Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

Quem sou:

A minha foto
Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

As Universidades, as Bolsas, a Borga e as Finanças.

O velho ditado popular: “Paga o justo pelo pecador", vem mesmo a calhar, em parte, para documentar o que se está a passar presentemente em Portugal ao nível das finanças públicas. Muitas famílias vão agora pagar com o “couro e o cabelo” os estúpidos devaneios atentados por Políticos que se limitaram a olhar para o umbigo em detrimento do povo que se encontra ao seu redor. Este laxismo teve a particularidade de ajudar a esbanjar de recursos e a perversidade de, paralelamente, criar um conjunto de “vícios” que acompanham a vida do dia a dia político, contagiando outros agentes oficiais que se “ocultam” gerando a falta de fiscalização (Finanças e Policia por exemplo). Depois deste exercício de retórica, gostaria de escrever sobre duas situações/exemplos (escolhi estas pois todos os dias assistimos impávidos e serenos mas, não mexemos uma palha para alterar a situação) que estão a tomar proporções demasiado elevadas para deixar passar em branco.
No dia 17 de Novembro de 2010, Estudantes Universitários (principalmente Universidade de Coimbra) deslocaram-se a Lisboa para protestar contra o corte das verbas da acção social e o aumento das propinas. Os 20 Mil Alunos na Universidade de Coimbra, ou melhor os 100 Mil alunos universitários em Portugal estão muito preocupados pois os 200 Euros que gastam com o quarto, água, luz e água (por exemplo) é muito dinheiro e não recebem um auxilio por parte do Estado que se coadune com estes montantes. 1.ª Situação – Nunca se ouviu ou ouve os Estudantes a protestar contra a vergonhosa e continuada prática de arrendar quartos aonde não se passa recibo. Se a Matemática não me engana, um quarto cujo valor do aluguer seja de 150 Euros pagaria +/- 30 Euros de IVA. Se multiplicarmos esse valor por 50 mil alunos (só este número de quartos alugados) dá um valor para o Estado de 1 Milhão e 500 Mil euros de IVA. Se multiplicarmos por 12 meses, dá o singelo valor de 18 Milhões de Euros por Ano. Falham como escrevi as entidades fiscalizadoras sendo coniventes os milhares de Estudantes e já agora, as suas famílias. 2.ª Situação – A preocupante escalada de noitadas, bebedeiras, borga e vadiagem que reina nas nossas Faculdades e Politécnicos. Muito dinheiro tem no bolso esta geração estudantil. Muito dinheiro têm de ter os papás para poderem sustentar a malta e seus vícios. (reconheço que felizmente não é a maioria, mas são muitos a prevaricar). Não admira pois que o Estado tenha argumentos para agir em conformidade, ou seja, baixa os subsídios e aumenta as propinas. Cá está o porquê de eu ter escrito “Paga o justo pelo pecador”. Estes exemplos (entre muitos) são bem representativos da realidade e pequenez do Portugal que se queria justo, digno e honesto. Mas não, teremos sempre a fuga à responsabilidade e a falta de “vigilância” a todos os níveis, a ajudar diariamente à ocorrência destas situações. Assim não vamos longe, digo eu.

FOTO-MONTAGEM da SEMANA

Não vale a pena ser Campeão da Europa e Campeão do Mundo. Quando Portugal está inspirado, nada nos pára. 4 - 0 = Grande Jogo.
Foto-Montagem: Joaquim Francisco - Imagens retiradas da net.

Do Crédito à Poupança, passando pela calamidade.

No dia 2 de Novembro de 2010, mais um Dia Mundial da Poupança passou pelos “bolsos” dos portugueses. É pena que nem todos conseguiram, com alegria, comemorar esta emblemática efeméride. Esta ocasião deveria ser acompanhada de uma profunda reflexão não só por toda a sociedade em geral mas também pela classe política em particular.
Tenho escrito constantemente acerca do descalabro e endividamento económico de Portugal e consequentemente dos Portugueses e da necessidade de se regular o “ataque” desenfreado que os agentes económicos (mais conhecidos por bancos) fazem ao Povo Português através de aliciamento compulsivo ao crédito, prometendo mundos e fundos a toda a hora. Quem não se lembra ainda das dezenas de anúncios sobre crédito e mais crédito em cima de crédito. E as dezenas de propostas para cartões de crédito desde o clássico, ao gold e ao platina e etc. Pois é, o crédito, acredito que nos levou a todos a este estado calamitoso e tenebroso das finanças públicas e da descapitalização bancária e no fim, da sociedade. Foi tanto o dinheiro que se pediu ao estrangeiro que o desastre contabilístico veio para ficar e fazer estragos aos orçamentos internos: Crédito racionado, problemas de liquidez, reformulações contratuais, crédito mal parado e famílias endividadas. Para compor a coisa, já se escutam entidades bancárias na comunicação social a ensinar como devem as famílias poupar em casa: Levar farnel para o escritório, a marmita para o emprego e a bela da maçãzinha para comer a meio da manhã. Poupar, é agora a palavra da moda. Pergunto: Porquê só agora?... Porque é que ninguém fez nada para evitar esta situação?... Não sei responder. Sei no entanto que, esta conjuntura veio para ficar e preparem-se para que ainda seja pior no futuro. Não se vai conseguir controlar as contas públicas com medidas avulsas. Lembrem-se que conforme se paga uma fatia do bolo, outro já se está a cozinhar e assim sucessivamente. Bom, espero estar enganado para bem de todos nós.
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2010-11-02

Homenagem ao Resgate dos Mineiros do Chile em 14-10-2010

Depois de 69 dias a 700 metros de profundidade, finalmente os Mineiros Chilenos chegaram vivos à superfície. Quero assim, deixar registado mesmo sendo cá de longe, o meu mais sincero apoio e solidariedade, a todos eles e extensivo a todos os que colaboraram para que o resgate fosse como se assistiu, um grandioso feito. Como me dedico a actividades que me levam às profundezas da terra (mesmo não sendo tão profundo e como se diz na gíria, por desporto) pertenço a um grupo que, em parte, sabe bem o que se sente lá em baixo, em espaços muito confinados. Quando desligamos a luz, o escuro é total, a temperatura é baixa, a falta de água, comida e neste caso, o isolamento atormentam qualquer um menos preparado. Realmente, tem de se ter individualmente um espírito muito forte e em grupo uma profunda união para se resistir ao medo e ao desespero, numa palavra: Pânico.
É por tudo isto que lanço aqui a minha homenagem, sentindo que não existem palavras suficientes para exprimir tudo o que estes Homens merecem ouvir ou ser escrito sobre eles. Desejo também igualmente homenagear os intervenientes no resgate, uma palavra de apreço a todas as Nações que de uma maneira ou outra, intervieram e contribuiram activamente com os seus conhecimentos tecnológicos e uma atenção para todos os familiares que durante os longos e difíceis 69 dias, devem ter sofrido tanto como os seus entes mineiros. Não consigo imaginar a angústia e o desespero que todos viveram.
De Fotos Actividades e Passatempos Radicais
Esta fotografia representa simbolicamente a homenagem que pretendo transmitir a todos. Humildemente as dedico aos Mineiros do Chile.

Os Mineiros resgatados:
1- Florencio Ávalos: 31 anos, capataz, casado e pai de um filho de sete anos. Irmão de Renán, outro dos mineiros presos. Sua habilidade em lidar com situações críticas e experiência na mina (trabalha no sector há 8 anos) fez com que ele fosse escolhido para ser o primeiro a subir por meio da cápsula.
2- Mario Sepúlveda: 40 anos, electricista, casado. Após ser resgatado, ele agradeceu às autoridades pelo êxito na operação e criticou a situação das minas no Chile.
3- Juan Illanes: 52 anos, mineiro, casado. Veterano do conflito na fronteira que quase gerou uma guerra entre o Chile e a Argentina, em 1978.
4- Carlos Mamani: boliviano de 23 anos, é operador de máquinas pesadas, casado e pai de uma filha de poucos meses. É o único do grupo que não é chileno.
5- Jimmy Sánchez: 19 anos, mineiro, solteiro. É o mais jovem do grupo.
6- Osman Araya: 30 anos, mineiro, casado. Trabalhava somente há quatro meses na mina.
7- José Ojeda: 46 anos, encarregado da perfuração, viúvo. Sofre de diabetes e foi quem escreveu a mensagem que anunciou ao mundo que todos estavam com vida. "Estamos bem no refúgio, os 33."
8- Claudio Yáñez: 34 anos, operador de broca, solteiro.
9- Mario Gómez: 63 anos, motorista, casado. É o mais velho do grupo, e sua subida foi cercada de cuidados devido à sua condição de saúde. É filho de mineiro.
10- Alex Vega: 32 anos, mecânico de maquinaria pesada, casado. Em 22 de Setembro, comemorou seu aniversário dentro da mina.
11- Jorge Galleguillos: 56 anos, mineiro, casado. Trabalhou toda sua vida na mina e sofre de hipertensão.
12- Edison Peña: 34 anos, mineiro, solteiro. Na primeira gravação, expressou ansiedade ao dizer: "Quero sair logo".
13- Carlos Barrios: 27 anos, mineiro, solteiro.
14- Víctor Zamora: 33 anos, mecânico auto, casado. Preso na mina, recebeu a confirmação de que sua mulher, Jéssica Cortez, está grávida.
15- Víctor Segovia: 48 anos, electricista, casado. É o encarregado de registar por escrito tudo o que acontece dentro da mina.
16- Daniel Herrera: 27 anos, motorista de pesados, casado. Sua mãe, Alicia Campos, contou que prometeu não chorar quando conseguiu falar com ele lá em baixo.
17- Omar Reygadas: 56 anos, electricista, casado. Tinha acabado de começar a trabalhar na mina.
18- Esteban Rojas: 44 anos, encarregado de manutenção, casado. Ele prometeu, por carta, à sua mulher, Jessica Yáñez, com quem se casou no civil há 25 anos, que ao sair fariam uma cerimónia religiosa.
19- Pablo Rojas: 45 anos, carregador de explosivos, casado. Tinha menos de meio ano trabalhando na mina.
20- Dario Segovia: 48 anos, operador de broca, casado. Sua mulher, Jessica Chille, conseguiu falar com ele após 24 dias. "Ouvir sua voz foi um alívio para o meu coração", disse ela.
21- Yonni Barrios: 50 anos, electricista, casado. Por seus conhecimentos de enfermagem, foi encarregado de elaborar relatórios médicos de seus companheiros e de vaciná-los.
22- Samuel Avalos: 43 anos.
23- Carlos Bugueño: 27 anos, solteiro. Antes de entrar na mina, trabalhava como segurança.
24- José Henríquez: 54 anos, encarregado de perfuração, casado. Era o guia espiritual dos mineiros.
25- Renán Ávalos: 29 anos, solteiro. Renán trabalhava na mina há cinco meses e é irmão do capataz Florencio Ávalos.
26- Claudio Acuña: 44 anos, operador de perfuradora, solteiro.
27- Franklin Lobos: 53 anos, motorista, solteiro. Ex-jogador de futebol, com passagem rápida pela selecção chilena.
28- Richard Villarroel: 27 anos, mecânico, solteiro.
FONTE: JORNAL AGORA (Brasil) 14-10-2010

Filme da Semana

O Lixo (Tomarense).
"Quando percorro ruas e ando por estradas quer a pé ou de carro sou obrigado a ver quão PORCO é grande parte dos meus concidadãos. Ofendidos?…"

Tudo na mesma como a lesma.

Ora cá temos nós de volta as quezílias políticas tão habituais na nossa sociedade, fruto da rentrée política. Na Madeira, a “guerra” é tão feroz que até uma palmeira (infelizmente e com todo o devido respeito pelas vítimas) caiu. E imagine-se, até se alvitrou a hipótese da referida árvore ter tombado no sentido contrário da sua inclinação (foi dito e registado pelos órgãos de informação, não estou a inventar nada). Bom… Fui buscar este exemplo porque o mesmo é esclarecedor do “clima” político enraizado na sociedade política nacional e do gosto exacerbado que certos dirigentes partidários têm em mandar “mimos” verbalmente ditos em voz alta. A sorte deles é que a maioria do Povo Português tem a memória curta (parece que usa umas palas de lado, na cabeça, desculpem desde já a frontalidade das palavras, mas, é a pura das realidades) e não vejo melhoras na postura e até cultura política do mesmo. Pois, somos condescendentes de mais (mas com este conceito, já me estou a repetir) e lá volta a teoria dos brandos costumes a surgir no horizonte da opinião pessoal que me acompanha. Mais uma vez volto a perguntar: Até quando os Portugueses vão admitir esta sucessiva palhaçada do “diz que disse e volta a dizer” e “eu é que sei tirar o País da miséria, os outros não sabem nada” ou mais recentemente “mudar a Constituição é que nos vai tirar da adversidade”?...
Querem a verdade?... Muito bem, mais uma vez o vou escrever e até o vou colocar em destaque: A situação de Portugal encontra-se tão complicada ao nível Político, Social, Económico, Judicial e Laboral, que o retorno é muito difícil. De tal maneira que só com uma nova revolução (tudo deve começar da estaca zero e com regras bem definidas, tendo em vista não cometer os mesmos erros), se vai conseguir atingir de novo, níveis de desenvolvimento e confiança, tão ambicionados e desejados pelo Povo Português.
Atrevo-me a concluir que, muitos Portugueses têm saudades das condições que se viviam antes do 25 de Abril (mesmo os que não viveram muito essa época). Esta “nostalgia” por “esses tempos” é nem mais nem menos que a tentativa inconsciente de ter mudança (mudança e radical, diga-se). Com mágoa e tristeza assisto a tudo isto. Já escrevi e reescrevi sobre as maleitas Nacionais e nada, nada de positivo foi feito e pelos vistos assim vai continuar. TUDO NA MESMA COMO A LESMA. Pronto, já voltei a desabafar… Já me sinto preparado para enfrentar mais um dia…
  • Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2010-09-03

FOTOGRAFIA da SEMANA

Título: JANELA AUSENTE

Foto: Joaquim Francisco - Serpa - 2010-08-03

O Lixo – Portugal no seu melhor…

No ano 2007, escrevi um artigo de opinião com o título “Lixo e Civismo e Companhia Lda.”. Em 2009, voltei ao tema desta feita com o tema: “Lixo, Civismo e Companhia Lda. (Parte II)”. Assim, e pedindo desde já desculpa por este meu “atrevimento”, mais uma vez venho “atacar” o tema, pois penso que nunca é demais apelar ao bom senso dos Portugueses. De notar que a “musa inspiradora” deste texto, foram as fotos que se encontram anexas. É verdade. O que uma simples garrafa provoca. Quando numa viagem a Serpa e ao percorrer as suas brancas ruas, me deparei com estes cenários, fui obrigado a documentar a ocasião. O passo seguinte, como é lógico, seria alertar/reeducar o povo Português para os perigos do LIXO, pois o mesmo (povo) não tem (ou parece não ter) consciência dos malefícios que por ele (lixo) são provocados. Quando percorro ruas e ando por estradas quer a pé ou de carro sou obrigado a ver quão PORCO é grande parte dos meus concidadãos. Ofendidos?… Continuando: Garrafas de cerveja e iogurte nos passeios. A imundice que a maioria dos portugueses produz nas ruas: Garrafas de pet e os pacotes de cigarros. Insistindo: Plásticos velhos, latas de sumos nas valetas atirados pela asquerosa sociedade tuga. Ofendidos por estas palavras?…
Por vezes é bom e sabe bem abanar as estruturas. Vamos em frente: Restos de sucata, veículos abandonados e sacos de lixo despejados numa berma de estrada. Lá coragem não falta a esta malta habituada a viver numa estrumeira. Muito forte a termologia aplicada?... Entendamos que a Mãe Natureza não se consegue defender destas variadas agressões. Tento por palavras e através deste texto (mais uma vez) defender o que parece ser o mais básico: Não devemos atentar contra o Meio Ambiente. Mas afinal, pergunto: Para que servem os caixotes de lixo que estão espalhados por todo o Portugal. Quanto à foto, lindo de se ver, que rica lição de civismo, um regalo para os olhos do turista mais atento. Que rica fotografia para um postal ilustrado. Por favor e com isto concluo: Não sejam PORCOS de Norte a Sul, de Este a Oeste.

Fotos: Joaquim Francisco – Serpa 2010-08-03

FOTO da SEMANA...

E BEM... Nas casas de banho do Parque de Campismo de Serpa, solicita-se limpeza. Mas a realidade é bem diferente. Como a maioria dos frequentadores deste Espaço são verdadeiramente PORCOS, os sanitários apresentam invariavelmente um aspecto repugnante. Afim: "PORTUGAL no SEU MELHOR"... (FOTO: Joaquim Francisco - Serpa 2010-08-01)

Brandos Costumes e Facilitismo = Portugal

Todos os dias surgem-nos “bons exemplos” de como se deve comportar um português. Claro que como muitos desses “bons exemplos de comportamento” vêm das altas esferas sociais e políticas do nosso País e nós, o resto da sociedade, como somos bons meninos e bem comportados, tentamos, logicamente, copiar tão digna postura e actuação.

Como é que é possível com esta atitude, mudarmos a nossa vida e desenvolver o País, tendo em vista sair deste marasmo e estagnação?... Resposta: NÃO É POSSÍVEL. Como tenho escrito e rescrito, era de prever que mais dia, menos dia, a, chamar-lhe-ia sociedade portuga, entraria no colapso total, fruto de uma desenfreada e desgovernada conduta diária, ao nível da economia e da política. Penso no entanto que, mais grave do que estas duas premissas (economia e política), são as que actualmente caracterizam o nosso Portugal: Brandos costumes e facilitismo. Somos um povo que vibra e venera estes dois padrões de vida, enraizados até ao mais ínfimo recanto territorial. Tornámo-nos peritos em recorrer a estratégias de “xico-espertismo” com o intuito de podermos gritar alto e em bom som: PRIMEIRO EU E DEPOIS EU. QUEM VIER ATRÁS, QUE SE LIXE. E a maioria caladinha que nem um rato. Porquê?... Porque têm o “rabo preso” (já receberam favores e não podem agora trair o “amigo). Porque, para quê chatearmo-nos, não resolve nada… Porque, porque… Porquê?... Realmente, enquanto a política dos brandos costumes e do facilitismo (será que não temos coragem para mudar?) se mantiver, não vamos a lado nenhum. É a nossa pequenez mesquinha e pouco ambiciosa a falar mais alto.
Veja-se: Jornal i; TSF; Expresso
Por: Joaquim Francisco

FOTO da SEMANA

FotoMontagem: Joaquim Francisco - Tomar - 2010-06-29 - "Alta"mente...
Comentário: sem comentário...

HOMENAGEM da SEMANA

Grande Homem - Prémio Nobel por direito.
Perseguido por grande inconformismo...
Foi mais um Português, merecidamente Eleito...
Mal compreendido com o seu Comunismo.
Humildade, descernimento e inteligência.
Adeus Compatriota nosso Amigo.
Portugal estará eternamente contigo...
Por: Joaquim Francisco - 2010-06-21

FOTO OF THE WEEK

25 April 2010
Foto: Joaquim Francisco - Harpenden (GB) - 24-04-2010

A Igreja Católica e suas personae non gratae.

Penso ser a primeira vez que não documento um texto com uma fotografia. Porquê?... Simplesmente porque a minha indignação não permite utilizar seja o que for, sobre pena da hipotética imagem ser desvirtuada ou mesmo mal interpretada. Como tal, penso ser a melhor postura a assumir.
Bom… Não podia deixar passar este momento tão polémico da vida da “Santa Madre Igreja”, sem exteriorizar a minha opinião (embora generalizada e que nem todos têm coragem de a manifestar) neste nosso plural e democrático Jornal Cidade de Tomar (Edição N.º 3906 de 16 de Abril de 2010), sobre a actual, chamar-lhe-ia “crise” de valores que alguns membros da Igreja Católica, têm vindo a manifestar.
Neste “universo” de homens que congregam modelos que estavam acima de qualquer suspeita (pensávamos nós, pobres mortais de fraco espírito, comparado com o deles, claro, digo eu…)., afinal existem nódoas (quem é que tem telhados de vidro? Quem é?...) que conspurcam a imaculada imagem de pureza, integridade e abnegação que os mesmos nos querem “ensinar”. A ser verdade, as acusações proferidas pela Justiça dos Homens, é efectivamente uma vergonha o que ocorreu e com toda a certeza ocorre no seio de algumas Paróquias.
Casos confessos, a única punição que aconteceu foi a transferência. Realmente, foi um castigo exemplar: "Prevaricaste? Então vais para outro País e mantêm-te lá sossegado que nós te protegemos. Daqui a uns tempos já ninguém fala no assunto e a opinião pública esquece. O ser Humano é de brandos costumes, pois então…". Um membro desta “organização” divulgou uma estatística assombrosa (bem documentada, penso…): “a Organização Mundial de Saúde considera a pedofilia uma enfermidade e aludiu estimativas segundo as quais, só uns 3% dos sacerdotes católicos dela padecem.(Fonte: Lusa - Santa Eufémia de Prazins, Guimarães, 28 Março proferido por Monsenhor Manuel Monteiro de Castro). Boa… Ficamos todos mais descansados (ou não). Afinal são só 3%?... Bem vistas as coisas, 3% é muito cento, a “abusar” de alguns Mandamentos.
Vejamos: 1.º Mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas. 2.º Mandamento: Não invocar o Santo Nome de Deus em vão. 6.º Mandamento: Guardar castidade nas palavras e nas obras. 9.º Mandamento: Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos. 10.º Mandamento: Não cobiçar as coisas alheias. Interpretando estes conceitos, diria que muitos dos implicados, têm falhado e injuriado o ideal milenar adoptado e assumido por esta corporação que se denomina Igreja Católica.
Para a História ficará mais uma história de escândalo. Mais um pedido de desculpas, imagino eu, ditará o epílogo deste infame caso mundial que envolve um dos arautos religiosos da civilização.
Tomar, 10 de Abril de 2010 - Joaquim Francisco

A GAFE e a MENTIRA da SEMANA

Não resisti a esta notícia do Jornal Despertar do Zêzere e, como se pode ver, o scanner trabalhou em conformidade. Poderia ter alterado o texto para bater certo com o engano mas, não era a mesma coisa.
De F R A S E S e T E X T O S
No entanto, fica aqui reflectido o meu registo "fotográfico" relativo ao dia 1 de Abril de 2010. Penso que completa e complementa bem, diria até, muito bem o belíssimo recorte jornalístico do DZ (ou não). Sublime esta comparação e analogia ao nível da temática (digo eu).

De F R A S E S e T E X T O S
Venham mais casos.

75.º Aniversário do Jornal Cidade de Tomar

De F R A S E S e T E X T O S
Parabéns Jornal Cidade de Tomar...

Sinto-me Honrado em ser V. colaborador... Parabéns.

O almoço convívio realizou-se no Restaurante a Lúria e contou com a presença de ilustres convidados, amigos e colaboradores do Jornal.

FOTOGRAFIA DA SEMANA

TARDE FRIA CÉU PEDRENTO, ORA BRANCO ORA CINZENTO, PROFUNDA MELANCOLIA.
PÁLIDO SOL NAS CALÇADAS, PÕE MANCHAS AMARELADAS, SOL DE INVERNO TARDE FRIA.

Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - Março 2010

Funicular em Tomar… Não Obrigado. Mas…

Na minha modesta opinião, Tomar não necessita de nenhum funicular. A desculpa esfarrapada de que um meio de transporte caro na sua concepção e construção, vem salvar a nossa Cidade que caiu num marasmo e está galopando para uma falência política (no sentido social e económico do termo), é na sua génese errada, até por morrer à nascença, com tanta polémica emergente. Utilizando a palavra marasmo (desejaria utilizar antes a palavra inactividade), gostaria de dar (relembrar) vários exemplos (tantas vezes escritos nas páginas dos nossos Jornais) que estão, na origem desta indolente posição Tomarense: Quem entra em Tomar pela estrada que vem de Leiria, encontra um largo em terra batida, esburacada, lamacenta e feia, muito feia, que tem carros estacionados e (imagine-se a afronta) um histórico Pelourinho.
Mais: As entradas da Cidade são um regalo de se ver, senão vejamos: Av. Nuno Alvares Pereira (entrada, lado direito) um belo Postal Ilustrado com barracas, lixo e sucata a apimentar a fotografia para Inglês ver. Entrada pelo Alvito com as belíssimas bermas ervadas, inclui igualmente sucata, curiosamente. Oficinas de automóveis que enchem de chapa velha áreas imensas, conspurcando o olhar de quem passa (será que ninguém vê o que eu vejo), um belo Postal Ilustrado a apimentar a fotografia para Francês ver. Mais: os edifícios devolutos na Zona velha da Cidade, nomeadamente o antigo Colégio Feminino, o Convento de Santa Iria (já estou farto de escrever e ouvir falar destas coisas). Mais: A área da Ponte do Flecheiro e Igreja de Santa Maria dos Olivais com demasiado cimento, poucas árvores, pouco jardim. Enfim, já estou cansado de mencionar exemplos que levaram ao marasmo, à inactividade e a esta indolente posição Tomarense (escrevo com frontalidade: Há-de vir o dia em que um dos nossos ex-líbris, a Roda do Mouchão, vai cair por falta de manutenção, porquê?... Porque não é importante…). Temo que da Cidade Jardim nos resta pouco. Somos sim uma “Cidade de Betão”. Habitações mal construídas, feias, caras que transformaram a cidade de Verde em Cinzenta (e ainda querem mais cinzento?...). TOMAR ESTÁ CINZENTO as suas gentes estão cinzentas, tristes e não temos quem nos anime... Remato com a ideia de que, realmente, Funicular em Tomar, não obrigado. Mas… Quanto ao resto, avancem, pois é e será uma boa causa.
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3904 - 2010-03-02
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2010-03-16 - Apoio: Celeste Nunes
Fotos: Joaquim Francisco