cabelos, muito por culpa das Instituições Bancárias que seduzem os seus clientes com o “Belo do Cartão Gold, com crédito de X mil euros e pague só ao fim de 28 dias”, em conjunto com as empresas “Crédi-paga-o-que-deves” que "são mais que as mães" e especialistas em aliciar, através dos órgãos de informação, muito dinheiro em suaves pagamentos, já não sabe para onde se virar.
Mas, o pior é que ele (o pilim), não estica. Muitas famílias vêm-se envolvidas em situações dramáticas, de difícil resolução e com o sistema de bola de neve a esmagar qualquer tentativa de sair do problema, que consiste em falta de liquidez para pagar as contas.
A pensar nisso, as Instituições prestadoras de cuidados médicos (veja-se a carta recebida por um utente), já começaram a trabalhar o texto das suas missivas, no sentido de despertar para a realidade, a carteira dos seus doentes, inspirados em (só pode) provérbios populares (exemplos: Quem avisa teu amigo é ou Homem prevenido vale por dois ou Dá o que podes e a mais não serás obrigado ou Paga e não bufas, etc.).
Dando seguimento a este digno e nobre exemplo, vamos todos exigir que se comece a implementar "pré-pagamento" em tudo, mas mesmo tudo, até nestes casos:
– Primeiro pagas, depois eu trabalho em conformidade.
– Primeiro dás-me o reembolso, depois eu desconto o IRS de acordo com o respectivo valor.
Estamos no bom caminho. É que ao menos assim não há chatices, dívidas e a costumeira dor de cabeça dos portugueses: – Falta de Dinheiro.
E, já agora, escusam de ir para uma consulta médica se não tiverem dinheiro.
Não há fiado para ninguém. Bem, alguns continuam a não pagar. Pagamos nós por eles???...(Digo eu)
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3808 de 30-05-2008
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-05-18

Revisão do Código Laboral. Quem vai ficar Mal?

A discussão está na mesa. O Governo e os Parceiros Sociais encetaram reuniões para debater as alterações ao Código do Trabalho (C. T.). As principais mudanças e que nutrem mais polémica, firmam-se na: Maior flexibilidade de horário de trabalho nas empresas (criação de Banco de Horas). Facilitação dos despedimentos (possibilidade de despedir um trabalhador por inadaptação). Luta contra os falsos Recibos Verdes (o empregador que exagerar na utilização deste sistema de contratação, vai ver a taxa da Contribuição Social, agravada).
Presentemente é possível utilizar a flexibilidade de horários, ainda assim, esta estratégia não é muito utilizada. A grande aposta, é com este C. T., implementar e regular, entre outras medidas, o Banco de Horas (beneficia uma empresa que necessite, por contingência de serviço, alargar pontualmente o horário de trabalho. Em consonância com o trabalhador e ou, mediante pré-aviso, amplia o horário normal de trabalho, compensando as horas feitas a mais, a posteriori). Na minha opinião, esta reforma poderá originar conflitos de interesses, ao nível do não pagamento de Horas Extraordinárias e do abuso sistemático do não preenchimento de postos de trabalho, pois as empresas poderão “tapar” ininterruptamente a falta de pessoal, utilizando os seus trabalhadores (ver Figura).
Quanto ao tema da simplificação nos despedimentos, preocupa-me particularmente o surgimento da palavra inadaptação (desajustamento). O conceito é de tal modo relativo e reveste-se de tamanha ambiguidade que somos obrigados a arrastar a discussão para o nível filosófico, económico e social. A subjectividade da ideia, pode apadrinhar despedimentos “sem justa causa”, camuflados com a “falta de jeito” do empregado quando afinal, a real situação, será a “má vontade” demonstrada, por parte do empregador.
No que concerne aos Recibos Verdes, a proposta de alteração, vai no sentido de agravar a Prestação Social da Entidade Empregadora, como forma de penalizar a sua rotineira utilização deste tipo de contrato laboral. A fronteira entre falso e o real Recibo Verde, também não está muito bem definida, prevendo-se que vai assim, por esse motivo, pagar o justo pelo pecador. Para “compor o ramalhete”, temos o próprio Estado a ser o maior empregador, com este modelo de “contrato”. Como vai o Governo “descalçar esta bota”?...
Utilizando uma das minhas frases favoritas: “O tempo o dirá”. Considero no entanto que, à imagem e semelhança do que agora sucede, os atropelos e as injustiças persistirão. Não se irá “salvar o ano repleto de prazer intelectual” (como disse alguém ligado ao estudo deste processo de C. T. e do Livro Branco) e o País não se desenvolverá à conta das referidas alterações e revisões. Continuaremos a ter falta de uma coisa, que o Estado teima em negligenciar: FISCALIZAÇÃO. Por enquanto, vamos ter de esperar, para ver.
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3807 - 23-05-2008
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-05-10

Biocombustíveis e Especulação Abusiva = Crise

A capacidade inventiva e destrutiva do Ser Humano está a provocar desequilíbrios naturais e económicos (estragos) na Mãe Natureza. Depois de explorada, espoliada e vandalizada até à exaustão, vira-se agora o Homem para os recursos agrícolas, na mira de que a sua produção em massa, ajude a reduzir a utilização dos recursos minerais. Vamos deixar de consumir recursos naturais extraídos do interior da Terra e passamos a utilizar os recursos naturais do exterior da Terra (substituímos os combustíveis fósseis como o petróleo e gás, por Álcool da cana de açúcar e Biodisel dos óleos vegetais). É com esta troca de produtos e matérias-primas que começa o problema e a especulação (a outra face perversa e funesta da moeda). O aumento da procura dos óleos vegetais está a originar uma escalada de preços dos cereais (o milho subiu de preço 130%), provocando em simultâneo, a falta dos mesmos no mercado alimentar – terrenos que eram cultivados tradicionalmente com milho, trigo ou cevada, estão agora a ser utilizados para o cultivo de colza, por exemplo. Como se isso não bastasse, o aumento do preço do petróleo é uma realidade que agrava a crise já instaurada.

Não existindo aparentemente ninguém a regular esta situação, era fundamental e urgente uma intervenção decisiva e implacável por parte dos Governos. Se as organizações políticas e comunidades económicas estatais, se organizam para criar barreiras alfandegárias, proteccionismo nos preços, quotas de mercado e leis comerciais específicas, não se entende o porquê de não conseguirem (ou não quererem) se organizar e criar medidas para travar estas actuais especulações mercantilistas. Será porque os intermediários por via das vendas inflacionadas e os Estados por via dos impostos, são finalmente quem mais ganha, com esta degradante situação (pactuando entre si). Esta CRISE, vai provocar um aumento que pode ir até aos 39% no preço dos alimentos e por conta desta situação anómala, quem sai prejudicado é sempre o mesmo: O Consumidor, o Povo (um bem que custe hoje 20,00 €, poderá vir a custar até ao final do ano 28,00 €. Se somarmos todos os gastos de um agregado familiar, temos um aumento de mais 195,00 € por Mês, nas despesas desse agregado). Como todos sabem, e para ajudar os portugueses, a nossa economia é e está muito frágil, com a crise implantada nos mercados internacionais, ainda mais débil vai ficar (Portugal importa 90% dos cereais que consome). Cuidem-se os Portugueses pois esta é a realidade, a nossa realidade. Melhores dias não se prevêem, bem pelo contrário, uma profunda carestia avizinha-se e as consequências serão imprevisíveis (fome no mundo). Preparem-se portanto, para o pior.

Por: Joaquim Francisco Tomar 2008-05-01

Tratado de Lisboa aprovado – O Povo não foi visto, nem achado…

Com os votos a favor de PS, PSD e CDS e os votos contra da restante oposição, o Tratado de Lisboa foi aprovado através de um fácil e básico acto de gestão da Assembleia da República (veja-se uma Iluminura extraída do Tratado).Graças a uma simples mudança de nome, de Constituição Europeia para Tratado Europeu (realmente a língua portuguesa é traiçoeira, espero que o novo Acordo Ortográfico acabe com esta pouca vergonha), o Governo Sócrates conseguiu fugir ao prometido referendo, também pressionado por alguns governos europeus mas principalmente para poupar algum dinheiro na organização desse evento social. Sim… Para quê o referendo?... Não aparece ninguém para votar (digo eu). Polémica ou não esta decisão, o certo é que não foi dado o devido valor ao Documento. Pairou uma nuvem de secretismo exotérico à volta do mesmo, originando o absoluto desconhecimento do seu conteúdo. Para o provar, efectuei um pequeno inquérito com três simples perguntas:Só inquiri 10 pessoas e bastou para ver o grau de esclarecimento do Povo português e a sua sábia interpretação da coisa. Fiquei satisfeito com a disponibilidade demonstrada por todos inquiridos. O meu muito, muito obrigado… Depois passem lá por casa para eu vos entregar o cheque. O próximo inquérito vai ser sobre o índice de popularidade dos Líderes Partidários. Que pena, já não vou poder incluir o Sr. Menezes. Será que a Sra. Manuela vai ganhar?... Mulheres ao Poder… Mulheres… Mulheres… Mulheres… Voltando ao índice de popularidade, espero que o referido inquérito corra melhor, até porque a popularidade dos Líderes está muito elevada (ou não).
Errata: Onde se lê Reverendo deve ler-se Referendo (por este facto peço as minhas sinceras desculpas – o teclado é tramado, quem mandou por a tecla do V de Vitória ao pé do F de Fé?...).
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3804 - 2008-05-02
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-04-25

São um Bando de Loucos… (Ou não)

Finalmente, descobri o porquê de muitas situações que me andavam a intrigar, a mim e não só... Depois de ouvir o “inaudito”, “sensato” e “sábio” vocabulário (não pode ser só o Sr. Gama, Jaime, o da Assembleia da República, a elogiar) do Sr. Jardim (refiro-me ao Sr. Alberto João): “… são um bando de loucos…” e “… tenho vergonha de apresentar essa gente …”, percebi o porquê do descontentamento dos Docentes, o desapontamento dos Despedidos, a decepção dos Doentes, a desilusão dos Contribuintes, a revolta de certos sectores da Sociedade Portuguesa e acima de tudo a insatisfação generalizada do Povo Português. As palavras articuladas pelo Sr. Jardim (que fala, concordem ou não, gostem ou não) reflectem bem a consciência, na minha opinião, de quase toda a Classe Política Reinante, em relação aos que os elegeram. Podem até argumentar que não, que estou a ser injusto, é mentira ou que não se revêem nesse tipo de palavreado (é tudo uma questão de lábia e/ou semântica) mas, na verdade, os Portugueses têm ultimamente (para não dizer, já há vários anos), sido tratados assim, como “…um bando de loucos…” ou gentes que envergonham.É uma observação forte de mais?... Estarei eu (também) louco?... Deveria estar “caladinho” e não “dizer barbaridades”?... Demonstrem-me o contrário, contrariem os inquéritos de opinião, tirem-nos deste descontentamento, convençam que estamos errados. Como???... Através de boas práticas de governação, actuações acertadas e uma prudente gestão dos recursos, monetários e materiais (já agora, com tento no léxico). Até agora e salvo raras excepções, não se tem assistido a isso. Tudo isto “cheira” a repetitivo, é verdade. Já tanto se disse e escreveu sobre estas temáticas mas nada e nada… Se nada for feito, se continuar tudo na mesma, o palavreado do Sr. Jardim, vai obrigatoriamente ser aproveitado (agora sim) e com razão, pelos descontentes Docentes, os desapontados Despedidos, decepcionados Doentes, os desiludidos Contribuintes, os revoltados sectores da Sociedade Portuguesa e acima de tudo a generalizada maioria do Povo Português. Vira-se o “feitiço contra os feiticeiros”, digo eu.
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Caricatura:
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3803 de 2008-04-25
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-04-17

Não Pagamos, Não Pagamos

Fiquei muito abalado com a notícia: “Tribunal de Contas detecta ilegalidade na obra de requalificação da ponte de acesso ao Mouchão – Vereadores e Presidente penalizados”, (Jornal Cidade de Tomar, Edição N.º 3800 de 04-08-2008). Mas afinal, quem pensa que é o Tribunal de Contas para exigir assim, sem mais nem menos, penalizações aos nossos Vereadores e Presidente.
A minha indignação com tamanha monstruosidade, insolência, arrogância e atrevimento contabilístico (ou não), foi tal que tratei logo de me reunir com o “grupo”, demonstrando a minha solidariedade e cooperação institucional.
Fizemos em conjunto, uma faixa onde se podem ler palavras de ordem “NÃO PAGAMOS…”, o que demonstra bem o nosso estado de espírito e entendimento, perante esta coisa. Penso que foi bem recebido e até quiçá, apreciado, este meu gesto de apoio espontâneo e instintivo. Não quis pensar “EU JÁ PAGUEI…” (não sei porquê, esse pensamento quase trespassou a minha mente, como um relâmpago), pois considero também que não era o momento oportuno e iria quebrar a confiança que em mim depositaram, se soubessem de semelhantes reflexões.
Na fotografia até se pode constatar e ver a minha pessoa, de braço erguido, enquanto gritava: “Malandros… quem pensam vocês que são… Injustiça… Só sabem denegrir o bom nome de um pacato Autarca… e Vereador… e Presidente… e Ex-Presidente e… etc.”.
A faixa, feita em papel, foi gentilmente oferecida por uma papelaria de cá de Tomar (não podíamos gastar mais dinheiro, não é) e a tinta também. A fotografia também não ficou má de todo (digo eu). Como se pode ver estávamos todos a olhar para a Ponte (bem, quase todos), com aquele ar de “todos nos devem mas ninguém paga”.
Agora, vamos aguardar com muita esperança, que o TC – Tribunal de Contas, acate as nossas revindicações e volte atrás nas suas considerações e condenações. Onde já se viu, detectar ilegalidades. Tomarense, amigo, visite e deixe um comentário de solidariedade em: “Não Pagamos Não Pagamos” que pode encontrar em http://naopagamosnao.blogspot.com/ ou mande uma mensagem de apoio para naopagamosnao@gmail.com.
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3802 de 2008-04-18
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Por: Joaquim Francisco 2008-04-13

O PESO DAS TELECOMUNICAÇÕES + I V A

Agora é que os portugueses vão pôr as suas contas do agregado familiar em dia. Com as medidas que foram anunciadas, nomeadamente chamadas telefónicas taxadas ao segundo e o IVA de 21% para 20%, o retorno financeiro, auferido com a situação, é brutal (ou não). Contas feitas vamos aos exemplos:
- Chamadas telefónicas – A média é 0,12 € por minuto o que dá 0,002 € por segundo. Quem falar 30 segundos, ou seja meio minuto, só deveria pagar 0.06 €. Penso que para a maioria das pessoas, muitas vezes, meio minuto chega. Assim, pela lógica, uma família com três telemóveis, dos 30 a 40,00 € mensais, passará a gastar entre 15 a 20,00 € mensais que dá 240,00 € por Ano, contra os possíveis 480,00 € de agora (é muito dinheiro). Só espero que a autoridade da concorrência das telecomunicações, ANACOM, seja célere nas suas decisões sobre esta matéria porque, em Portugal, realmente "pagamos com o couro e o cabelo", a este rentável negócio das Operadoras de Telecomunicações. Estas por sua vez, vão avisando que as chamadas taxadas ao segundo, vão prejudicar o consumidor. Será que as minhas contas estão revistas em baixa?... Será que as operadoras vão aproveitar esta medida para taxar mais (ao segundo)?... Consta que nos querem cobrar 0.01 € (um cêntimo) por segundo, o que dá 0,60 € (sessenta cêntimos) por minuto. Vamos aguardar para ver.
- Quanto ao IVA que baixa 1 % – Um objecto que agora custa 41,50 € com o IVA a 21 %, o consumidor paga 50,22 €, arrecadando o Estado 8,72 €. Baixando 1 %, o mesmo objecto passará a custar 49,80 €, arrecadando o Estado "só" 8,30 €. Ou seja, menos 0,42 € (quarenta e dois cêntimos) para o consumidor e logicamente para o Estado. Mas, espertos como são os portugueses no negócio e sempre a pensar no melhor para o consumidor, vou (não) pensar no seguinte: Se o mesmo objecto custar (sem IVA) 41,50 €, for aumentado para 41,80 €, portanto mais 0,30 € (trinta cêntimos), com o IVA a 20 %, fica a custar 50,16 € ao consumidor. O Objecto baixou de preço só 0,06 € (seis cêntimos) para o consumidor, manteve o IVA de 20 % e deu ao vendedor mais 0,30 € (trinta cêntimos). É evidente que este exercício de pura retórica e simples matemática vale pouco ou vale o que vale, conforme as expectativas do comum cidadão, mas tudo pode acontecer. Exemplos anteriores originaram especulação (quem não ouviu falar do caso dos Ginásios, baixaram o IVA, mas o preço do serviço prestado manteve-se). Para concluir, penso que todos devemos estar atentos a estes factos e denunciar especulações abusivas que venham a decorrer, pelo simples facto de que se não formos NÓS, se estivermos à espera das autoridades reguladoras, bem poderemos esperar sentados.
Pelo sim pelo não, aqui ficam Links e Contactos:
- ANACOM
ICP – Autoridade Nacional de Comunicações, Av. José Malhoa – Nº 12 - 1090-017 Lisboa
Fax: 217 211 009
- DECO
Serviço de informação – 808 200 145 (linha azul) ou 21 841 08 58
- CIAC – Centro de Informação Autárquico ao Consumidor de Tomar
C.M. de Tomar – Pç. da República – 2 300 TOMAR
Tel: 249 329 800 – Fax: 249 329 807
- Direcção-Geral do ConsumidorPraça Duque de Saldanha, 31- 1º, 2º, 3º e 5º andares – 1069-013 LisboaTel: 21 356 46 00
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3801 de 08-04-11
POR: Joaquim Francisco 08-04-02

Eu Mesmo


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GOLFE EM TOMAR E OS PEGÕES POR RESTAURAR

As ofertas turísticas em Tomar vão ficar mais ricas com a instalação de um Campo de Golfe (paredes meias com o Aqueduto dos Pegões) e diga-se com frontalidade e realismo que bem falta faz uma estrutura com estas características, cá na nossa Santa Terrinha. Espero no entanto que o Executivo Camarário peça contrapartidas e crie ele próprio contrapartidas para a nossa Cidade. Passo a explicar a minha ideia: Lá por se apregoar aos setes “montes” um empreendimento turístico de grande importância (não vai ser a Galinha dos Ovos D’Ouro), não pense a Edilidade Camarária que deve agora receber palmadinhas nas costas e bolos com velas para cantarmos os parabéns. Muito pelo contrário, tem agora uma responsabilidade e obrigação acrescidas, de munir finalmente a Cidade de Tomar com o seu Parque de Campismo (muitos que lá irão pernoitar, podem ser jogadores de golfe). Está prometido vai para 5 anos (lembram-se do ano de 2003, data do encerramento do Parque de Campismo Municipal). Muito se escreveu desde então mas até agora nada (Leia-se por exemplo o meu artigo “Tomar e as Ofertas Turísticas” publicado no Jornal Cidade de Tomar – Edição 3767 de 17-08-2007). Outra contrapartida não menos importante seria o restauro do Aqueduto dos Pegões. Quem se interessa minimamente por construções de grande beleza arquitectónica, repara no vergonhoso esquecimento a que aquele Aqueduto foi votado, o Aqueduto e o seu respectivo Túnel, ambos destinados ao abandono e a necessitar urgentemente de recuperação. Penso que não faz sentido e até era grotesco ter uma infra-estrutura turística ladeada de ruínas (que rico Cartão de Visita dava uma fotografia oportunista, a documentar a coisa). Lanço pois o repto aos Responsáveis Camarários e porque não à Empresa que irá explorar o Campo de Golfe, a pensarem seriamente nestas duas situações (é o mínimo que se pode pedir, digo eu). Para concluir, um bocado de humor: “Quer um “Golfe” em Tomar, oferecemos até 2.500,00 € pelo seu velho terreno – Programa de trocas de terrenos em fim de vida”.
- In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3800 de 2008-04-04
Por: Joaquim Francisco - Tomar, 2008-03-20

Portugal. Aonde vais parar, por este andar.

Todos os dias se houve falar ou comentar sobre a crise, pobreza, desemprego, corrupção, esquemas, crimes violentos, justiça e injustiça. Pergunto: O que se está a fazer para contrariar tais situações?... Por este País fora, aumenta e multiplica-se cada vez mais o descontentamento, mas, para fazer jus aos nossos brandos costumes (somos bons nisso), porque parece mal falar demais, porque soa a demagogia ou porque quem tem a palavra são só alguns (mas esquecem-se dos outros), pouco ou nada se faz. As situações e casos bombásticos vão-se anulando, uns aos outros, pela sua mediatização e nós pobres mortais, vamos deixando passar. Os resultados práticos, a punição dos culpados, o responsabilizar pelos maus actos praticados, o pedir desculpa pelos erros cometidos e, acima de tudo, proteger os mais desfavorecidos das agruras da vida e das injustiças sociais, políticas e económicas, ficam na gaveta da impunidade, retórica gratuita e filosófica, tão característica de quem sabe empregar bem a oratória manipuladora e contornar os meandros de uma jurisprudência obscura e ambígua, ardilosa e feita a pensar na "máquina".A máquina que não se vê mas sente-se, não trabalha mas manipula, a favor sempre do interesseiro. A situação caótica a que se chegou é de tal ordem preocupante e sem retorno que (não querendo ser céptico ou ser acusado de agoirento) o futuro não se apresenta brilhante ou com melhorias. Antes pelo contrário, cada vez pior. Porquê?... Porque os interesses instalados, os lóbis, as corporações, os indivíduos poderosos e que se sabem movimentar dentro do sistema, e porque não apontar o dedo também ao Estado que não está isento de responsabilidade (veja-se a dissemelhança entre ricos e pobres, o fosso que existe ao nível salarial por exemplo), têm a sua vivência diária, entranhada de atitudes que moral e socialmente são condenáveis mas cuja habituação, as tornou normais e praticáveis. É caso para utilizar a expressão: "Não mudes não, vais ver aonde vais parar". Uma reflexão apurada e isenta de secundaríssimas intenções, poderia, muito remotamente, endireitar todo este imbróglio, em que todos nós estamos metidos. Não acredito no entanto que alguém seja "puro" o suficiente para o fazer. Por tudo isto, repito, não tenho esperança de que melhores dias virão. Pensem nisto e nisso…
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In Jornal Cidade de Tomar 2008-03-28
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-03-12

EM PÉ DE IGUALDADE



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A Globalização do Aquecimento Global

O Aquecimento Global, tão falado nos Órgãos de Comunicação Social e alertado pela Comunidade Científica Mundial (nem toda está de acordo, talvez por pressões políticas… digo eu), está a fazer estragos, um pouco por todo o Mundo. Só quem quer ser “cego” é que não observa e/ou repara no que todos os dias ocorre neste nosso Planeta Terra, ao nível de intempéries e descalabros naturais. O Homem, aos poucos, está a tentar remediar os estragos e atentados cometidos ao longo de gerações, com o intuito de minimizar a violência que a Mãe Natureza, revoltada, emprega (grandes variações meteorológicas), nomeadamente, secas no Inverno e inundações no Verão. A moderna filosofia de vida, apregoa a utilização dos “3 R’s” – Reduzir, reutilizar e reciclar, como forma de ajudar a minorar os prejuízos causados pelo Homem. Entretanto, a desflorestação, associada à emissão de gases com efeito estufa (CO2, CH4, N2O, HFCs, PFCs e SF6, em que o mais conhecido é o CO2 – Dióxido de Carbono – Gás incolor e inodoro que se torna sufocante, quando atinge níveis aproximados aos do Oxigénio), provenientes dos nossos veículos automóveis, continuam a aumentar, fazendo cair por terra qualquer esperança de salvar o Planeta.
Foto: youngreportersComo se isso não bastasse, a continuada impermeabilização dos solos (construção), a utilização desregrada dos recursos hídricos (desperdício e poluição), a acumulação em grande escala de lixos (domésticos e industriais) e etc. (acho que chega… é memo só para terem uma ideia da balbúrdia), concorrem entre si, com o intuito de serem eleitos os maiores em conspurcação do Mundo. Não queria ser agoirento, nem incrédulo, quanto à capacidade que o Ser Humano tem em se redimir e, consequentemente, reformular a sua posição à face da Terra, mas, o que a realidade tem demonstrado é, muito pelo contrário, o deixa andar, deixa arder, deixa poluir, deixa consumir, deixa destruir e quem vier atrás que se “lixe e amanhe”. Lanço um desafio aos nossos leitores: Tentem viver o vosso dia a dia, em sincronia com a Natureza, comecem já com os “3 R’s” – Reduzir, reutilizar e reciclar – E depois, depois, logo se vê… (ou não).
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3796 de 2008-03-06
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-20

Vereações, Cargos e Declarações. As minhas opiniões.

Despertaram-me especial atenção, as Notícias das páginas 3 (Autarquias) e 8 (Actualidades), publicadas no nosso Jornal Cidade de Tomar, Edição 3793 de 15-02-2008. A primeira, com o seguinte título: "Vereador Ivo Santos não ocupa o cargo a tempo inteiro", e continua: "...o agora empossado Vereador Ivo Santos não ocupa o cargo a tempo inteiro, nem a meio tempo, assumindo apenas os pelouros dos Parques e Jardins.". Interrogada a minha "fonte fidedigna", infiltrada na Câmara Municipal de Tomar, vim a saber que afinal, o que se pretende é empossar o nosso Vereador, com um Calendário bem definido, adaptado e acima de tudo inspirado, no já célebre Calendário Alentejano (por acaso também tenho um em casa). Solicito o visionamento da figura aqui retratada, onde está o Calendário do Sr. Vereador, em comparação com o respectivo Calendário Alentejano, ambos referentes, só ao Mês de Março.Só depois de ter tido acesso a esta informação privilegiada, compreendi a coisa, ou seja, realmente não ocupa o cargo a tempo inteiro, nem a meio tempo. A ser verdade, os dias de trabalho, bem demarcados com os círculos, obrigam o Vereador Ivo a uma prestação laboral muito versátil. Segundo consta, a ideia tem como base o seguinte: Segundas não porque é a seguir a um fim-de-semana. Quartas, um dia a meio da semana. Sexta, véspera de fim-de-semana, pois então. Mesmo assim sai beneficiado em Março. Porquê?... Porque se repararem bem, o Calendário Oficial, marca 8 dias úteis de trabalho (ou não), o outro (Alentejano) marca 10 dias. Se tomasse posse em Fevereiro, os dias já eram iguais. Quanto a (Autarquias) estamos falados. A segunda Notícia na página 8 (Actualidades) tem como base a "Declaração para acta", “Na tomada de posse como Vereador” de Ivo Santos. Para quem não sabe, ao Sr. Ivo Santos, foi-lhe atribuído o cargo de Vereador dos Parques e Jardins da nossa Cidade de Tomar (agora é que o Amândio vai ficar contente... ou não). Assim, o agora Vereador, assumiu publicamente um código de conduta, honra e brio, explanando, como se vai pautar na sua vereação. Bem… Concretamente, o que eu quero reflectir e consequentemente transmitir aos nossos leitores, é o seguinte: Para a "Declaração para acta", “Na tomada de posse como Vereador”, utilizou-se quase meia página do nosso querido Jornal (veja-se no mesmo). E é só Vereador dos Parques e Jardins. Agora imaginem, os agora recentes Sr. Presidente Corvêlo de Sousa, ou o Sr. Vice-Presidente Carlos Carrão que têm muitas funções e cargos, pelouros, secções e divisões, departamentos e serviços e etc. para gerir, imaginem o espaço a utilizar nas suas "Declaração para acta", “Na tomada de posse”. Era garantidamente meio Jornal, ou seja, 8 folhas (no mínimo). Por favor poupem-nos. Conclusão e moral da crónica: Esta coisa de ser Vereador (de Parques e Jardins) tem muita responsabilidade e comprometimento profissional e institucional e uma abundante dose de imaginação prosaica e literária (digo eu).

- Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-16

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3795 de 2008-02-29

“Eng. António Paiva pressionado a abandonar o cargo”

Já é do conhecimento público e geral que o ex-nosso, Ex-Presidente, se “ex onerou”, para ir desempenhar um outro cargo (não interessa agora, desenvolver esse tema pois o mesmo, foi já sobejamente divulgado), segundo consta, a convite do Governo. Fiquem no entanto os nossos leitores a saber que o real motivo da retirada Política de Paiva, foram as pressões externas que tem vindo a sofrer. Essas pressões, segundo a minha fonte fidedigna (infiltrada na Câmara Municipal – ela tem acesso privilegiado às informações internas e de bastidores – é por assim dizer o Jornal da Caserna da Edilidade Tomarense), têm origem no meio Jornalístico e no aparecimento de um forte candidato, oriundo de uma ala menos conservadora da nossa Cidade Tomarense. As tensões jornalísticas têm-se vindo a acumular e remontam já ao ano 2006 (Ver figura – A porem em questão as obras).Continuaram em 2007 (Ver figura 2 – A questionarem a reconstrução do poço).
E continuou a saga já em 2008 (Ver figura 3 – A denegrirem a construção da nova Ponte).

Como podem constatar, com pressões deste tipo, não à “governação” que aguente. Já era de prever que o abandono, mais dia, menos dia se ia dar. Como se isto não bastasse, surge um forte candidato, a ofuscar a reeleição do Sr. Engenheiro. Quem ainda não ouviu falar de Amândio a Presedente (Ver figura 4 – Candidate com gandes calidades – segundo consta e se comenta. Já em Vídeo no YouTube. Veja as cenas dos próximos capítulos).

Temos de dar a mão à palmatória e verdade seja dita, a ser verdade, é demasiado peso para um homem só (por muito desporto que pratique). Concordo plenamente, o Eng. António Paiva teve motivos mais que suficientes para tomar a posição que tomou. Abandonar o barco, antes que este fosse ao fundo. Só me resta desejar-lhe um futuro risonho e boa sorte. Ah, mais uma coisa que lhe desejo, muito discernimento a gerir os gravetos, sabem, os pilins…

In Jornal Cidade de Tomar - Edição de 15-02-2008

- Joaquim Francisco - Tomar - 10-02-2008

LACERTILIA


CARNATAL 2008 EM TOMAR

Existe já um Carnatal e é o nome dado à festa que se realiza no final do mês de Novembro na Cidade de Natal, no Brasil (tinha de ser né. Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnatal). Mas nós portugas, fazendo jus à nossa originalidade, desenvolvemos em Tomar uma outra versão do Carnatal, ou seja, Festa de Carnaval com as ruas enfeitados com motivos do Natal, Carnatal (bate certo ou não…). Inteligentemente, as ruas ficaram engalanadas com os efeitos de Natal (sem luz pois é Carnaval), poupando-se assim uma pipa de massa, no aluguer de outros efeitos mais alusivos ao tema. A imaginação tem de ser apurada ao máximo. A expressão “Dois em um”, o provérbio “Com uma cajadada, matam-se dois coelhos”, a frase filosófica/ecológica “Na Natureza nada se perde, tudo se transforma” e a utilização da (minha) frase “Não guardes o que te fará falta e saberás o que vai ser necessário”, serviram de inspiração a esta ocorrência Carnatalesca (ou não). Alguém me confidenciou (não foi a minha fonte fidedigna, pois essa está de férias no Brasil, em Natal) que na realidade, o que se passou foi que a empresa, dona dos Efeitos de Natal, não tendo local disponível para os arrumar, solicitou à Edilidade Tomarense, a conservação dos mesmos, nos respectivos locais. Em contrapartida, o pagamento do aluguer de utilização do espaço, era perdoado pela Autarquia e, a ser assim, ficariam (já agora) até à Páscoa. Brutal ideia. Tomar está de parabéns, com esta brilhante ideia de reciclagem alegórica. Esta estratégia (a ser verdade) deveria servir de exemplo Europeu, ou até mesmo Mundial, pois as boas ideias devem ser acarinhadas e quiçá, divulgadas. Mais uma vez escrevo: Parabéns Tomar por tão dignificante ideia, estratégia economicista e solidariedade ecológica (digo eu).
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição de 08-02-08
-Por: Joaquim Francisco - Tomar - 03-Fevereiro de 2008