Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

Quem sou:

A minha foto
Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

Pagar para ter um (novo) Acordo de Empresa?…

É uma novidade para mim, falar sobre problemas profissionais. O certo é que, depois de tanta tinta gasta e tanta conversa, só me resta concluir o seguinte: Vou ou, vamos esperar para ver. O Acordo de Empresa é um documento que a Administração dos CTT e os Sindicatos assinam e nele estão escritas as regras laborais que vão conduzir o funcionamento geral da Empresa. No dia 14 de Março de 2008 foi assinado um novo Acordo de Empresa (AE) e um dos sindicatos, o mais representativo dos CTT não o assinou.
Foto: Fernando Lima Manifestação Lisboa 22 Novembro 2008

O que eu sei é o seguinte: Os CTT Correios aumentaram em 2008 os vencimentos em 2,8% , repito, só os colegas que assinaram o novo Acordo de Empresa e como se isso não bastasse, receberam 400,00 €, só pelo simples facto de o assinarem. Aqui é que entra a minha reflexão, a minha dúvida, a minha indignação. Vejamos: Aceito um aumento de 2,8%, não aceito que seja só para alguns. Admito até um novo AE mas, não admito que paguem para que ele exista, ou seja, não admito o pagamento de 400,00 € aos colegas, para que assinem (aceitem) o mesmo. O real problema, na minha óptica, surge com esta ideia inaceitável de “comprar” a aceitação do novo Documento. Para mim, a questão do aumento é importante, mas o que me indigna mesmo, são os EUROS. Pergunto: Se o novo AE é bom, para quê comprar o mesmo. Se defende muito os interesses dos trabalhadores, para quê pagar por esses interesses. Se os CTT Correios (Administração), acha que o documento é justo e viável, para quê pagar para… Não entendo a posição dos Sindicatos que aceitaram semelhante posição/situação e assinaram o referido “Acordo”. O que ganharam com ele?… O que lucraram com os 400,00 €?... É esta situação (pagamento) que incita a minha reflexão, a minha dúvida, a minha indignação. Estranho, a situação de pagar para existir um (novo) Acordo de Empresa, bem como receber dinheiro para assinar o mesmo. Só me resta concluir o seguinte: Vou ou, vamos mesmo esperar para ver.
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Tomar, 25 de Novembro de 2008

FOTO DA SEMANA

Foto: Joaquim Francisco - Tomar - 13-11-2008
A paz e o sossego em comunhão, dão origem
ao merecido e relaxante descanso.

Frase do dia:



O aumento das temperaturas, é proporcional ao aumento do odor corporal.

Joaquim Francisco in CTT Tomar

14 de Setembro de 2008

Imagem: www.oamador.com

A linguagem, na origem da crise…

Depois de alguma pesquisa, concluí que a crise que grassa no Mundo teve origem na linguagem utilizada no universo económico. A mesma, é de tal maneira obscura e hermética que leva os seus utilizadores a baralharem as contas, remunerarem-se regiamente, delapidarem capitais, inventarem esquemas “manhosos” e levar à ruína as instituições.
Assim, leia-se o percurso de uma empresa:
Através de uma absorção, o activo de uma empresa sofre uma alanvacagem. O swot e o benchmarking originam uma brainstorming que se transforma numa break-even point se utilizarem um bom business plan. Para evitar um crach há a necessidade de implementar um bom case study para que o seu cash-flow origine um bom cluster e o cross-selling essencial ao downsizing implementado. Sofrendo com o dumping, surgem paralelamente a especulação e a euribor, ambas a contribuir para o arranque de um franchising e fusão antecipada. A nova golden share, aproveita o inside trading e a joint-venture provocada pelo leasing cobrado, obrigando a um marketing-mix e paralelamente originando um mark-up. A compra de merchandising reduz a possibilidade de oligopólio e o offshore pode assim aumentar através do outsourcing. Se a empresa aumentar os seus payout ratio e plow back, pode por sua vez aumentar a pull e a push (análogo a uma boa prime rate) tendo em vista consolidar o rating e o Royalties cobrados. Um bom start-up e spread, melhora o swap e o up-selling dando à empresa um bom e permanente warrant.
Como podem ler, com termologia assim, não existe empresa que resista a uma boa crise, digo eu. E, coitadinhos dos Srs. Gestores, realmente, é a atrapalhação total, com semelhante linguagem, só poderia dar em crise.
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In Jornal Cidade de Tomar - N.º 3833 - 21-11-2008
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-11-02

FOTO DA SEMANA

A Mãe Natureza, na sua mais hilariante e sexy vertente. Sexualmente falando, evidentemente...

Foto: Joaquim Francisco-Jardim do Mouchão-Tomar-2008-10-06

A Ponte Mais Nova de Tomar…

A nova Ponte de Tomar está ai, pronta, ou melhor, quase pronta para ser utilizada. A sua grandiosidade, está bem patente e visível para quem já teve o privilégio de a visitar, ver ou atravessar. Eu, pela parte que me toca, fotografei-a. Com as obras ainda a decorrer, já podemos descortinar o visual com que nos vamos deparar, após a sua inauguração. Já com um nome atribuído, “Ponte dos Esqueletos” (continuo a garantir que não fui eu que inventei o nome), em honra da quantidade de Esqueletos encontrados durante as escavações para a construção da mesma, esta obra tão emblemática quanto polémica, vai-nos presentear com, a módica quantia de 5 (cinco) faixas de rodagem. Não, não é engano nem erro de escrita, leram muito bem, 5 (cinco) faixas. Passo a explicar: Três faixas para veículos e duas para peões. Grande Ponte, portanto. Mas, nestas coisas existe sempre um mas, parece que das três faixas de trânsito para veículos, duas são descendentes e uma ascendente. A questão de só ter uma faixa de rodagem ascendente deixou-me curioso.


Foi então que descobri a razão. A ponte velha vai ter o sentido alterado, só pode. Os carros vão começar a circular no sentido “Levada”, Marquês de Pombal. Assim, são 4 (quatro) sentidos para lá e outros tantos para cá (digo eu). Realmente era uma tremenda parvoíce, diria mesmo, burrice, ter em Tomar 3 (três) pontes seguidas, juntas e a pouca distância umas das outras e com um número ímpar de vias em seus tabuleiros. Assim, com a terceira Ponte, acertou-se o número de corredores disponíveis para viaturas. Bom… Agora subsiste um grande problema, vai ter de ser construída outra, para ficarmos com um número par de pontes, na nossa amada cidade. É que o pseudónimo de Veneza Portuguesa, além de não soar mal de todo, encaixa na perfeição. Temos rio, temos barcos a circular no rio e, veja-se a coincidência, temos pontes, muitas pontes e mais virão, pois então e, faixas aos pares, pois… o repto está lançado. Agora a bola fica na outra margem, que é o mesmo que dizer, do lado dos nossos responsáveis políticos. Voltando às obras, gostei de reparar (veja-se na foto) que vamos ter também, semáforos à “saída da Ponte”, é verdade, semáforos. Com tanta rotunda já construída, no cruzamento da Torres Pinheiro com a Nuno Alvares Pereira não fizeram uma rotunda????? Huummm… Já não estão na moda? Não estava nos planos? Não foi orçamentada? Estavam com medo do Tribunal de Contas. Esqueceram-se de a construir?... Huuummm, só espero que daqui a um mês ou dois ou, daqui um ano ou dois, não me venham conturbar outra vez o trânsito, só porque eu aqui estou a lembrar a coisa… Era só o que faltava eu estar armado em visionário de meia tigela. Já bem basta achar que num futuro próximo, vai fazer falta mais uma faixa de rodagem ascendente na Ponte Mais Nova de Tomar, bonito nome, certo.
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3828 de 2008-10-25
Por: Joaquim Francisco - 2008-10-12

FOTO DA SEMANA

"O Prato de Comida Perfeito"

Os maus vivem para comer e beber. Enquanto isso, os bons comem e bebem para viver. (Sócrates)

Foto: Joaquim Francisco - Com o desejo de que toda a população mundial, um dia, tenha um...

O Buraco – Parte II

Em 2005, escrevi um artigo (Edição 3676 de 8 de Novembro) sobre um buraco que teimava em pôr à prova, as capacidades técnicas da engenharia camarária tomarense. Se estão recordados, o “dito cujo” que se encontrava à entrada da “Ponte Velha” abria, eles tapavam, abria, eles tapavam, etc. etc., até que finalmente, passado mais de um ano, resolveram a questão. Agora, venho por este meio, apresentar uma prima mais velha (do buraco) que se encontra de quando em vez com a rapaziada dos SMAS e que por ser mais velha, jorra água (deve ser por ter outro estatuto). Vamos dar-lhe o nome de Conduta. Assim, a Sra. Conduta fica situada debaixo de um passeio na Avenida Ângela Tamagnini, ali perto do Laboratório de Análises Clínicas e da passadeira para peões. Conduta (para os amigos do SMAS) no dia 18 deste Mês de Setembro, reapareceu inesperadamente a despejar água e, não bastando o desassossego que criou para os seus amigos, ainda provocou o corte de abastecimento de água aos moradores da referida Avenida (outra vez). Não estou a ter o impacto desejado. Vamos lá apimentar a coisa. Recordo e afianço que, de há uns anos a esta parte (20 pelo menos), a conduta rebentou umas 15 (se não estiver correcto corrijam-me). As estatísticas valem o que valem, mas, um cano rebentar 15 vezes e, sempre no mesmo sítio, é obra… (ou falta dela). Não compreendo que “remendos” os amigos da Conduta fazem, sinceramente, não entendo. Como se pode constatar pela fotografia, a calçada ainda não foi arranjada, mas deve ser durante esta semana (o terreno tem de abater). Ainda bem que a “Intifada” tomarense, só trabalha com bombas nos seus atentados porque senão, vinham buscar aquelas pedras (piada, à bomba que rebentou cá em Tomar, perceberam).



Aproveito também esta ocasião, para alertar os Senhores que têm a responsabilidade das obras da nova Ponte e respectiva área circundante para: 1.º – Efectuem as obras todas de uma só vez. Ou seja, canalizações de água, luz, telefone, tvcabo, gás, passadeiras para peões, desníveis nos passeios para deficientes. 2.º – Tentem lembrar-se agora de mais alguma coisa, para evitar esburacar duas ou mais vezes o chão, depois da obra estar concluída (digo eu). Não queiram repetir a proeza das obras da Rua Marquês de Tomar, frente aos CTT e na zona do Pelourinho. Buracos atrás de buracos, um rodopio de abre e fecha, abre e fecha… Fica aqui só mais uma ideia, que tal um chafariz no passeio da Avenida Ângela Tamagnini, por cima da conduta. Pelo menos aliviava a pressão da água, evitando assim as tais rupturas… É uma boa ideia (ou não).

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3826 de 2008-10-03

Por: Joaquim Francisco - 20o8-09-20

FOTO DA SEMANA


Não... Não... A fotografia não foi tirada em nenhum país "terceiro mundista". É Portugal, seus Tesouros Arquitectónicos e mais representativo visual.

Fotografia: Joaquim Francisco - Porto - 2008-09-08

A Reentré Política em Portugal

A reentré política em Portugal, em Francês “reentrada politique”, vem mais uma vez animar os arraiais e festas sociais, típicas do nosso país, em geral, e muito queridas da população, em particular. Abaixo assinados à parte e troca de galhardetes QB, vamos (de novo) iniciar mais uma fase próspera de astúcia, esperteza, finura e maquiavelismo, protagonizada por uma Classe que vai da Esquerda à Direita, sem parar para pensar no que está no centro, o Povo Português. Os discursos mornos, as velhas questões, as novas questões e os habituais ataques vão continuar, outra vez, a fazer parte do dia a dia da nossa existência, tão fartinha dos mesmos mas que, por contingências e agruras da vida, “temos de levar com eles”.

Espero e desejo que a participação da população, não só a Tomarense mas também a Nacional, venha a ser mais activa, de forma a não fazer cair por terra, um dos direitos mais sagrados na nossa Democracia: a liberdade de expressão. O direito de RECLAMAR (construtivamente) não está muito interiorizado na mentalidade do comum Português. Não gostamos de ler logo, escrever ainda pior. Esta atitude no entanto, chamar-lhe-ia passividade, não pode continuar. Temos de mudar a nossa maneira de estar em sociedade e recorrer mais vezes aos mecanismos que estão ao nosso alcance para contestar. Se mais críticas, denúncias, chamadas de atenção e reparos, surgissem nos tablóides da Comunicação Social, provenientes do exercício da cidadania do Povo Português, seriam porventura, mais coerentes, sérias e transparentes, as atitudes e as políticas desenvolvidas pela Camada Eleita. Uma palavra para o EXEMPLO que vem da nossa Assembleia da República: Os desaguisados, representações teatrais e léxico de nível duvidoso, bem poderiam ser substituídos por atitudes nobres e dedicadas a um exercício político responsável. Espero assim que as Férias tenham esclarecido e clareado as mentes governativas e que as palavras irónicas do Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa: “Tudo como dantes no Quartel-General de Abrantes”, não sejam levadas a sério. Simplesmente, não merecemos. Lembro aqui e agora, as palavras de Friedrich Nietzsche, (1844 – 1900) influente Filósofo Alemão, in “Humano, Demasiado Humano” (1878): “Pelo facto de uma situação de crise (por exemplo, os vícios de uma administração, a corrupção e o favoritismo em agremiações políticas ou eruditas) ser descrita com forte exagero, essa descrição perde, na verdade, o seu efeito junto das pessoas sensatas, mas actua tanto mais fortemente sobre as que o não são (as quais teriam permanecido indiferentes ante uma exposição bem comedida). Como estas, porém, constituem uma significativa maioria e albergam em si uma maior força de vontade e um gosto mais impetuoso pela acção, esse exagero torna-se pretexto para inquéritos, punições, promessas, reorganizações. É nessa medida que é rentável descrever situações críticas em termos exagerados. “
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Podemos reclamar em:
Portal do Cidadão:
http://www.portaldocidadao.pt/
Telefone: 707 24 11 07
Portal da Justiça:
http://www.mj.gov.pt/sections/home
Portal do Governo:
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT
Página Oficial da Presidência da República:
http://www.presidencia.pt/
Associação de Municípios:
http://www.anmp.pt/
Associação de Consumidores de Portugal:
http://acop.planetaclix.pt/
DECO – PROTESTE:
http://www.deco.proteste.pt/
Livro Amarelo na Net:
http://www.livroamarelo.net/
Entidade Reguladora da Saúde:
http://www.ers.pt/
Autoridade Nacional das Comunicações:
http://www.icp.pt/

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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3824 de 2008-09-19
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-09-12

FOTO DA SEMANA


Os novíssimos Marcos de Correio específicos para o Correio Político

Foto: Joaquim Francisco - 2008-09-04

A Violenta Violência

Dia sim, dia sim, são noticiados em todos os órgão de comunicação social, novas situações de assaltos, roubos e mais grave ainda, assassinatos. Este fenómeno, tem-se vindo a desenvolver e se não se fizer nada, vai tomar proporções de tal maneira sérias que Portugal vai parecer uma autêntica favela à beira mar plantada.
Não tenhamos ilusões, este surto violento é o culminar de uma situação crítica, em que a nossa sociedade se encontra e que tenho vindo a opinar, alertar e retratar neste Jornal.
As diversas políticas educativas, judiciais, laborais e sociais, associadas a uma economia de mercado que enaltece o consumismo exacerbado, em prol de um grande desenvolvimento económico (mas só para alguns), originam o repúdio de uma minoria que se sente no direito de também o querer TER. É o mesmo que dizer que os que nada têm, se estão a organizar com o intuito de poder vir a ter.

Choca observar que a maneira fácil de o conseguir é utilizando a violência, nos moldes difundidos diariamente nos jornais e telejornais.
O actual e futuros Governos, vão ter a espinhosa missão de, cada vez mais, desenvolver programas que envolvam as áreas educativas, laborais e sociais, no sentido de aproximar cultural e monetariamente as várias classes sociais do nosso País.
Será utopia?... Penso que não, tem é de existir vontade política, uma grande concertação de ideias entre os diversos parceiros políticos que, até agora, não se têm entendido e se culpam uns aos outros, dando origem, na maioria das vezes, ao facilitismo e medidas populistas.
Podem colocar na rua mais polícias, podem gastar mais dinheiro em segurança, podem mudar as leis, até podem surgir mais empresas de segurança privada a operar nas ruas mas, estas medidas por si só, não vão fazer baixar a estatística da violência.

As cidades são muito grandes. Não pode estar um Guarda em cada Banco, numa Loja dos CTT, numa Bomba de Gasolina, Caixa Multibanco, Ourivesaria, ao lado de um Carro, na Garagem de Prédio, num Bairro para onde foram despejadas pessoas e em simultâneo, ao lado do Cidadão comum que se passeia em qualquer avenida do nosso País.
Repito e concluo, sem medidas de fundo, bem estruturadas e com uma forte componente social, não se vai conseguir inverter esta tendência de agravamento da violenta violência.

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3823 - 2008-09-12

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-09-04

Fotografia: Joaquim Francisco - 2008-09-04

Cartaz da Semana...

Esta imagem pertence à capa de um desdobrável que a PT distribuiu pelos seus agentes, tendo em vista publicitar os produtos, Sapo e MEO. Penso no entanto que devido ao seu cariz pornográfico, deveria ser retirado de circulação. Porquê?...


Reparem aonde o "rapazinho" de camisola amarela tem a sua mão direita (até põe a língua de fora...). Desgraçado "camisola azul", até "vê estrelas"... digo eu... E, para ajudar à festa, o que é que o de camisola vermelha está a fazer com a mão direita alçada, tal como o de camisola verde (de costas). Os braços no ar são só para despistar?????... ou não. Parece que estão a fazer uma "pouca vergonha" com os dedos esticados... De calções e penteado esquisito, hummmm... muito estranho... Muito estranho...

Crise?... Qual crise?...

Digam o que disserem, escrevam o que escreverem, mesmo que não tenha sido a pior participação de Portugal, foi de certeza absoluta, a mais polémica e a que mais "diz que disse" e "desculpem se me contradigo", a que se assistiu. Estou-me a referir, como é evidente, aos Jogos Olímpicos e comitiva portuguesa interveniente. Esta crise de valores desportivos a que assistimos, esteve também, bem patente, nos últimos resultados e igualmente “brilhantes” da selecção de futebol (época Scolari) que, diga-se de passagem, não surpreendem. Tudo isto não passa de um espelho muito bem polido de uma realidade que se está a tornar endémica em Portugal a que poderemos dar o nome de CRISE (lá voltamos ao mesmo tema...).
Vejamos alguns exemplos:
1 – Crise de Valores – É ou não verdade que a nossa geração de jovens (felizmente, nem todos), não tem educação. Em três palavras utilizadas, uma é asneira. Não pedem desculpa se nos dão um encontrão. Ainda nos ofendem se chamamos a atenção para algo errado que fizeram e batem na família e nos professores se for necessário. Esta geração telemóvel (dois pelo menos) está a sofrer na pele, a falta da “Família”. Mas isso implicaria outra discussão filosófica/social.
2 – Crise Familiar – Está subjacente à anterior e não se vêm melhoras. Para sobreviver ou manter um nível de vida acima da média o agregado familiar tem de passar a maior parte do tempo na rua, a trabalhar, relegando para segundo plano esse mesmo agregado, no seu mais precioso conceito, a Família.
3 – Crise de Dinheiro – Os Orçamentos que o Estado português tem apresentado ano após ano (contenção, contenção, contenção…), ficam muito aquém das expectativas e reais necessidades do povo. Esta dura realidade, reflecte-se literalmente nas finanças familiares, como um sistema de bola de neve que esmaga e sufoca, esses mesmos agregados.
4 – Crise na Política – Bem, sobre esta… nem sei por onde começar. Vou ficar por aqui pois haveria tanto para escrever…
5 – Crise energética – Culpam-na do aumento do custo de vida mas para combater esse flagelo, vamos lá “despir” as gravatas. Este exemplo único vem da ONU que pensa poupar 66 mil euros/mês em energia (fonte RTP). Mas continuam a circular em bestiais carros que consomem 25 litros aos 100 Km (esta ideia não é minha mas, quem o disse, esteve bem) estes ONU’S são loucos (diria Asterix) e, digo eu.
6 – Crise na Habitação – Com as Taxas de juro a subir, o patamar de estabilidade das famílias começa a ruir como um castelo de cartas. O efeito dominó é avassalador pois não havendo compradores, não existe escoamento do produto logo, escusa-se de construir mais casas logo, a construção diminui logo, o desemprego nesta área aumenta logo, vai existir uma crise laboral logo, os portugueses têm de ir construir para outros destinos logo, vão para Angola e Brasil logo, o “desordenamento” urbanístico vai de férias para outras paragens logo, Portugal fica mais rico… Urbanisticamente falando, há males que vêm por bem.
7 – Crise na Educação – A polémica está instalada. Quem nasceu primeiro, foi o ovo ou a galinha. O mesmo é dizer: De quem é a culpa?... Das políticas ou dos agentes intervenientes. Bem vistas as coisas, se calhar é de ambos. Ou seja, junta-se a fome com a vontade de comer e cada um puxa a brasa à sua sardinha. Ora aqui estão os ditados populares ao serviço da educação.
8 – Crise nos Transportes – Endividados, caros, com Administrações que deixam muito a desejar e mesmo assim, Portugal quer mostrar ao Mundo que tem condições para TGV’S milionários, Aeroportos “Topo de Gama” e Pontes, muitas pontes é que está a dar (não entendo esta obsessão por pontes, isso pega-se?...).
Explanei 8 (oito) casos de Crise o que me leva a escrever que em Portugal, estamos feitos num OITO. Resta-me a consolação que os nossos dirigentes políticos ao lerem estas palavras, vão ter uma grande Crise de Nervos, ou não.
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3822 - 2008-09-05
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-08-31
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - Rua Dr. Joaquim Jacinto (lado nascente)

FOTO DA SEMANA

Legenda: Afinal os Ligeiros de Mercadorias, também têm direito a estacionamento...
Fotografia de Joaquim Francisco em 2008-08-03 - Tomar

Afinal o que é que se passa ?

Quando regressei de férias com a família, fui dar uma volta pela nossa Cidade (Tomar) e “eis senão quando”, fui assaltado por um estranho pensamento: – Será que vão filmar em Tomar alguma parte do filme “Batman e Charada em terras Templárias” (com o Jim Carrey no papel do Charada e no Papel de Batman…). Bem… continuando. Não resisti à tentação de fotografar um dos ? que se encontram, realmente em lugares, diria que, estratégicos e que “Para bom entendedor, meia palavra basta”. Veja-se a Fotografia 1 ? Já foi falado e escrito muitas vezes e por muitos, a degradação a que foram votados alguns imóveis na nossa Cidade. E que ricas fotografias eles facultam. Quais “Tesourinhos Deprimentes” e históricos do nosso típico casario. Mas há mais. Reparem na Fotografia 2 ? Que bela colecção de Papel de Parede. Última moda Outono – Inverno 2008, Made in Tomar. De quem é a culpa, não sei. Mas que “Tão ladrão é o que rouba, como o que fica cá fora a roubar”, é uma verdade que a Sabedoria Popular, não se cansa de repetir, quando necessário. E neste caso, é necessário. Que rica pintura esta imagem dava, numa qualquer Galeria de Arte Contemporânea. Com todo o devido respeito pela Pintura e consequentemente pela Galeria. Será que ninguém acha isto indecente e feio, ninguém com responsabilidade governativa cá de Tomar, pois… Gostava de saber se os Tomarenses adoravam ver as paredes da Câmara Municipal da nossa cidade, assim, como se pode ver na Fotografia 3 ? Não, pois não… Na minha modesta opinião, já vai sendo tempo de alguém se responsabilizar por todas, mas mesmo todas estas situações, chamar-lhe-ia “aberrantes”, mas será um termo forte (ou não). Tomar que se chama a si própria e bem, Cidade Jardim, não se pode dar ao luxo de apresentar, aos seus Moradores e Turistas, retratos que envergonham qualquer pessoa que tenha o mínimo de bom senso (digo eu). Deixo assim, aqui, o alerta às nossas autoridades e governantes: – Ajudem a evitar os ? Cuidem de Tomar, Cidade Jardim, se faz favor e obrigado.
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3819 de 2008-08-08
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-08-03

Condução com Atenção

Com as férias a decorrer, nunca é demais, na minha perspectiva, chamar a atenção aos nossos concidadãos, sobre os cuidados a ter durante o respectivo tempo de descanso, ao volante do seu automóvel ou mota. A primeira coisa a reter é a de mandar fazer uma pequena revisão ao veículo, nomeadamente: Pneus, luzes, e níveis dos líquidos necessários ao bom funcionamento da viatura. Ter atenção ao peso que o veículo transporta. Carga a mais altera o comportamento do mesmo, numa travagem, por exemplo. Faça uma lista dos objectos e roupa que pensa vir a precisar e com antecedência. Vá aumentando a relação conforme se vai lembrando. Note que uma lista bem feita evita excessos de bagagem. Chame-lhe a OPI – Objectos Pessoais Identificados. Em viagem, não fale ao telemóvel, tente manter um tema de conversa com o grupo que o acompanha, sem, como condutor que é, se envolver muito (para não adormecer mas manter a atenção na estrada). Não escolha as horas de maior calor, evitando assim o sono e a fadiga desnecessários. Se no entanto o trajecto decorrer debaixo de algum calor, ingira água com frequência pois esta vai ser essencial ao seu organismo (não esqueça, água. Qualquer outro tipo de bebida, de certeza que não o vai ajudar). Lembro que a utilização do Ar Condicionado, só deverá ocorrer como ultimo recurso pois a sua utilização faz aumentar o consumo de combustível em cerca de 20%. Mantenha uma velocidade, o mais uniforme possível, evitando as excessivas. Sempre que possível, trave com a caixa de velocidades e com suavidade. Manter uma distância de segurança para com o veículo que circula à sua frente, dando assim tempo para reagir e evitar travagens bruscas. Por fim, as ultrapassagens e mudanças de direcção. Muita atenção ao executar essas manobras: Piscas, espelhos retrovisores, sinais de trânsito e a atenção do condutor, devem ser utilizados prioritariamente em prol da segurança rodoviária. Se seguir estas recomendações, economizará combustível, terá menor desgaste no seu automóvel ao nível de motor e peças, maior conforto na condução, Boas Férias e Bom Regresso a Casa.
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-07-27
In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3817 - 2008-08-01

FOTO DA SEMANA

E aqui irá “nascer” um dia, a minha Estátua, como símbolo do meu contributo (?) a esta Cidade de Tomar.
Foto: Jornal Cidade de Tomar