Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

Quem sou:

A minha foto
Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

FOTO DA SEMANA

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Foto: Joaquim Francisco - Rotunda da Av. Ângela Tamagnini - Tomar - 2009-05-08

Na rotunda situada a meio da Av. Ângela Tamagnini, existe (ou existia) um cartaz relativo à campanha eleitoral, penso que da Sra. Manuela F. Leite. Este cartaz é representativo e demonstra bem a CRISE que atravessa Portugal. Já chegou (a crise, claro), veja-se, à Política. Imaginem assim, as seguintes hipóteses:

1.º - A cola já não é de altíssima qualidade (será Made in China?).
2.º - Já não se pode confiar nos voluntários que colam os cartazes (será que andam armados em Políticos?).
3.º - Os placards já não são o que eram. Chapa metálica não aceita cola de papel (digo eu). Mais valia utilizar Platex (sempre era produto tomarense).
4.º - Terá existido boicote, como forma de protesto aos arrufos constantes que trespassam a nossa boa realidade política (boa... ou não).
5.º - Nenhuma das anteriores... ou, todas em simultâneo... (ui, esta doeu).

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Afinal, sempre existe a “Geração Rasca”?...

Em 1994, Vicente Jorge Silva escrevia sobre a “Geração Rasca”, no Jornal o Público. Referia-se concretamente, aos jovens universitários que manifestavam a sua discordância pelas políticas educativas, principalmente sobre o aumento das propinas universitárias. Só por curiosidade, este senhor, foi deputado pelo Partido Socialista eleito pelo circulo eleitoral de Lisboa quando (não se riam), Manuela Ferreira Leite era Ministra da Educação. Passados 15 anos, os jovens agora com 12, 13 a 15, 16 anos de idade, estão condenados a ser apelidados novamente com o mesmo nome só que, actualmente, por motivos mais sócio/familiares e políticos.
Senão vejamos: Os nossos jovens, em cada duas palavras que dizem, uma é asneira. Não respeitam, nem acatam a opinião dos mais velhos. Desconhecem o significado da palavra “obrigado” como tal, não a utilizam... Não têm no léxico a expressão “por favor…”. Porque são porcos, não sabem o que é um caixote do lixo. São fúteis, baldas e… Em cada dois alunos, um é um zero a Matemática. Em cada dois alunos, um é um zero a Português. Vou parar por aqui.

Verdade seja dita que a responsabilidade desta situação, ter chegado aonde chegou, muito se deve à atitude dos seus papás (a geração anterior?... digo eu…). Estes, pensam que educar, é dar tudo o que é fixe, moderno e tecnologicamente avançado: Boa roupa de marca, dinheiro no bolso para comer “fora” e telemóvel topo de gama. Tudo para os meninos ficarem bem na fotografia do “grupo”. Não se pode deixar de responsabilizar (também) os sucessivos Governos que em prol da modernidade e evolução civilizacional, legislaram sempre políticas falhadas e arruinadoras do real interesse da juventude estudantil. Esta época do “facilitismo educacional” que se vive na Escola Pública, veio ajudar a agravar a situação. A crise económica/financeira é, assim, mais uma a assolar esta sociedade chamada de, portuguesa. Uma sociedade pobre. Pobre em cultura, em valores, em dinheiro e em jovens com um J grande. Não adianta vender PC’s baratos, aumentar a idade da escolaridade obrigatória ou incentivar a cultura das “Novas Oportunidades”. Somente com boas políticas de ensino, bem estruturadas e com mais apoio da família (é obrigatório a mesma ser responsabilizada) se consegue fazer algo de positivo. Portugal vai ter agora um Ciclo Eleitoral e, todos os Partidos vão ter uma oportunidade soberana para desenvolverem e aplicarem um programa que recaia sobre esta matéria tão sensível. Não fazer nada, vai hipotecar ainda mais o futuro das novas gerações, temendo eu que, mais rascas vão ser.

In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3858 - 2009-05-15

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-04-03

POEMA DA SEMANA

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Encontro com a Noite...

Que a Noite vos encontre, maravilhosa.
Saúde, Paz e em quantidade, amor.
Brilho, alegria e muito harmoniosa.
Mil flores de rosas, com um eterno odor.


Autor: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-04-25

FRASE DA SEMANA

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SOMOS SENHORES DO QUE NÃO DIZEMOS E ESCRAVOS DO QUE PRENUNCIAMOS.
(sabedoria popular)

Fotografia: Joaquim Francisco - Escócia - 2007-07-27

Era Uma vez uma Rotunda - Parte II

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Penso que foi em 2005 que escrevi um artigo neste nosso Jornal Cidade de Tomar, cuja temática envolvia o cruzamento da Ponte Velha com a Rua Everard e a Av. Marquês de Tomar. Na altura e bem, chamei a atenção para a prioridade que tem de ser dada, pelos veículos que circulam na Rua Everard, aos que se apresentam na saída da Ponte Velha e que estes têm de seguir obrigatoriamente para a Av. Marquês de Tomar (esta situação de terem de cortar para a direita, nem sempre ocorre, alguns automobilistas ainda teimam em atalhar terreno, e cortar ali mesmo para a esquerda mas, esta é outra guerra). Venho agora, mais uma vez, armar-me em “Instrutor de Condução Automóvel” e evocar a vossa atenção para, chamar-lhe-ia, as bacoradas automobilísticas que tenho vislumbrado nas nossas boas e belas estradas mas, mais concretamente nas ROTUNDAS. Vejam bem a imagem que ilustra este artigo e sigam o raciocínio: Quando um condutor, no seu veículo, contorna uma rotunda e quer abandonar a mesma na PRIMEIRA saída, ENCOSTA-SE à ESQUERDA e vai à sua vida. Quando um condutor contorna uma rotunda e quer abandonar a mesma na SEGUNDA ou TERCEIRA saída, CONTORNA a ROTUNDA por DENTRO e só ao aproximar-se da saída, faz pisca (direito, evidentemente) e efectua a manobra para a direita afim de sair. Penso que esta chamada de atenção é pertinente, na medida em que a proliferação de ROTUNDAS é um facto consumado e é inegável que quase ninguém conduz como o descrito. Já agora, aproveitava para informar os senhores automobilistas que, quando quiserem cortar para a esquerda num CRUZAMENTO, devem colocar-se no EIXO da VIA, para que os veículos que se encontram atrás, não tenham que “gramar a pastilha” de esperar e possam circular, evitando assim, pequenos engarrafamentos desnecessários e incomodativos. Por último, um tema já gasto: PASSADEIRAS. É verdade, alguns automobilistas continuam a não respeitar as mesmas e a palavra a utilizar é só uma: PRIORIDADE. Acreditem ou não, tenho apanhado grandes sustos ao atravessar a rua. Alameda Um de Março, Av. Ângela Tamagnini, Av. Norton de Matos, são ruas que conheço bem demais e, repito, com muitos sustos à mistura. Resumindo, só peço muita prudência, atenção, baixas velocidades respeito pelo código e discernimento automobilístico q.b. não é pedir demais, pois não?

In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3855 - 2009-04-25
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-04-12

COMENTÁRIOS ao texto de opinião de 2009-03-22

Sexo - Preservativo = Abstinência -> Os Comentários


A Preto e Branco

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Desenho: A Preto e Branco - Joaquim Francisco - Tomar - 2009-04-01

Era uma vez uma Rotunda – Parte I

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A notícia que circulou pelos Órgãos de Comunicação Social Tomarense (em Fevereiro) e cujo teor era: “Câmara de Tomar aprovou hoje o projecto de monumento aos construtores civis tomarenses”, deixou-me muito desassossegado. Esta minha preocupação não se deve ao facto do monumento ir “enfeitar”, perdão, ir ser construído numa rotunda, até porque, bem vistas as coisas, eles merecem isso e muito mais. Observemos: À conta da construção civil, temos as paisagens rurais mais “espaventosas” da Europa, o melhor ordenamento do território, a melhor construção do Mundo ao nível da qualidade e, acima de tudo, os melhores preços do mercado e etc… (veja-se que até eu “criei” uma rotunda alusiva aos construtores).
A minha grande preocupação vai sim, no sentido da descriminação descarada, perversa e reprovável que surge deste, diria mesmo, ignóbil acto isolado. Vejamos: Porque não, também, uma Rotunda alusiva ao Exército? Ali mesmo à frente do Regimento de Infantaria, um valente canhão ou outra peça de artilharia. Na rotunda ao pé do Hospital, porque não um monumento em honra dos Médicos? Podia ser um estetoscópio gigantone. Na nova rotunda ao pé do Cemitério Velho, uma homenagem às Agências Funerárias com uns caixões graníticos ou mármore em tamanho real (isto é só uma ideia). E os sucateiros? Que tanto têm contribuído com paisagens de regalar a vista, por este nosso País afora… Será que ninguém faz nada por estas classes?...
Salva-se, a ser verdade, o zum zum que circula nos corredores Camarários e que, (esta notícia é em 1.ª mão, ou não) segundo a minha fonte infiltrada na nossa Edilidade, consta que: Na rotunda do Politécnico vai surgir uma réplica da Janela do Capítulo, a três dimensões. Na nova rotunda à saída de Tomar, sito Av. Nuno Alvares Pereira, um Tabuleiro em chapa zincada e acrílico (por causa das intempéries) com os pães de esferovite para evitar roubos ou dúvidas gastronómicas (com a crise que temos, até aquele pão desaparecia). Para se redimirem (conta-se… e não digo mais nada sobre isso), a Fonte Cibernética como está a cair aos bocados, vai desandar para dar lugar a uma Roda do tipo da do Mouchão, em ferro forjado e alumínio, aprimorada com uma nova canalização de águas para fazer andar a mesma. Esta rotunda vai contemplar também a toda a volta, um palanque amovível para receber as multidões, que pontualmente comemoram eventos, naquela linda área, nomeadamente, corrida de motards, futebóis, eleições, e outros. Vão, segundo consta, colocar um parque de estacionamento para o “carro amarelo da música”, (sabem, aquele que aparece como que por magia, a dar música ao pessoal e a gritar “Portugal… Portugal… Portugal” e que depois desaparece como que por magia, para voltar a aparecer passado uns tempos), passe a publicidade, ao amarelo, claro. De referir que, o alcatrão circundante vai ser melhorado e quiçá, reforçado, digo eu. Para concluir, a rotunda ao pé da GNR, vai ser abrilhantada com um Monumento aos Políticos. Soa por lá (na Câmara e mais uma vez, segundo a minha fonte infiltrada) que vai levar com um outdoor, todo ele LCD de 1000” (mil polegadas), onde irão passar 24 sobre 24 horas, textos, imagens e discursos das mais recentes promessas efectuadas pelos mesmos. Informações de trânsito, tempo, totoloto, totobola, MTV Portugal… Lotaria Popular… Bem… também vão passar filmes sobre as diversas reuniões camarárias. Já estou com a cabeça a andar à roda. Brevemente escreverei mais sobre Rotundas. Fiquem bem.

In Jornal Cidade de Tomar, Edição N.º 3852 de 2009-04-03
Por: Joaquim Francisco - 2009-03-26

Fotomontagens: Joaquim Francisco (imagens retiradas da Net)

FOTO DA SEMANA


Alerto as autoridades competentes de que o muro em breve, tomba...
Depois não digam que eu não avisei...
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar- Estrada de Coimbra-Avito

Sexo – Preservativo = Abstinência

Na sua recente visita a África, mais concretamente aos Camarões, o Papa que dá pelo nome de Bento XVI, proferiu uma frase muito “iluminada”, cujo teor foi muito badalado pela Comunicação Social e contestada por muitas Organizações Médicas, Políticas e Sociais em todo o Mundo. A “luminosa” ideia, tem como base e muito simplesmente a premissa de que, não se pode solucionar o problema da SIDA, com a distribuição de preservativos, por outras palavras, o preservativo não tem contribuído, no sentido de impedir a propagação do VIH.
Ora bem… Pergunto: O Sr. B.16 (desculpem o tratamento) esteve a conferenciar e a receber instruções comprovadas de toda a comunidade científica? As diversas organizações internacionais, ONG’s que se movimentam no terreno no combate à SIDA, instruíram-no? Os Governos dos países que enfrentam este flagelo da Humanidade, confirmaram-lhe a situação. Não acredito, repito, não acredito. O Sr. B. 16 (desculpem o tratamento, mais uma vez) parece-me que não se documentou, não leu as notícias recentes sobre o Carnaval Brasileiro no qual Lula da Silva, o próprio, andou pelas ruas a distribuir “camisinhas”, tendo em vista a prevenção. Não me pareceu ser Campanha Eleitoral, portanto, para mim basta este exemplo… Estas observações Papais, a médio/longo prazo, vão ter um efeito contrário ao que se pretende, ou seja, as populações que ainda enaltecem crenças retrógradas e/ou ideias religiosas fundamentalistas, vão sentir-se legitimadas a viver sobre o fio da navalha, em nome de uma Moral diria, reaccionária. Apregoar e enaltecer a abstinência como remédio para os males, evidentemente que não é solução. Quem é que vai seguir a “receita” de abstinência, na hora de ter uma relação sexual de risco ou mesmo, normal. É ridículo, simplesmente ridículo e lamentável que em pleno Século XXI, com uma ligeireza atroz, se profiram frases que vão contra os princípios biológicos e sócio-afectivos básicos do ser humano, a sua sexualidade. Este Sr. Papa, já anda a ser muito polémico. Não me admiro que um dia destes, o mesmo, venha anunciar que os Padres não se casam, por causa da abstinência, digo eu.

Polémico, ou não...
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3851 - 2009-03-27

VER NOTA DO DIRECTOR - António Lopes Madureira, relativamente a este texto em Jornal Cidade de Tomar, Edição 3852 de 2009-04-03

VER um outro comentário em Jornal Cidade de Tomar Edição 3853 de 2009-04-09

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-03-22
Foto-montagem: Joaquim Francisco (elementos retirados da net)

FOTO-MONTAGEM DA SEMANA


Aproveitando a fotografia da Actividade na Nazaré em 22-06-2008 e o símbolo do Yin e Yang efectuei uma montagem que, fala por si...


Vejam-se os originais:


FOTO DA SEMANA


1.ª Pergunta: Esta Munícipe, paga imposto de utilização de suporte de estendal (Semáforo)???

2.ª Pergunta: A Câmara Municipal de Tomar não tem poderes para criar tal imposto???

3.ª Pergunta: O construtor do prédio não acautelou um espaço para a secagem de roupa no Andar, já a prever a utilização de "poste" alheio???

4.ª Pergunta: Com tanto trânsito a circular a roupa fica realmente limpa???

5.ª Pergunta: Já alguém surripiou algumas cuecas da Sra. como fetiche???

Foto: Joaquim Francisco - 2009-02-10

Nota: Dia 22-03-2009 já não existia estendal no Semáforo. Será que o mesmo ficou livre do Cordel?

Nem só de crise vive o Homem.

As medidas de combate à crise que estão a ser tomadas pelo Governo (Foto 1) e as que vão ser executadas pela Edilidade Tomarense (Foto 2), parecem-me ser de grande importância e as possíveis, neste contexto económico e financeiro geral e das instituições intervenientes em particular.
Quando escrevo possíveis, refiro-me concretamente à saúde financeira que tais medidas provocam, não aos beneficiários, pois para estes, se mais existissem melhor, mas aos promotores das mesmas ou seja, Governo e Autarquias. Temo que venham a provocar um super-endividamento destas entidades (ainda mais), tudo em nome do auxílio necessário e urgente. Realmente, esta dualidade da realidade social, por um lado, o combate à pobreza e dificuldade, por outro, ter as instituições políticas saudáveis financeiramente, está ou vai ser muito difícil de gerir. O certo e sabido é que as futuras gerações, vão pagar esta descomunal factura, agora intitulada de crise. Entendo no entanto que, nem só de crise vive o Homem. Não é por existir uma grande carência económica que se deve descurar o bem-estar social e lúdico das populações. O espaço físico que compõe uma Cidade influência a sua população, no bem e no mal. Se os Tomarenses não se sentirem bem no seu espaço que é a Cidade de Tomar, dificilmente permanecerão nele, procurando assim, outros mais aprazíveis, originando em paralelo a “fuga” de uma, chamar-lhe-ia economia comercial. Repare-se a título de exemplo, a área envolvente da nossa nova Ponte do Flecheiro. Tem tanto de “Belo” como de “Monstro”. A harmonia que deveria imperar neste espaço é destroçada por uma paisagem de barracas que, há anos ali não deveriam estar e a utilização exagerada de cimento desde a Ponte até à Casa do Cubos. Este espaço merecia nitidamente mais verde (relva e árvores). Para tornar ainda mais agradável este lugar, deparamo-nos com repugnantes e altaneiros degraus e desagradáveis “remendos” (Foto 3) que nem vou comentar pois a mesma fala por si.
Estas coisas não dignificam os responsáveis pelo projecto mas, principalmente, não dignifica a qualidade de vida da População Tomarense. Merecem mais do que isto. Esta crise económica, foi originada por homens que puseram os seus interesses muito acima dos interesses das Populações. Lamento que tenhamos de viver com estas realidades. Lembro que o dinheiro é importante mas, a qualidade do nosso espaço envolvente, não o é menos.

(A Construção como pano de fundo)
Foto 1 – Outdoor do PS situado na Praceta Alves Redol em Tomar – Foto: Joaquim Francisco.
Foto 2 – Medidas Camarárias – Foto: Jornal Cidade Tomar aquando da visita às obras da Ponte do Flecheiro – Fotomontagem: Joaquim Francisco.

Foto 3 – Sem comentários – Foto: Joaquim Francisco.

Por: Joaquim Francisco - Tomar 2009-02-25
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3849 de 09-03-13

FOTO DA SEMANA

A Placa de Sinalização escondida por um poste de iluminação informa que para a direita fica o Lugar de Queimadas. Na estrada Nacional, mais concretamente no lugar da Venda Nova, vendem-se Veículos de Bombeiros.
Pergunta: Com tanto Veículo de Bombeiros como é possível existirem Queimadas.
Foto: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-02-10

O DEM ou CHIP nas Matrículas

Quando o Governo legislou no sentido de serem colocadas nos veículos automóveis, “placas de protecção” nas rodas de trás, vulgo palas, tendo em vista proteger dos salpicos de lama projectados, os pára-brisas dos outros veículos que circulavam na retaguarda, a ideia foi realmente, diga-se, uma genialidade política. Este artefacto (pala), apesar de já não constar na lista de prioridades governativas, deu um enorme contributo à economia portuguesa, da altura claro, fazendo mexer o mercado a vários níveis: Indústria do plástico, comércio de artigos auto e peças, mecânicos, donos de viaturas (pagador), o Estado (receptor dos impostos provenientes das compras e vendas) e o Estado (receptor do dinheiro proveniente das multas). Muita lama deixou de enlamear a cara de muitos. Quando o Governo legislou no sentido de serem colocados reflectores nas rodas dos veículos de duas rodas, nomeadamente bicicletas, motorizadas e motas, a ideia foi novamente, diga-se, mais uma genialidade política. Todos os raios começaram a ter os ditos, que só eram vistos de “ladecos” mas, este artefacto (reflector) apesar de já não constar na lista de prioridades governativas, deu um enorme contributo à economia portuguesa, da altura claro, fazendo mexer o mercado a vários níveis: Indústria do plástico, comércio de artigos auto e peças, mecânicos, donos de viaturas (pagador), o Estado (receptor dos impostos provenientes das compras e vendas) e o Estado (receptor do dinheiro proveniente das multas). Repetitivo mas eficaz, digo eu.


Agora, com a era da informática a dominar, vem o Governo, novamente, implementar/impor, outra grande medida automobilística. Uma medida que vai desenvolver a economia de alguns, nomeadamente uma fábrica de componentes electrónicos Made in Taiwan ou Made in China, um hipotético revendedor/importador/armazenista, mecânicos especialistas em electrónica e o nosso velho amigo Estado, nós claro, aguentamos, pagamos e não refilamos. O produto em causa, o DEM – Dispositivo Electrónico de Matrícula, mais conhecido por CHIP, custará aproximadamente 10 € e consta que nos primeiros 6 meses irá ser gratuito (sobre a instalação do mesmo não se sabe nada mas desconfio que aguentamos, pagamos e não refilamos). O dispositivo, de uso obrigatório vai ter todas as informações sobre o seguro automóvel, a inspecção periódica e até servirá para pagar as portagens. Portugal será o primeiro a ter esta tecnologia no mundo. Futuramente, irá ter DVD, MP4, GPS e detector de Radares Policiais, ou não. São tantas as vantagens que lhe prevejo o mesmo destino das palas e dos reflectores. Já agora, espero que a próxima medida seja o Imposto de Circulação Pedestre. Podem colocar-nos um CHIP para o auto-pagarmos no… bem, fiquemos assim.

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-02-16

Desenho: A ChapaChiPS

Autor: Joaquim Francisco - 2009-02-16

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3846 de 2009-02-20

Comentário da Semana

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Foto: Joaquim Francisco (2008-08-09) - Texto do Diálogo: Joaquim Francisco

Comentário ao Comentário

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O nosso actual Primeiro Ministro, para quem não sabe, “Engenheiro” José Sócrates, tem andado ultimamente a mandar “bocas foleiras” à Esquerda Política Nacional. Estou-me a referir concretamente ao comentário com que “mimou”, no Parlamento, o Partido Ecologista os Verdes, chamando-os de “embuste político” e “apêndice do PCP” e concluiu airosamente “os portugueses sabem o que os senhores são, verdes por fora e vermelhos por dentro”. Tenho de reconhecer que foi o melhor comentário (discurso) político que alguma vez ouvi, ou não. Esta saída política discursiva do “nosso” Sócrates, é de tal modo profunda que quem tenha o mínimo de observância, detecta logo o que na verdade, o nosso Primeiro estava a chamar: MELANCIAS. Sim, como todos sabem, são verdes por fora e vermelhas por dentro (*).

Esta analogia às melancias, acaba assim por não ser um ataque à oposição, por parte do Chefe do Governo, mas sim um grande elogio. Exactamente, quando todos pensavam que o nosso Primeiro-Ministro estava a atacar os Verdes e a conotá-los com o PCP (vermelhos), afinal estava a elogiar a luta deste Partido pelos valores ecológicos, biológicos e naturais. Daí a comparação, filosoficamente falando, claro. Afinal de contas, vêm ai tempos tão difíceis, tão difíceis e um período eleitoral tão renhido que, não ficava bem a este Governo atacar a nossa “esquerda”. Antes e bem pelo contrário, já que esta ala política, vai ter um papel importante e ser cada vez mais chamada a intervir, contra os atentados do Capitalismo selvagem e do Neo-Liberalismo feroz, os mesmos que estiveram na origem desta mesma crise social e económica que reina na Terra. Bem, voltando à história do “embuste político”, mais uma vez repito que Sócrates não teve o intuito de atacar ou ofender, nunca, “jamé”. Porquê? Simplesmente porque o nosso “Engenheiro”, nunca se poderia pôr a jeito de “levar” com suspeições outra vez (como forma de retaliação). Quem não se lembra do caso da Licenciatura. Terá sido ou existido “embuste”, neste caso? E o caso Freeport em Alcochete, o seu processo de construção terá sido legal e “ecológico”? Pois é, os telhados de vidro são tramados, digo eu.

(*) Ainda bem que não lhes chamou TOMATES. Para quem não sabe, são verdes enquanto verdes e vermelhos ao amadurecer. Tomates, é também o nome por que são conhecidas as Tropas Portuguesas, por esse Mundo em guerra. Porquê? Porque para onde vamos, "participamos mas, não entramos".

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3843 - 2009-01-30

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2009-01-25

FOTO DA SEMANA

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Título: ILUSÃO ÓPTICA
Foto de Joaquim Francisco -> 22-07-2008

O Terceiro (e último) Pedido do Ano…

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Diz o velho Ditado Popular: “Não há duas sem três” e, fazendo jus ao mesmo, lá venho eu mais uma vez (e última), pedinchar. Vem a propósito e, antes de mais, deixem-me comentar o pequeno acidente do “nosso” Cristiano Ronaldo, ou não. A notícia fala do estampanço do seu Ferrari de, fechem os olhos, 345.000,00 € (Trezentos e quarenta e cinco mil euros). O “pobre” rapaz não sofreu nenhuma mazela (ainda bem) mas o carrito, esse, foi direitinho para a sucata. Este acontecimento, despertou o meu raciocínio matemático que, pondo-se logo em acção chegou à seguinte conclusão: Cristiano Ronaldo conseguiu deitar para o lixo, o valor equivalente ao sustento de um ano para +/- 55 famílias portuguesas. Eu repito, o sustento para +/- 55 famílias portuguesas, durante um ano inteiro (365 dias), sem tirar nem pôr. Vamos às contas que são muito simples: Tomamos como referência (novamente) o Salário Mínimo Nacional, cujo valor é de 450,00 € multiplicamos 14 meses (um ano de salário, mais Subsídio de Férias e 13.º Mês), o resultado é de 6.300,00 € (Seis mil e trezentos euros). Dividindo o valor do Ferrari, 345 mil euros por 6,3 mil euros chegamos ao resultado de 54,7 agregados familiares, ou seja, a matemática é tramada. Concluindo, estas contas levam-me a pedir (pela última vez), o seguinte: Senhores Futebolistas, Senhores Administradores, Senhores Empresários e demais Ricos de Portugal e arredores, tentem não “estampar” os vossos carritos topo de gama. Não deitem para a sucata dezenas de Salários Mínimos (se me é permitido este paralelismo comparativo) principalmente, durante este período de crise. Seria um verdadeiro atentado à pobreza alheia, se é que entendem… Por tudo isto, agradeço que levem o meu pedido (o último) em conta. Penso que não é pedir “muito”, digo eu…
- In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3841 - 2009-01-16
Joaquim Francisco - Tomar - 2009-01-09

O Segundo Pedido do Ano…

Venho publicamente agradecer o aumento que o Governo agora efectuou no Salário Mínimo Nacional – SMN e que o levou a ser fixado nos 450,00 € (Quatrocentos e Cinquenta Euros). Realmente, é muito Euro junto e vem mesmo a calhar pois, as entidades prestadoras de serviços e afins, já anunciaram os respectivos aumentos para o ano 2009. Agradeço igualmente às Confederações Patronais, o seu empenho e luta para que o valor do mesmo fosse maior (ou não). O Governo e sindicatos é que são teimosos e não aceitaram a proposta. Assim, o Segundo Pedido do Ano é de desculpa. Exactamente, venho manifestamente pedir desculpa por não conseguir gastar só, os referidos 450,00 € do SMN mas, ter de gastar mais 25,00 € (veja-se na Lista de gastos mensais, o item “Empréstimo Vizinho” que reflecte esse valor) e portanto, endividar-me. Confirmo sinceramente que não sei gerir o meu salário, tendo em vista o valor, diria diminuto, do mesmo. Não me admiro e reconheço agora o porquê de “Gestores de Topo” falharem a sua gestão. Se eu com uns singelos 450,00 €, é uma autêntica desgraça, imaginem um Gestor a dominar milhares e milhares de Euros. Coitaditos, olha a pena que tenho deles. Nem me passa pela cabeça o valor do endividamento, a que eles estão sujeitos, deve ser brutal. Se me dessem valores semelhantes para eu gerir, bem… Eu nem quero pensar. Não queria estar na pele deles, nem que me pagassem. Só a responsabilidade de ter tanto dinheiro ao meu dispor, cruzes credo. Prefiro trabalhar com valores mais baixinhos, dominam-se melhor e tudo… Bom, voltando ao meu “orçamento”.

Depois de passar para o papel os Produtos em causa, é evidente que existem luxos aos quais tenho de/ou posso fugir. Por exemplo: Os Diversos e Televisão são trinta e tal euros. Telefone e Cafés, idem. Farmácia e Transportes, também. Pão e Peixaria, igualmente. Ou seja, reconheço que tenho de me aplicar, tendo em vista reduzir significativamente as despesas, chamadas de “extra”. Agora reparo no esbanjar constante, a que tenho sujeitado o meu ordenado. Esta mania de querer ser mais que os outros, realmente tem de acabar. Às vezes nem sei onde tenho a cabeça, este apelo ao consumismo é atroz. Vejo os outros a fazer uma vida simples e sem grandes luxos e a conseguir e eu não sou capaz porquê?... Por tudo isto, o segundo pedido do ano é de desculpa. Exactamente, venho manifestamente pedir desculpa por não conseguir gastar só, os referidos 450,00 € do SMN mas, prometo com muita força que me vou esforçar. Prometo pois. E vou conseguir (digo eu).

In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3840 - 2009-01-09

Joaquim Francisco - Tomar - 2009-01-04