Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

Quem sou:

A minha foto
Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

FMI – Fomos Muito Incompetentes

Pois é. Afinal, desde o último texto escrito, muita coisa ou coisa alguma mudou. Afinal e finalmente, Portugal rendeu-se à “humilhação” de ter de ser ajudado pelas exigências Europeias mais concretamente da União Europeia e da temível e tenebrosa sombra do FMI – Fundo Monetário Internacional. Após sérios avisos das muitas vozes que se fizeram ouvir em Portugal e que falaram alto sobre temas como a Educação, a Justiça, o Despesismo, o Clientelismo e etc. etc. etc., à força e (temo ter de utilizar a palavra) com brutalidade, vamos sentir na pele como é que se deve “gerir” um País à beira da Banca Rota. Sucessivos Governos foram caindo nas mãos de cooperações e interesses particulares que ao abrigo de seus proveitos pessoais, fazem agora todos nós simples Classe Média Portuguesa apanhar por tabela com este pesadíssimo fardo.
Agora é que é a sério. Repito, agora é que é a sério. O tempo está a contar e não para. Não temos de todo como voltar a trás, dentro de aproximadamente dois meses podemos dizer adeus à nossa querida e respeitada Mãe Pátria Portuguesa livre de ingerência exterior. Bem, Portuguesa, por agora porque daqui a dois meses, pelo menos ao nível financeiro vamos ser muito Internacionais. Só espero, para bem de todos os Portugueses que este “internacionalismo”, seja benéfico ao nível social e mais importante, corrija todos os males de que tem padecido o nosso amado País. Vamos seguir com atenção as cenas dos próximos capítulos. Vai ser interessante assistir ao evoluir dos acontecimentos e progressos feitos pela nossa classe política, sujeitos como vão estar ao escrutínio desta feita, não só dos “credores”, como também dos “amigos” europeus, FMI e mais importante, o Povo Português. Vamos observar então em que é que “isto” vai dar.

FOTO da SEMANA

Quando uma ÁRVORE é ABATIDA, em Tomar, em plena Av. Ângela Tamagnini junto à paragem de Autocarro para ser substituída por um simples Sinal de Trânsito, muito mal vai o raciocínio e moral social de um Governante Tomarense.
Joaquim Francisco - Tomar 2011-04-09
Em 2007, comecei a ter uma participação activa ao nível da escrita e para tal, criei um Blogue. Era para alguns uma novidade e até chamavam a este fenómeno da internet, os Sites para info-excluídos. Porquê?... Porque é uma ferramenta de edição de imagem e texto na Rede, gratuita, fácil de manusear e publicar. Esta introdução é só para enaltecer o grande “apoio” que este instrumento de divulgação veio dar à dispersão de informação e abrangência temática que está publicada na Net. Realmente, hoje em dia, só não está informado quem não quer ou quem não tem acesso a um PC (sobre esta matéria o nosso actual Governo fez questão de alienar a população com os Magalhães). Bom, tudo isto para assegurar que desde 2007 tenho cumprido com a minha parte, no que diz respeito a opinar em conformidade sobre as “actualidades” que vão surgindo no nosso País. È evidente que não sou ninguém, ao ponto de me fazer ouvir e de consequentemente, acatarem linearmente as minhas opiniões (DESVARIOS para alguns). Completei 4 anos de alertas, seguido de alertas, repeti-me muitas vezes em prol da sensibilização da população portuguesa. Entenda-se que alguém tem de ter este papel de AUXILIAR DE MEMÓRIA porque infelizmente, o Povo Português sofre de DEMÊNCIA MENTAL chamada ESQUECIMENTO. A lógica é esta: “Como esquece muito a quem não sabe” pelo menos que exista sempre alguém que informe. Perceberam.

Também é evidente que não sou o único a “desabafar” sobre: A crise, a Justiça, os desvarios da Política, da megalomania da Construção Civil, o facilitismo da Banca e a Educação que está a ser dada aos Jovens, etc. Há um Homem no nosso País (não gosto muito de nomear nomes mas este merece) que dá pelo nome de Medina Carreira que, por estar sempre a repetir as mesmas coisas (e sempre muito acertadas) já ninguém o leva a sério (digo eu) porque as VERDADES apresentadas por este cidadão português, INCOMODAM. Prova-se agora que tudo o que alertou durante estes anos todos se está a concretizar a um ritmo galopante. Agradeço a Vossa paciência e tenham paciência porque todos nós contribuímos para este Estado da Nação (ou não).
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Por: Joaquim Francisco - Tomar 2011-03-19

FOTOS da SEMANA

Portugal tem uma tradição: A CALÇADA PORTUGUESA. Realmente, podemo-nos orgulhar dos mais variados exemplos de revestimento que são visualizados por este País, de Norte a Sul e a influência que sofreram os Países de Língua Lusófona. Passeios e espaços públicos, são embelezados de forma única e original desde meados do Séc. XIX.
Mas, como Portugal está em crise e a contenção de custos está cá instalada para durar, penso eu, cá ficamos nós com o BELO DO REMENDO. Bem vistas as coisas, a Edilidade Tomarense está já a trabalhar em prol da Reciclagem e da Preservação da Natureza. Primeiro, porque ALCATRÃO é mais barato do que PEDRA. Segundo, não se arrasam montes e serranias a retirar a respectiva pedra.

Não deixa de ser, no entanto, ridícula esta situação. Esta mistura de materiais, penso ter a ver somente e só com uma situação: Uma gigantesca e ridícula falta de BRIO URBANÍSTICO.
Resumindo, mais um belo exemplo de como abrilhantar a Turística Cidade de Tomar.
Fotos: Joaquim Francisco - Tomar (Junto ao Edifício da PT) 27-02-2011

O AQUEDUTO DOS PEGÕES

Como é visível e nítido, o Aqueduto dos Pegões encontra-se num adiantado estado de deterioração. Não tanto ao nível da pedra pois como é natural (mas reprovável), sendo um Monumento isolado e sem controlo ao nível da segurança (todo o cidadão tem acesso ao mesmo sem restrições), os atentados à sua integridade, são uma constante. Desde pedras partidas, deslocadas e roubadas, até ao “pintar” e escrever nas paredes das diversas Casas Abobadadas que o integram.

Não bastava a “mão” humana atacar este magnífico Monumento. Também a sensibilidade e poder decisório dos responsáveis pelo Património Cultural está a atacar o Aqueduto dos Pegões. Este ataque é caracterizado pelo esquecimento e abandono a que o mesmo foi votado, sendo evidente o nível da manutenção a bater no zero, bem patente nas fotografias que aqui estão representadas. Esta situação é na verdade inaceitável tanto do ponto de vista Cultural como Turístico.
As raízes das ervas e arbustos têm um papel muito grave na destruição do Aqueduto dos Pegões. O seu crescimento faz-se entre as pedras, arrancando o reboco (argamassa) que se encontra a unir os Blocos que constituem os muros e pilares desta Obra Tomarense. Património Nacional votado ao abandono e vergonhosamente desprezado.
Património Nacional votado ao abandono de tal maneira que, cumulo dos cúmulos, até um pinheiro está a crescer lá em cima. Será que as autoridades competentes não vêm esta situação. Não existem visitas dos responsáveis pelos Monumentos. Não saem dos gabinetes e corredores ministeriais para inspeccionar o decadente estado de conservação desta Construção?
URGENTE: Manutenção no Aqueduto dos Pegões já…
Fotos: Joaquim Francisco – Tomar - 2011-02-06

FOTO da SEMANA

Um "Monumento" em Mação (mesmo à entrada da localidade) que é a imagem e semelhança do nosso País: NÃO SE VAI A LADO ALGUM...

Golfe em Tomar e os Pegões por restaurar (II).

Desta vez é que é: As ofertas turísticas em Tomar vão ficar mais ricas com a instalação de um Campo de Golfe (paredes meias com o Aqueduto dos Pegões) e diga-se com frontalidade e realismo que bem falta faz uma estrutura com estas características, cá na nossa Santa Terrinha. Espero no entanto que o Executivo Camarário peça contrapartidas e/ou crie ele próprio contrapartidas para a nossa Cidade. Lá por se apregoar aos “Sete Montes” um empreendimento turístico de grande importância (pois este não vai ser a Galinha dos Ovos D’Ouro), não pense a Edilidade Camarária que deve agora receber palmadinhas nas costas e bolos com velas para cantarmos os parabéns, pois muito mais há que fazer.
De F R A S E S e T E X T O S
Passo a explicar a minha ideia (mais uma vez): Embelezar as entradas de Tomar desde o FLECHEIRO sem lixo e outras coisas mais, passando pelo ALVITO sem sucata e sucata e, CAPELA S. GREGÓRIO sem imagens deprimentes. O LARGO DO PELOURINHO sem carros, CAMINHO PEDESTRE para o CASTELO (ao lado do pelourinho) limpo e calcetado, etc. etc. etc. Uma contrapartida não menos importante seria o restauro do Aqueduto dos Pegões. Quem se interessa minimamente por construções de grande beleza arquitectónica, repara no vergonhoso esquecimento a que aquele Aqueduto foi votado, o Aqueduto e o seu respectivo Túnel, ambos destinados ao abandono e a necessitar urgentemente de recuperação. Penso que não faz sentido e até era grotesco ter uma infra-estrutura turística ladeada de ruínas e arbustos a crescer nas centenárias pedras (que rico Cartão de Visita dava uma fotografia oportunista, a documentar a coisa). Lanço pois o repto aos Responsáveis Camarários e porque não à Empresa que irá explorar o Campo de Golfe, a pensarem seriamente nestas duas situações (é o mínimo que se pode pedir, digo eu).
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Por: Joaquim Francisco
Tomar: 2011-02-05
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Vergonha da Semana

(Tempos de Crise... Onde?)
(clica na imagem)

Não necessito de 500,00€ de Ordenado Mínimo.

Bem, como se pode constatar, o milagre contabilístico que tem de ser levado em conta pelas Famílias que estarão afectas ao SM de 2011, tem a característica de considerar como gastos supérfluos, passo a destacar: Peixaria, legumes, transportes e vícios. Pois então… É ou não é legítimo cortar, cortar e voltar a cortar. Como sou muito justo e democrático, reforcei o consumo do Pão e da Água, como podem observar. Penso que a política consumista/familiar a seguir é esta, ou seja, a velha fórmula que já devia ter sido implementada em Portugal: estarmos a Pão e Água durante 2011. Isto sim é uma brilhante, simples e economicista gestão económica de um Agregado Familiar que se preze. Pronto, já dei a minha “Aula” de “Governação” económica, provando que afinal, 485,00€ chegam perfeitamente para “Viver” em Portugal. E para 3 pessoas… Resumindo e concluindo, lembrem-se, Pão e Água.
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Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2011-01-18
Afinal, razão tem o Patronato quando afirma que o Salário Mínimo (SM) não necessita passar dos 475,00€ (Ano 2010) para os 500,00€ (Ano 2011). Bastou utilizar uma folha Excel, trabalhar as suas fórmulas e organizar os itens que uma família Portuguesa utiliza no seu dia a dia (vulgo, gastos familiares) e BINGO, eis que chegamos ao “mágico” resultado que me leva a argumentar: Não necessito de 500,00€ de Ordenado Mínimo. Assim, os 485,00€ que vão vingar neste Ano de 2011 estão muito bem ajustados para manter estável uma família constituída por 2 Adultos e uma Criança. Um agregado familiar com estas características, tem de uma vez por todas aceitar que as evidências são demasiado óbvias e irrefutáveis.
De F R A S E S e T E X T O S
Já em 2009 aquando de um Artigo de Opinião publicado por mim “O Segundo Pedido do Ano”, consegui provar por A+B que o SM era o suficiente (mesmo acabando o Mês com um saldo negativo de 25,00€). Mais uma vez (tal como na altura escrevi), tenho de concordar que Políticos, Gestores e outros, têm muito mais dificuldade em gerir seus Ordenados. Porquê?... Porque com o quíntuplo (ou mais) do valor para gastar, têm a complicação da eterna pergunta que os persegue: Onde, quando e como vamos gastar o nosso Salário?... Bolas… Que maçada. Coitadinhos… Isto sim é muito preocupante.

Tornado em Tomar e Voluntariado

Para começar, agradeço desde já a todos os VOLUNTÁRIOS que se voluntariaram para ajudar. Quero igualmente agradecer a todos os Sapadores, Canarinhos e Bombeiros Voluntários (de Ferreira do Zêzere também) que com a sua já bem demonstrada dedicação, estiveram o tempo todo no terreno. Para a Protecção Civil, Estalagem Sta. Iria, uma palavra de apreço. E para concluir, um grande e caloroso agradecimento a toda a população de Tomar (aproximadamente 40 mil) que se dedicaram de alma e coração, a não fazer absolutamente nada para ajudar. Penso que esta falta de coragem da grande maioria da população, até foi útil. Porquê?... Porque ficámos a conhecer o espírito de inter-ajuda que corre nas veias tomarenses. LAMENTÁVEL. Continuando.
De Fotos Actividades e Passatempos Radicais
O grupo de 16 VOLUNTÁRIOS eram poucos mas BONS e, diga-se, desdobrámo-nos o mais possível para ajudar as populações afectadas. Realmente, ao estar no terreno, fica-se com outra ideia em relação ao que aconteceu. Uma coisa é termos uma visão periférica do que aconteceu mas a realidade é bem diferente. É como andar de carro numa estrada em mau estado, sentimos as oscilações do veículo mas nada mais do que isso. No entanto se andarmos por ela a pé, vemos os buracos, o lixo das bermas, as imperfeições, numa palavra, OS ESTRAGOS. Foi isso que se viu, os estragos e verdade seja dita, muitos, muitos e muitos. Imagino agora a aflição, o pânico e o desespero que estas pessoas viveram e atrevo-me a dizer vivem. Foi traumatizante (ponto). Espero agora que esta ocorrência sirva para que, de futuro, mais VOLUNTÁRIOS apareçam, pois todos os braços são imprescindíveis. E que não se mandem BOCAS ao trabalho da Protecção Civil. Não fica bem, cada um tem de fazer o seu trabalho, com o timing que se pode arranjar, com os braços para trabalhar possíveis e só, repito, só. Para finalizar, gostaria de deixar aqui registado uma curiosidade sobre os VOLUNTÁRIOS, pois é bom que saiba: Um VOLUNTÁRIO de Viseu, uma de Alverca, de Leiria e um VOLUNTÁRIO veio de Bruxelas. Alguém que não tinha nada a ver com Tomar mas DEDICOU o seu tempo a Tomar.
Joaquim Francisco – Tomar – 2010-12-12 – VOLUNTÁRIO 11 e 12 de Dezembro

As Universidades, as Bolsas, a Borga e as Finanças.

O velho ditado popular: “Paga o justo pelo pecador", vem mesmo a calhar, em parte, para documentar o que se está a passar presentemente em Portugal ao nível das finanças públicas. Muitas famílias vão agora pagar com o “couro e o cabelo” os estúpidos devaneios atentados por Políticos que se limitaram a olhar para o umbigo em detrimento do povo que se encontra ao seu redor. Este laxismo teve a particularidade de ajudar a esbanjar de recursos e a perversidade de, paralelamente, criar um conjunto de “vícios” que acompanham a vida do dia a dia político, contagiando outros agentes oficiais que se “ocultam” gerando a falta de fiscalização (Finanças e Policia por exemplo). Depois deste exercício de retórica, gostaria de escrever sobre duas situações/exemplos (escolhi estas pois todos os dias assistimos impávidos e serenos mas, não mexemos uma palha para alterar a situação) que estão a tomar proporções demasiado elevadas para deixar passar em branco.
No dia 17 de Novembro de 2010, Estudantes Universitários (principalmente Universidade de Coimbra) deslocaram-se a Lisboa para protestar contra o corte das verbas da acção social e o aumento das propinas. Os 20 Mil Alunos na Universidade de Coimbra, ou melhor os 100 Mil alunos universitários em Portugal estão muito preocupados pois os 200 Euros que gastam com o quarto, água, luz e água (por exemplo) é muito dinheiro e não recebem um auxilio por parte do Estado que se coadune com estes montantes. 1.ª Situação – Nunca se ouviu ou ouve os Estudantes a protestar contra a vergonhosa e continuada prática de arrendar quartos aonde não se passa recibo. Se a Matemática não me engana, um quarto cujo valor do aluguer seja de 150 Euros pagaria +/- 30 Euros de IVA. Se multiplicarmos esse valor por 50 mil alunos (só este número de quartos alugados) dá um valor para o Estado de 1 Milhão e 500 Mil euros de IVA. Se multiplicarmos por 12 meses, dá o singelo valor de 18 Milhões de Euros por Ano. Falham como escrevi as entidades fiscalizadoras sendo coniventes os milhares de Estudantes e já agora, as suas famílias. 2.ª Situação – A preocupante escalada de noitadas, bebedeiras, borga e vadiagem que reina nas nossas Faculdades e Politécnicos. Muito dinheiro tem no bolso esta geração estudantil. Muito dinheiro têm de ter os papás para poderem sustentar a malta e seus vícios. (reconheço que felizmente não é a maioria, mas são muitos a prevaricar). Não admira pois que o Estado tenha argumentos para agir em conformidade, ou seja, baixa os subsídios e aumenta as propinas. Cá está o porquê de eu ter escrito “Paga o justo pelo pecador”. Estes exemplos (entre muitos) são bem representativos da realidade e pequenez do Portugal que se queria justo, digno e honesto. Mas não, teremos sempre a fuga à responsabilidade e a falta de “vigilância” a todos os níveis, a ajudar diariamente à ocorrência destas situações. Assim não vamos longe, digo eu.

FOTO-MONTAGEM da SEMANA

Não vale a pena ser Campeão da Europa e Campeão do Mundo. Quando Portugal está inspirado, nada nos pára. 4 - 0 = Grande Jogo.
Foto-Montagem: Joaquim Francisco - Imagens retiradas da net.

Do Crédito à Poupança, passando pela calamidade.

No dia 2 de Novembro de 2010, mais um Dia Mundial da Poupança passou pelos “bolsos” dos portugueses. É pena que nem todos conseguiram, com alegria, comemorar esta emblemática efeméride. Esta ocasião deveria ser acompanhada de uma profunda reflexão não só por toda a sociedade em geral mas também pela classe política em particular.
Tenho escrito constantemente acerca do descalabro e endividamento económico de Portugal e consequentemente dos Portugueses e da necessidade de se regular o “ataque” desenfreado que os agentes económicos (mais conhecidos por bancos) fazem ao Povo Português através de aliciamento compulsivo ao crédito, prometendo mundos e fundos a toda a hora. Quem não se lembra ainda das dezenas de anúncios sobre crédito e mais crédito em cima de crédito. E as dezenas de propostas para cartões de crédito desde o clássico, ao gold e ao platina e etc. Pois é, o crédito, acredito que nos levou a todos a este estado calamitoso e tenebroso das finanças públicas e da descapitalização bancária e no fim, da sociedade. Foi tanto o dinheiro que se pediu ao estrangeiro que o desastre contabilístico veio para ficar e fazer estragos aos orçamentos internos: Crédito racionado, problemas de liquidez, reformulações contratuais, crédito mal parado e famílias endividadas. Para compor a coisa, já se escutam entidades bancárias na comunicação social a ensinar como devem as famílias poupar em casa: Levar farnel para o escritório, a marmita para o emprego e a bela da maçãzinha para comer a meio da manhã. Poupar, é agora a palavra da moda. Pergunto: Porquê só agora?... Porque é que ninguém fez nada para evitar esta situação?... Não sei responder. Sei no entanto que, esta conjuntura veio para ficar e preparem-se para que ainda seja pior no futuro. Não se vai conseguir controlar as contas públicas com medidas avulsas. Lembrem-se que conforme se paga uma fatia do bolo, outro já se está a cozinhar e assim sucessivamente. Bom, espero estar enganado para bem de todos nós.
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2010-11-02

Homenagem ao Resgate dos Mineiros do Chile em 14-10-2010

Depois de 69 dias a 700 metros de profundidade, finalmente os Mineiros Chilenos chegaram vivos à superfície. Quero assim, deixar registado mesmo sendo cá de longe, o meu mais sincero apoio e solidariedade, a todos eles e extensivo a todos os que colaboraram para que o resgate fosse como se assistiu, um grandioso feito. Como me dedico a actividades que me levam às profundezas da terra (mesmo não sendo tão profundo e como se diz na gíria, por desporto) pertenço a um grupo que, em parte, sabe bem o que se sente lá em baixo, em espaços muito confinados. Quando desligamos a luz, o escuro é total, a temperatura é baixa, a falta de água, comida e neste caso, o isolamento atormentam qualquer um menos preparado. Realmente, tem de se ter individualmente um espírito muito forte e em grupo uma profunda união para se resistir ao medo e ao desespero, numa palavra: Pânico.
É por tudo isto que lanço aqui a minha homenagem, sentindo que não existem palavras suficientes para exprimir tudo o que estes Homens merecem ouvir ou ser escrito sobre eles. Desejo também igualmente homenagear os intervenientes no resgate, uma palavra de apreço a todas as Nações que de uma maneira ou outra, intervieram e contribuiram activamente com os seus conhecimentos tecnológicos e uma atenção para todos os familiares que durante os longos e difíceis 69 dias, devem ter sofrido tanto como os seus entes mineiros. Não consigo imaginar a angústia e o desespero que todos viveram.
De Fotos Actividades e Passatempos Radicais
Esta fotografia representa simbolicamente a homenagem que pretendo transmitir a todos. Humildemente as dedico aos Mineiros do Chile.

Os Mineiros resgatados:
1- Florencio Ávalos: 31 anos, capataz, casado e pai de um filho de sete anos. Irmão de Renán, outro dos mineiros presos. Sua habilidade em lidar com situações críticas e experiência na mina (trabalha no sector há 8 anos) fez com que ele fosse escolhido para ser o primeiro a subir por meio da cápsula.
2- Mario Sepúlveda: 40 anos, electricista, casado. Após ser resgatado, ele agradeceu às autoridades pelo êxito na operação e criticou a situação das minas no Chile.
3- Juan Illanes: 52 anos, mineiro, casado. Veterano do conflito na fronteira que quase gerou uma guerra entre o Chile e a Argentina, em 1978.
4- Carlos Mamani: boliviano de 23 anos, é operador de máquinas pesadas, casado e pai de uma filha de poucos meses. É o único do grupo que não é chileno.
5- Jimmy Sánchez: 19 anos, mineiro, solteiro. É o mais jovem do grupo.
6- Osman Araya: 30 anos, mineiro, casado. Trabalhava somente há quatro meses na mina.
7- José Ojeda: 46 anos, encarregado da perfuração, viúvo. Sofre de diabetes e foi quem escreveu a mensagem que anunciou ao mundo que todos estavam com vida. "Estamos bem no refúgio, os 33."
8- Claudio Yáñez: 34 anos, operador de broca, solteiro.
9- Mario Gómez: 63 anos, motorista, casado. É o mais velho do grupo, e sua subida foi cercada de cuidados devido à sua condição de saúde. É filho de mineiro.
10- Alex Vega: 32 anos, mecânico de maquinaria pesada, casado. Em 22 de Setembro, comemorou seu aniversário dentro da mina.
11- Jorge Galleguillos: 56 anos, mineiro, casado. Trabalhou toda sua vida na mina e sofre de hipertensão.
12- Edison Peña: 34 anos, mineiro, solteiro. Na primeira gravação, expressou ansiedade ao dizer: "Quero sair logo".
13- Carlos Barrios: 27 anos, mineiro, solteiro.
14- Víctor Zamora: 33 anos, mecânico auto, casado. Preso na mina, recebeu a confirmação de que sua mulher, Jéssica Cortez, está grávida.
15- Víctor Segovia: 48 anos, electricista, casado. É o encarregado de registar por escrito tudo o que acontece dentro da mina.
16- Daniel Herrera: 27 anos, motorista de pesados, casado. Sua mãe, Alicia Campos, contou que prometeu não chorar quando conseguiu falar com ele lá em baixo.
17- Omar Reygadas: 56 anos, electricista, casado. Tinha acabado de começar a trabalhar na mina.
18- Esteban Rojas: 44 anos, encarregado de manutenção, casado. Ele prometeu, por carta, à sua mulher, Jessica Yáñez, com quem se casou no civil há 25 anos, que ao sair fariam uma cerimónia religiosa.
19- Pablo Rojas: 45 anos, carregador de explosivos, casado. Tinha menos de meio ano trabalhando na mina.
20- Dario Segovia: 48 anos, operador de broca, casado. Sua mulher, Jessica Chille, conseguiu falar com ele após 24 dias. "Ouvir sua voz foi um alívio para o meu coração", disse ela.
21- Yonni Barrios: 50 anos, electricista, casado. Por seus conhecimentos de enfermagem, foi encarregado de elaborar relatórios médicos de seus companheiros e de vaciná-los.
22- Samuel Avalos: 43 anos.
23- Carlos Bugueño: 27 anos, solteiro. Antes de entrar na mina, trabalhava como segurança.
24- José Henríquez: 54 anos, encarregado de perfuração, casado. Era o guia espiritual dos mineiros.
25- Renán Ávalos: 29 anos, solteiro. Renán trabalhava na mina há cinco meses e é irmão do capataz Florencio Ávalos.
26- Claudio Acuña: 44 anos, operador de perfuradora, solteiro.
27- Franklin Lobos: 53 anos, motorista, solteiro. Ex-jogador de futebol, com passagem rápida pela selecção chilena.
28- Richard Villarroel: 27 anos, mecânico, solteiro.
FONTE: JORNAL AGORA (Brasil) 14-10-2010

Filme da Semana

O Lixo (Tomarense).
"Quando percorro ruas e ando por estradas quer a pé ou de carro sou obrigado a ver quão PORCO é grande parte dos meus concidadãos. Ofendidos?…"

Tudo na mesma como a lesma.

Ora cá temos nós de volta as quezílias políticas tão habituais na nossa sociedade, fruto da rentrée política. Na Madeira, a “guerra” é tão feroz que até uma palmeira (infelizmente e com todo o devido respeito pelas vítimas) caiu. E imagine-se, até se alvitrou a hipótese da referida árvore ter tombado no sentido contrário da sua inclinação (foi dito e registado pelos órgãos de informação, não estou a inventar nada). Bom… Fui buscar este exemplo porque o mesmo é esclarecedor do “clima” político enraizado na sociedade política nacional e do gosto exacerbado que certos dirigentes partidários têm em mandar “mimos” verbalmente ditos em voz alta. A sorte deles é que a maioria do Povo Português tem a memória curta (parece que usa umas palas de lado, na cabeça, desculpem desde já a frontalidade das palavras, mas, é a pura das realidades) e não vejo melhoras na postura e até cultura política do mesmo. Pois, somos condescendentes de mais (mas com este conceito, já me estou a repetir) e lá volta a teoria dos brandos costumes a surgir no horizonte da opinião pessoal que me acompanha. Mais uma vez volto a perguntar: Até quando os Portugueses vão admitir esta sucessiva palhaçada do “diz que disse e volta a dizer” e “eu é que sei tirar o País da miséria, os outros não sabem nada” ou mais recentemente “mudar a Constituição é que nos vai tirar da adversidade”?...
Querem a verdade?... Muito bem, mais uma vez o vou escrever e até o vou colocar em destaque: A situação de Portugal encontra-se tão complicada ao nível Político, Social, Económico, Judicial e Laboral, que o retorno é muito difícil. De tal maneira que só com uma nova revolução (tudo deve começar da estaca zero e com regras bem definidas, tendo em vista não cometer os mesmos erros), se vai conseguir atingir de novo, níveis de desenvolvimento e confiança, tão ambicionados e desejados pelo Povo Português.
Atrevo-me a concluir que, muitos Portugueses têm saudades das condições que se viviam antes do 25 de Abril (mesmo os que não viveram muito essa época). Esta “nostalgia” por “esses tempos” é nem mais nem menos que a tentativa inconsciente de ter mudança (mudança e radical, diga-se). Com mágoa e tristeza assisto a tudo isto. Já escrevi e reescrevi sobre as maleitas Nacionais e nada, nada de positivo foi feito e pelos vistos assim vai continuar. TUDO NA MESMA COMO A LESMA. Pronto, já voltei a desabafar… Já me sinto preparado para enfrentar mais um dia…
  • Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2010-09-03