Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

Quem sou:

A minha foto
Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

FOTO DA SEMANA


1.ª Pergunta: Esta Munícipe, paga imposto de utilização de suporte de estendal (Semáforo)???

2.ª Pergunta: A Câmara Municipal de Tomar não tem poderes para criar tal imposto???

3.ª Pergunta: O construtor do prédio não acautelou um espaço para a secagem de roupa no Andar, já a prever a utilização de "poste" alheio???

4.ª Pergunta: Com tanto trânsito a circular a roupa fica realmente limpa???

5.ª Pergunta: Já alguém surripiou algumas cuecas da Sra. como fetiche???

Foto: Joaquim Francisco - 2009-02-10

Nota: Dia 22-03-2009 já não existia estendal no Semáforo. Será que o mesmo ficou livre do Cordel?

Nem só de crise vive o Homem.

As medidas de combate à crise que estão a ser tomadas pelo Governo (Foto 1) e as que vão ser executadas pela Edilidade Tomarense (Foto 2), parecem-me ser de grande importância e as possíveis, neste contexto económico e financeiro geral e das instituições intervenientes em particular.
Quando escrevo possíveis, refiro-me concretamente à saúde financeira que tais medidas provocam, não aos beneficiários, pois para estes, se mais existissem melhor, mas aos promotores das mesmas ou seja, Governo e Autarquias. Temo que venham a provocar um super-endividamento destas entidades (ainda mais), tudo em nome do auxílio necessário e urgente. Realmente, esta dualidade da realidade social, por um lado, o combate à pobreza e dificuldade, por outro, ter as instituições políticas saudáveis financeiramente, está ou vai ser muito difícil de gerir. O certo e sabido é que as futuras gerações, vão pagar esta descomunal factura, agora intitulada de crise. Entendo no entanto que, nem só de crise vive o Homem. Não é por existir uma grande carência económica que se deve descurar o bem-estar social e lúdico das populações. O espaço físico que compõe uma Cidade influência a sua população, no bem e no mal. Se os Tomarenses não se sentirem bem no seu espaço que é a Cidade de Tomar, dificilmente permanecerão nele, procurando assim, outros mais aprazíveis, originando em paralelo a “fuga” de uma, chamar-lhe-ia economia comercial. Repare-se a título de exemplo, a área envolvente da nossa nova Ponte do Flecheiro. Tem tanto de “Belo” como de “Monstro”. A harmonia que deveria imperar neste espaço é destroçada por uma paisagem de barracas que, há anos ali não deveriam estar e a utilização exagerada de cimento desde a Ponte até à Casa do Cubos. Este espaço merecia nitidamente mais verde (relva e árvores). Para tornar ainda mais agradável este lugar, deparamo-nos com repugnantes e altaneiros degraus e desagradáveis “remendos” (Foto 3) que nem vou comentar pois a mesma fala por si.
Estas coisas não dignificam os responsáveis pelo projecto mas, principalmente, não dignifica a qualidade de vida da População Tomarense. Merecem mais do que isto. Esta crise económica, foi originada por homens que puseram os seus interesses muito acima dos interesses das Populações. Lamento que tenhamos de viver com estas realidades. Lembro que o dinheiro é importante mas, a qualidade do nosso espaço envolvente, não o é menos.

(A Construção como pano de fundo)
Foto 1 – Outdoor do PS situado na Praceta Alves Redol em Tomar – Foto: Joaquim Francisco.
Foto 2 – Medidas Camarárias – Foto: Jornal Cidade Tomar aquando da visita às obras da Ponte do Flecheiro – Fotomontagem: Joaquim Francisco.

Foto 3 – Sem comentários – Foto: Joaquim Francisco.

Por: Joaquim Francisco - Tomar 2009-02-25
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3849 de 09-03-13

FOTO DA SEMANA

A Placa de Sinalização escondida por um poste de iluminação informa que para a direita fica o Lugar de Queimadas. Na estrada Nacional, mais concretamente no lugar da Venda Nova, vendem-se Veículos de Bombeiros.
Pergunta: Com tanto Veículo de Bombeiros como é possível existirem Queimadas.
Foto: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-02-10

O DEM ou CHIP nas Matrículas

Quando o Governo legislou no sentido de serem colocadas nos veículos automóveis, “placas de protecção” nas rodas de trás, vulgo palas, tendo em vista proteger dos salpicos de lama projectados, os pára-brisas dos outros veículos que circulavam na retaguarda, a ideia foi realmente, diga-se, uma genialidade política. Este artefacto (pala), apesar de já não constar na lista de prioridades governativas, deu um enorme contributo à economia portuguesa, da altura claro, fazendo mexer o mercado a vários níveis: Indústria do plástico, comércio de artigos auto e peças, mecânicos, donos de viaturas (pagador), o Estado (receptor dos impostos provenientes das compras e vendas) e o Estado (receptor do dinheiro proveniente das multas). Muita lama deixou de enlamear a cara de muitos. Quando o Governo legislou no sentido de serem colocados reflectores nas rodas dos veículos de duas rodas, nomeadamente bicicletas, motorizadas e motas, a ideia foi novamente, diga-se, mais uma genialidade política. Todos os raios começaram a ter os ditos, que só eram vistos de “ladecos” mas, este artefacto (reflector) apesar de já não constar na lista de prioridades governativas, deu um enorme contributo à economia portuguesa, da altura claro, fazendo mexer o mercado a vários níveis: Indústria do plástico, comércio de artigos auto e peças, mecânicos, donos de viaturas (pagador), o Estado (receptor dos impostos provenientes das compras e vendas) e o Estado (receptor do dinheiro proveniente das multas). Repetitivo mas eficaz, digo eu.


Agora, com a era da informática a dominar, vem o Governo, novamente, implementar/impor, outra grande medida automobilística. Uma medida que vai desenvolver a economia de alguns, nomeadamente uma fábrica de componentes electrónicos Made in Taiwan ou Made in China, um hipotético revendedor/importador/armazenista, mecânicos especialistas em electrónica e o nosso velho amigo Estado, nós claro, aguentamos, pagamos e não refilamos. O produto em causa, o DEM – Dispositivo Electrónico de Matrícula, mais conhecido por CHIP, custará aproximadamente 10 € e consta que nos primeiros 6 meses irá ser gratuito (sobre a instalação do mesmo não se sabe nada mas desconfio que aguentamos, pagamos e não refilamos). O dispositivo, de uso obrigatório vai ter todas as informações sobre o seguro automóvel, a inspecção periódica e até servirá para pagar as portagens. Portugal será o primeiro a ter esta tecnologia no mundo. Futuramente, irá ter DVD, MP4, GPS e detector de Radares Policiais, ou não. São tantas as vantagens que lhe prevejo o mesmo destino das palas e dos reflectores. Já agora, espero que a próxima medida seja o Imposto de Circulação Pedestre. Podem colocar-nos um CHIP para o auto-pagarmos no… bem, fiquemos assim.

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-02-16

Desenho: A ChapaChiPS

Autor: Joaquim Francisco - 2009-02-16

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3846 de 2009-02-20

Comentário da Semana

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Foto: Joaquim Francisco (2008-08-09) - Texto do Diálogo: Joaquim Francisco

Comentário ao Comentário

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O nosso actual Primeiro Ministro, para quem não sabe, “Engenheiro” José Sócrates, tem andado ultimamente a mandar “bocas foleiras” à Esquerda Política Nacional. Estou-me a referir concretamente ao comentário com que “mimou”, no Parlamento, o Partido Ecologista os Verdes, chamando-os de “embuste político” e “apêndice do PCP” e concluiu airosamente “os portugueses sabem o que os senhores são, verdes por fora e vermelhos por dentro”. Tenho de reconhecer que foi o melhor comentário (discurso) político que alguma vez ouvi, ou não. Esta saída política discursiva do “nosso” Sócrates, é de tal modo profunda que quem tenha o mínimo de observância, detecta logo o que na verdade, o nosso Primeiro estava a chamar: MELANCIAS. Sim, como todos sabem, são verdes por fora e vermelhas por dentro (*).

Esta analogia às melancias, acaba assim por não ser um ataque à oposição, por parte do Chefe do Governo, mas sim um grande elogio. Exactamente, quando todos pensavam que o nosso Primeiro-Ministro estava a atacar os Verdes e a conotá-los com o PCP (vermelhos), afinal estava a elogiar a luta deste Partido pelos valores ecológicos, biológicos e naturais. Daí a comparação, filosoficamente falando, claro. Afinal de contas, vêm ai tempos tão difíceis, tão difíceis e um período eleitoral tão renhido que, não ficava bem a este Governo atacar a nossa “esquerda”. Antes e bem pelo contrário, já que esta ala política, vai ter um papel importante e ser cada vez mais chamada a intervir, contra os atentados do Capitalismo selvagem e do Neo-Liberalismo feroz, os mesmos que estiveram na origem desta mesma crise social e económica que reina na Terra. Bem, voltando à história do “embuste político”, mais uma vez repito que Sócrates não teve o intuito de atacar ou ofender, nunca, “jamé”. Porquê? Simplesmente porque o nosso “Engenheiro”, nunca se poderia pôr a jeito de “levar” com suspeições outra vez (como forma de retaliação). Quem não se lembra do caso da Licenciatura. Terá sido ou existido “embuste”, neste caso? E o caso Freeport em Alcochete, o seu processo de construção terá sido legal e “ecológico”? Pois é, os telhados de vidro são tramados, digo eu.

(*) Ainda bem que não lhes chamou TOMATES. Para quem não sabe, são verdes enquanto verdes e vermelhos ao amadurecer. Tomates, é também o nome por que são conhecidas as Tropas Portuguesas, por esse Mundo em guerra. Porquê? Porque para onde vamos, "participamos mas, não entramos".

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3843 - 2009-01-30

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-01-25

FOTO DA SEMANA

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Título: ILUSÃO ÓPTICA
Foto de Joaquim Francisco -> 22-07-2008

O Terceiro (e último) Pedido do Ano…

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Diz o velho Ditado Popular: “Não há duas sem três” e, fazendo jus ao mesmo, lá venho eu mais uma vez (e última), pedinchar. Vem a propósito e, antes de mais, deixem-me comentar o pequeno acidente do “nosso” Cristiano Ronaldo, ou não. A notícia fala do estampanço do seu Ferrari de, fechem os olhos, 345.000,00 € (Trezentos e quarenta e cinco mil euros). O “pobre” rapaz não sofreu nenhuma mazela (ainda bem) mas o carrito, esse, foi direitinho para a sucata. Este acontecimento, despertou o meu raciocínio matemático que, pondo-se logo em acção chegou à seguinte conclusão: Cristiano Ronaldo conseguiu deitar para o lixo, o valor equivalente ao sustento de um ano para +/- 55 famílias portuguesas. Eu repito, o sustento para +/- 55 famílias portuguesas, durante um ano inteiro (365 dias), sem tirar nem pôr. Vamos às contas que são muito simples: Tomamos como referência (novamente) o Salário Mínimo Nacional, cujo valor é de 450,00 € multiplicamos 14 meses (um ano de salário, mais Subsídio de Férias e 13.º Mês), o resultado é de 6.300,00 € (Seis mil e trezentos euros). Dividindo o valor do Ferrari, 345 mil euros por 6,3 mil euros chegamos ao resultado de 54,7 agregados familiares, ou seja, a matemática é tramada. Concluindo, estas contas levam-me a pedir (pela última vez), o seguinte: Senhores Futebolistas, Senhores Administradores, Senhores Empresários e demais Ricos de Portugal e arredores, tentem não “estampar” os vossos carritos topo de gama. Não deitem para a sucata dezenas de Salários Mínimos (se me é permitido este paralelismo comparativo) principalmente, durante este período de crise. Seria um verdadeiro atentado à pobreza alheia, se é que entendem… Por tudo isto, agradeço que levem o meu pedido (o último) em conta. Penso que não é pedir “muito”, digo eu…
- In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3841 - 2009-01-16
Joaquim Francisco - Tomar - 2009-01-09

O Segundo Pedido do Ano…

Venho publicamente agradecer o aumento que o Governo agora efectuou no Salário Mínimo Nacional – SMN e que o levou a ser fixado nos 450,00 € (Quatrocentos e Cinquenta Euros). Realmente, é muito Euro junto e vem mesmo a calhar pois, as entidades prestadoras de serviços e afins, já anunciaram os respectivos aumentos para o ano 2009. Agradeço igualmente às Confederações Patronais, o seu empenho e luta para que o valor do mesmo fosse maior (ou não). O Governo e sindicatos é que são teimosos e não aceitaram a proposta. Assim, o Segundo Pedido do Ano é de desculpa. Exactamente, venho manifestamente pedir desculpa por não conseguir gastar só, os referidos 450,00 € do SMN mas, ter de gastar mais 25,00 € (veja-se na Lista de gastos mensais, o item “Empréstimo Vizinho” que reflecte esse valor) e portanto, endividar-me. Confirmo sinceramente que não sei gerir o meu salário, tendo em vista o valor, diria diminuto, do mesmo. Não me admiro e reconheço agora o porquê de “Gestores de Topo” falharem a sua gestão. Se eu com uns singelos 450,00 €, é uma autêntica desgraça, imaginem um Gestor a dominar milhares e milhares de Euros. Coitaditos, olha a pena que tenho deles. Nem me passa pela cabeça o valor do endividamento, a que eles estão sujeitos, deve ser brutal. Se me dessem valores semelhantes para eu gerir, bem… Eu nem quero pensar. Não queria estar na pele deles, nem que me pagassem. Só a responsabilidade de ter tanto dinheiro ao meu dispor, cruzes credo. Prefiro trabalhar com valores mais baixinhos, dominam-se melhor e tudo… Bom, voltando ao meu “orçamento”.

Depois de passar para o papel os Produtos em causa, é evidente que existem luxos aos quais tenho de/ou posso fugir. Por exemplo: Os Diversos e Televisão são trinta e tal euros. Telefone e Cafés, idem. Farmácia e Transportes, também. Pão e Peixaria, igualmente. Ou seja, reconheço que tenho de me aplicar, tendo em vista reduzir significativamente as despesas, chamadas de “extra”. Agora reparo no esbanjar constante, a que tenho sujeitado o meu ordenado. Esta mania de querer ser mais que os outros, realmente tem de acabar. Às vezes nem sei onde tenho a cabeça, este apelo ao consumismo é atroz. Vejo os outros a fazer uma vida simples e sem grandes luxos e a conseguir e eu não sou capaz porquê?... Por tudo isto, o segundo pedido do ano é de desculpa. Exactamente, venho manifestamente pedir desculpa por não conseguir gastar só, os referidos 450,00 € do SMN mas, prometo com muita força que me vou esforçar. Prometo pois. E vou conseguir (digo eu).

In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3840 - 2009-01-09

Joaquim Francisco - Tomar - 2009-01-04

FOTO DA SEMANA

O Segredo de D. Gualdim Pais
Fotografia: J. Franc. - 08-02-25 - Texto de: Joaquim Francisco

Praça da República – Tomar:
Considero a Estátua de D. Gualdim Pais, um exlibris da nossa Cidade Templária, à beira do Rio Nabão plantada. Exlibris, não tanto pela sua "grandeza" e representação, mas pela sua originalidade e cariz sexual.
Quem aprecia e vislumbra a referida figura altaneira, de “ladecos”, mais concretamente, virado de costas para o SMAS, tendo a Câmara Municipal do lado esquerdo e a Igreja de Santa Maria do Olival do lado direito (siga as coordenadas com rigor), eis que se vislumbra a dita… "falo" da ponta da espada do Dom.

O Primeiro Pedido do Ano…

Excelentíssimos Senhores, Câmara Municipal de Tomar, venho por este meio pedir uma intervenção urgente, de vossos serviços da Divisão de Salubridade e Saúde Publica, no sentido de agir em conformidade no espaço do Parque Infantil, situado no logradouro, sito Av. Ângela Tamagnini, Alameda Um de Março, Rua Amorim Rosa. Informo que o mesmo se encontra com muito lixo, nomeadamente: Latas de Coca-Cola; Sacos e Garrafas de Plásticos; Garrafas de Vidro (veja-se fotografia anexa). É lamentável ver o espaço em questão, sujo como está.
A falta de civismo dos Miúdos das escolas, com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos e que o frequentam, é atroz. As crianças que, por sua vez, têm idade para brincar neste lugar, ficam sujeitos a mexer em objectos que podem eventualmente ser transportadores de doenças infecto-contagiosas, recordo que a área tem imensos pombos. Aproveito esta oportunidade para agradecer a toda a vizinhança que tão silenciosamente tem aceitado esta situação. Recordo que desde Setembro (data de inicio das aulas), o Parque Infantil é palco das mais variadas ocorrências com a “graúda” Miudagem: Asneirada na linguagem; Droga com fartura; Lixo qb. Com tanto “lixo” admira-me que ninguém se manifeste. Realmente, somos um País de brandos costumes. Bem, voltando à limpeza do espaço, espero para 2009 mais atenção dos Serviços Camarários, mais crianças a brincar e menos adolescentes a sujar, talvez mais policiamento (de vez em quando, não se perdia nada) e mais participação da vizinhança. Bom Ano Novo, na medida dos possíveis.
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3839 de 02-01-2009
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-12-28

FOTO DA SEMANA

- Espírito Natalício

(Artesanato Português...)

Foto: Joaquim Francisco -> 27-12-200

Novo Ano, a mesma História de sempre.

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O ano 2009 está a chegar e com ele as velhas promessas, belas palavras e desejos de derreter o coração: Paz interior; Segurança; Saúde; Muito amor; Emprego para todos; Menos impostos; Etc. etc. etc… Estes slogans político-sociais, realmente fazem eco nos corações da nossa sociedade, habituada a “sofrer” os mais diversos atentados e tropelias pois, enchem de esperança qualquer um menos esclarecido, digo eu. Vejamos um simples exemplo: “Municípios apresentam novas medidas para ajudar as famílias portuguesas” (Jornal Cidade de Tomar N.º 3837, de 12-12-2008, pág. 17). Boa, vamos ter as famílias a ser ajudadas mas, eis que vem a público outra notícia: SMAS de Tomar um Edital com o novo tarifário para o ano 2009 (no mesmo Jornal, pág. 30). Este toma lá, dá cá tão característico da realidade portuguesa, já não surpreende ninguém. O que na minha óptica, continua a surpreender é, a facilidade que a classe política tem de manipular, iludir e inventar estratégias ardilosas, com o intuito de fazer querer que, como por artes mágicas, conseguem minimizar a crise que afectará as famílias. Não, não vão conseguir. Não, não vão ajudar. Não, não vão adiantar nada. A situação é bem mais complexa. Portugal, devido ao seu lento e medíocre desenvolvimento, cavou um agudo buraco económico-social. Este, faz com que exista cada vez mais pobreza, mais miséria, mais desemprego, mais dívidas, menos segurança, menos amor, menos paz, menos dinheiro. Por tudo isto, a mesma história de sempre, “pobres, dos pobres dos pobrezinhos” (Guerra Junqueiro), é que um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza. Vá, mesmo assim, desejo um “Bom Ano 2009”, na medida dos possíveis…

Foto da Semana

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Uuppss......... no Museu da Coudelaria Alter Real (AR), alguém se esqueceu de arrumar o tralhedo.

Foto: Joaquim Francisco - Férias Verão - 23-07-2008 - Visita Guiada ao Museu do Cavalo.

O 4.º Trimestre Negro...

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Não posso deixar de lastimar as situações ocorridas no nosso País, nesta recta final do Ano de 2008, ou seja, este 4.º Trimestre que chamaria de, Negro. Os ingredientes mais apetecidos da sociedade, Futebol, Política e Economia, marcaram-no de tal maneira que, não fosse o povo estar já habituado a desaires, conspirações e arrufos, estas “caldeiradas sociais” serviriam para um belo “Cartão-de-visita” Made in Portugal, diria eu. Vejamos o Futebol: Os três, grandes (para receber ordenados chorudos), que pelos vistos, não são grande coisa (a ver pelos resultados). FCP – Futebol Clube do Porto, no jogo contra o Arsenal, perdeu por 4 – 0 na Inglaterra em Setembro. A nossa Selecção, mostrando um grande espírito de solidariedade para com o Porto, resolveu o jogo contra o Brasil com uns singelos 6 – 2, derrota registada em Novembro. O Sporting, invejoso (penso), pesada derrota com o Barcelona por 5 – 2, mas com dignidade, no mínimo... Para compor o ramalhete, Benfica – Olympiakos que por causa de uns ciúmes doentios (Porto e Sporting), não quis ficar atrás e, trás… 5 – 1. São “bons resultados” (para os outros, claro) não tenhamos ilusões. Para acabar em beleza, deveriam ir também (todos), à Assembleia da República, pedir uma audiência Parlamentar. Não é só reivindicar “ordenados” ou um fundo de pensões. É necessário reivindicar junto do Poder, melhores resultados… Agora fiquei baralhado: Resultados políticos ou desportivos. Ora aqui surge uma dúvida metódica que leva à bela dualidade da vida portuguesa (filosoficamente falando, claro). Por falar em Filosofia e em Política, vem ao caso, a Avaliação dos Professores. Sim, isto é um assunto Político. Não há dúvida que o tema está a ser bem divulgado. Nos noticiários, todos os dias (até já enjoa). Deu direito a debate televisivo nos “Prós e Contras”, um Livro “Guia de Avaliação do Desempenho Docente” – Texto Editores (por este andar, mal empregue o papel gasto na sua edição), a Ministra diz e contradiz. Entrevistas, declarações, manifestações, greves, vigílias, concentrações e etc. Até já estou cansado de escrever. A Avaliação que faço sobre esta matéria é: Portugueses e Portuguesas, vamos todos para a rua (também) lutar contra a nossa avaliação. O Povo Português (todo) não quer ser avaliado. Pronto, ponto, acabou-se. Isto de uns serem filhos e outros enteados tem de acabar (digo eu). E a Economia??... Bem… A CGD e o BCP entram com 120 milhões de euros cada um, o BES com 80 milhões, o Santander Totta com 60 milhões, o BPI com 50 milhões e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo com 20 milhões (fonte: RTP). Estou-me a referir ao grupo que com a “bênção natalícia” do Governo, se uniu para ajudar o BPP. Consta que vão fazer o mesmo para ajudar as famílias carenciadas (ou não). Entretanto, o caso BPN continua a ser um mistério económico-monetário. Os roubos às ourivesarias e multibancos, são verdadeiras brincadeiras de criança, comparativamente à gestão perniciosa e espoliação monetária que ocorreu naquela entidade bancária. Mas, alegrem-se os Portugueses pois o BPN agora é nosso através da Nacionalização e, seus funcionários logicamente, Funcionários Públicos. Conclusão: Para não variar, vai tudo ficar “numa boa”… O Zé, esse, que aguente. E é se quer ter um ano 2009 razoavelmente… Pior. Ou seja: PARA O ANO HÁ MAIS…
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3836 de 12 de Dezembro de 2008
Joaquim Francisco - Tomar - 2008-12-06

FOTO DA SEMANA

FOTO: JOAQUIM FRANCISCO - Escócia - 02-08-2007
LEGENDA: Sem comentários, mas com muita bossa.

Pagar para ter um (novo) Acordo de Empresa?…

É uma novidade para mim, falar sobre problemas profissionais. O certo é que, depois de tanta tinta gasta e tanta conversa, só me resta concluir o seguinte: Vou ou, vamos esperar para ver. O Acordo de Empresa é um documento que a Administração dos CTT e os Sindicatos assinam e nele estão escritas as regras laborais que vão conduzir o funcionamento geral da Empresa. No dia 14 de Março de 2008 foi assinado um novo Acordo de Empresa (AE) e um dos sindicatos, o mais representativo dos CTT não o assinou.
Foto: Fernando Lima Manifestação Lisboa 22 Novembro 2008

O que eu sei é o seguinte: Os CTT Correios aumentaram em 2008 os vencimentos em 2,8% , repito, só os colegas que assinaram o novo Acordo de Empresa e como se isso não bastasse, receberam 400,00 €, só pelo simples facto de o assinarem. Aqui é que entra a minha reflexão, a minha dúvida, a minha indignação. Vejamos: Aceito um aumento de 2,8%, não aceito que seja só para alguns. Admito até um novo AE mas, não admito que paguem para que ele exista, ou seja, não admito o pagamento de 400,00 € aos colegas, para que assinem (aceitem) o mesmo. O real problema, na minha óptica, surge com esta ideia inaceitável de “comprar” a aceitação do novo Documento. Para mim, a questão do aumento é importante, mas o que me indigna mesmo, são os EUROS. Pergunto: Se o novo AE é bom, para quê comprar o mesmo. Se defende muito os interesses dos trabalhadores, para quê pagar por esses interesses. Se os CTT Correios (Administração), acha que o documento é justo e viável, para quê pagar para… Não entendo a posição dos Sindicatos que aceitaram semelhante posição/situação e assinaram o referido “Acordo”. O que ganharam com ele?… O que lucraram com os 400,00 €?... É esta situação (pagamento) que incita a minha reflexão, a minha dúvida, a minha indignação. Estranho, a situação de pagar para existir um (novo) Acordo de Empresa, bem como receber dinheiro para assinar o mesmo. Só me resta concluir o seguinte: Vou ou, vamos mesmo esperar para ver.
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Tomar, 25 de Novembro de 2008

FOTO DA SEMANA

Foto: Joaquim Francisco - Tomar - 13-11-2008
A paz e o sossego em comunhão, dão origem
ao merecido e relaxante descanso.

Frase do dia:



O aumento das temperaturas, é proporcional ao aumento do odor corporal.

Joaquim Francisco in CTT Tomar

14 de Setembro de 2008

Imagem: www.oamador.com

A linguagem, na origem da crise…

Depois de alguma pesquisa, concluí que a crise que grassa no Mundo teve origem na linguagem utilizada no universo económico. A mesma, é de tal maneira obscura e hermética que leva os seus utilizadores a baralharem as contas, remunerarem-se regiamente, delapidarem capitais, inventarem esquemas “manhosos” e levar à ruína as instituições.
Assim, leia-se o percurso de uma empresa:
Através de uma absorção, o activo de uma empresa sofre uma alanvacagem. O swot e o benchmarking originam uma brainstorming que se transforma numa break-even point se utilizarem um bom business plan. Para evitar um crach há a necessidade de implementar um bom case study para que o seu cash-flow origine um bom cluster e o cross-selling essencial ao downsizing implementado. Sofrendo com o dumping, surgem paralelamente a especulação e a euribor, ambas a contribuir para o arranque de um franchising e fusão antecipada. A nova golden share, aproveita o inside trading e a joint-venture provocada pelo leasing cobrado, obrigando a um marketing-mix e paralelamente originando um mark-up. A compra de merchandising reduz a possibilidade de oligopólio e o offshore pode assim aumentar através do outsourcing. Se a empresa aumentar os seus payout ratio e plow back, pode por sua vez aumentar a pull e a push (análogo a uma boa prime rate) tendo em vista consolidar o rating e o Royalties cobrados. Um bom start-up e spread, melhora o swap e o up-selling dando à empresa um bom e permanente warrant.
Como podem ler, com termologia assim, não existe empresa que resista a uma boa crise, digo eu. E, coitadinhos dos Srs. Gestores, realmente, é a atrapalhação total, com semelhante linguagem, só poderia dar em crise.
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In Jornal Cidade de Tomar - N.º 3833 - 21-11-2008
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-11-02