Muito se tem escrito e falado sobre esta “invasão” Chinesa
em Portugal. Compram tudo e todos nós ficamos impávidos e serenos a vê-los a
“apanhar” os nossos anéis. Descobri recentemente, no entanto, que esta situação
tem já muitos anos e que sub-repticiamente, desde á cerca de 50 anos a dita
China tem adoçado a boca aos portugueses sem que os mesmos tenham entendido
este perigoso e gastronómico galanteio. Estou a escrever com muita frontalidade
e mágoa sobre os Pudins Mandarin o mais conhecido: Pudim Flan El Mandarim.
Com fábrica instalada “secretamente” (ou não) ali para os lados do Laranjeiro
(Almada), esta empresa tem produzido o Pudim do Velho ou o Pudim do Chinês
(entre outros nomes), atazanando-nos com várias e boas receitas que nos
amolecem com doces sabores de arrepiar. Entram na nossa vida em pó e
transformam-se rapidamente num preparado que nos deixam regaladamente
deliciados.

O vício e a necessidade consumista depressa nos avassalam e
impõem-se desmesuradamente para todo o sempre e até que a morte nos separe,
digo eu. Por isso escrevo a alertar os meus queridos concidadãos para o perigo
de se tornarem auto dependentes deste produto delicadamente arrojado (ou não).
De repente… Descubro que a Marca Mandarin é Portuguesa e assim, sossego a Alma
temporariamente… Será que também a mesma vai ser vendida aos mesmos?... Será
que sim, é nossa, ainda?... Que terrível dilema existencial me devasta. Penso
que a única solução, no meio deste drama, passa inevitavelmente pela mudança de
nome. Que tal Pudim.PT ou Pudim Nosso Velho Pudim… E o boneco, em vez de ser um
“mandarin” poderia ser a cara do Zé Povinho ou outra coisa de Portugal… Que tal…
Se calhar era mesmo melhor alterar a coisa, para não dar nas vistas. Dá que
pensar não dá?...
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Abrantes 2014-02-10