Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal

Tomar - Ponte Velha - Rio Nabão - Portugal
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-02-25

Quem sou:

A minha foto
Alguém que pensa que: Não há nada de oculto que não deva aparecer ao público. Se alguém tem ouvidos, que ouça. Se alguém tem olhos, que veja. Se alguém tem boca, que fale.

ÍNDICE - CONTENTS - INHALT - Περιεχόμενα

O Primeiro Pedido do Ano…

Excelentíssimos Senhores, Câmara Municipal de Tomar, venho por este meio pedir uma intervenção urgente, de vossos serviços da Divisão de Salubridade e Saúde Publica, no sentido de agir em conformidade no espaço do Parque Infantil, situado no logradouro, sito Av. Ângela Tamagnini, Alameda Um de Março, Rua Amorim Rosa. Informo que o mesmo se encontra com muito lixo, nomeadamente: Latas de Coca-Cola; Sacos e Garrafas de Plásticos; Garrafas de Vidro (veja-se fotografia anexa). É lamentável ver o espaço em questão, sujo como está.
A falta de civismo dos Miúdos das escolas, com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos e que o frequentam, é atroz. As crianças que, por sua vez, têm idade para brincar neste lugar, ficam sujeitos a mexer em objectos que podem eventualmente ser transportadores de doenças infecto-contagiosas, recordo que a área tem imensos pombos. Aproveito esta oportunidade para agradecer a toda a vizinhança que tão silenciosamente tem aceitado esta situação. Recordo que desde Setembro (data de inicio das aulas), o Parque Infantil é palco das mais variadas ocorrências com a “graúda” Miudagem: Asneirada na linguagem; Droga com fartura; Lixo qb. Com tanto “lixo” admira-me que ninguém se manifeste. Realmente, somos um País de brandos costumes. Bem, voltando à limpeza do espaço, espero para 2009 mais atenção dos Serviços Camarários, mais crianças a brincar e menos adolescentes a sujar, talvez mais policiamento (de vez em quando, não se perdia nada) e mais participação da vizinhança. Bom Ano Novo, na medida dos possíveis.
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3839 de 02-01-2009
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-12-28

FOTO DA SEMANA

- Espírito Natalício

(Artesanato Português...)

Foto: Joaquim Francisco -> 27-12-200

Novo Ano, a mesma História de sempre.

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O ano 2009 está a chegar e com ele as velhas promessas, belas palavras e desejos de derreter o coração: Paz interior; Segurança; Saúde; Muito amor; Emprego para todos; Menos impostos; Etc. etc. etc… Estes slogans político-sociais, realmente fazem eco nos corações da nossa sociedade, habituada a “sofrer” os mais diversos atentados e tropelias pois, enchem de esperança qualquer um menos esclarecido, digo eu. Vejamos um simples exemplo: “Municípios apresentam novas medidas para ajudar as famílias portuguesas” (Jornal Cidade de Tomar N.º 3837, de 12-12-2008, pág. 17). Boa, vamos ter as famílias a ser ajudadas mas, eis que vem a público outra notícia: SMAS de Tomar um Edital com o novo tarifário para o ano 2009 (no mesmo Jornal, pág. 30). Este toma lá, dá cá tão característico da realidade portuguesa, já não surpreende ninguém. O que na minha óptica, continua a surpreender é, a facilidade que a classe política tem de manipular, iludir e inventar estratégias ardilosas, com o intuito de fazer querer que, como por artes mágicas, conseguem minimizar a crise que afectará as famílias. Não, não vão conseguir. Não, não vão ajudar. Não, não vão adiantar nada. A situação é bem mais complexa. Portugal, devido ao seu lento e medíocre desenvolvimento, cavou um agudo buraco económico-social. Este, faz com que exista cada vez mais pobreza, mais miséria, mais desemprego, mais dívidas, menos segurança, menos amor, menos paz, menos dinheiro. Por tudo isto, a mesma história de sempre, “pobres, dos pobres dos pobrezinhos” (Guerra Junqueiro), é que um em cada cinco portugueses vive no limiar da pobreza. Vá, mesmo assim, desejo um “Bom Ano 2009”, na medida dos possíveis…

Foto da Semana

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Uuppss......... no Museu da Coudelaria Alter Real (AR), alguém se esqueceu de arrumar o tralhedo.

Foto: Joaquim Francisco - Férias Verão - 23-07-2008 - Visita Guiada ao Museu do Cavalo.

O 4.º Trimestre Negro...

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Não posso deixar de lastimar as situações ocorridas no nosso País, nesta recta final do Ano de 2008, ou seja, este 4.º Trimestre que chamaria de, Negro. Os ingredientes mais apetecidos da sociedade, Futebol, Política e Economia, marcaram-no de tal maneira que, não fosse o povo estar já habituado a desaires, conspirações e arrufos, estas “caldeiradas sociais” serviriam para um belo “Cartão-de-visita” Made in Portugal, diria eu. Vejamos o Futebol: Os três, grandes (para receber ordenados chorudos), que pelos vistos, não são grande coisa (a ver pelos resultados). FCP – Futebol Clube do Porto, no jogo contra o Arsenal, perdeu por 4 – 0 na Inglaterra em Setembro. A nossa Selecção, mostrando um grande espírito de solidariedade para com o Porto, resolveu o jogo contra o Brasil com uns singelos 6 – 2, derrota registada em Novembro. O Sporting, invejoso (penso), pesada derrota com o Barcelona por 5 – 2, mas com dignidade, no mínimo... Para compor o ramalhete, Benfica – Olympiakos que por causa de uns ciúmes doentios (Porto e Sporting), não quis ficar atrás e, trás… 5 – 1. São “bons resultados” (para os outros, claro) não tenhamos ilusões. Para acabar em beleza, deveriam ir também (todos), à Assembleia da República, pedir uma audiência Parlamentar. Não é só reivindicar “ordenados” ou um fundo de pensões. É necessário reivindicar junto do Poder, melhores resultados… Agora fiquei baralhado: Resultados políticos ou desportivos. Ora aqui surge uma dúvida metódica que leva à bela dualidade da vida portuguesa (filosoficamente falando, claro). Por falar em Filosofia e em Política, vem ao caso, a Avaliação dos Professores. Sim, isto é um assunto Político. Não há dúvida que o tema está a ser bem divulgado. Nos noticiários, todos os dias (até já enjoa). Deu direito a debate televisivo nos “Prós e Contras”, um Livro “Guia de Avaliação do Desempenho Docente” – Texto Editores (por este andar, mal empregue o papel gasto na sua edição), a Ministra diz e contradiz. Entrevistas, declarações, manifestações, greves, vigílias, concentrações e etc. Até já estou cansado de escrever. A Avaliação que faço sobre esta matéria é: Portugueses e Portuguesas, vamos todos para a rua (também) lutar contra a nossa avaliação. O Povo Português (todo) não quer ser avaliado. Pronto, ponto, acabou-se. Isto de uns serem filhos e outros enteados tem de acabar (digo eu). E a Economia??... Bem… A CGD e o BCP entram com 120 milhões de euros cada um, o BES com 80 milhões, o Santander Totta com 60 milhões, o BPI com 50 milhões e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo com 20 milhões (fonte: RTP). Estou-me a referir ao grupo que com a “bênção natalícia” do Governo, se uniu para ajudar o BPP. Consta que vão fazer o mesmo para ajudar as famílias carenciadas (ou não). Entretanto, o caso BPN continua a ser um mistério económico-monetário. Os roubos às ourivesarias e multibancos, são verdadeiras brincadeiras de criança, comparativamente à gestão perniciosa e espoliação monetária que ocorreu naquela entidade bancária. Mas, alegrem-se os Portugueses pois o BPN agora é nosso através da Nacionalização e, seus funcionários logicamente, Funcionários Públicos. Conclusão: Para não variar, vai tudo ficar “numa boa”… O Zé, esse, que aguente. E é se quer ter um ano 2009 razoavelmente… Pior. Ou seja: PARA O ANO HÁ MAIS…
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3836 de 12 de Dezembro de 2008
Joaquim Francisco - Tomar - 2008-12-06

FOTO DA SEMANA

FOTO: JOAQUIM FRANCISCO - Escócia - 02-08-2007
LEGENDA: Sem comentários, mas com muita bossa.

Pagar para ter um (novo) Acordo de Empresa?…

É uma novidade para mim, falar sobre problemas profissionais. O certo é que, depois de tanta tinta gasta e tanta conversa, só me resta concluir o seguinte: Vou ou, vamos esperar para ver. O Acordo de Empresa é um documento que a Administração dos CTT e os Sindicatos assinam e nele estão escritas as regras laborais que vão conduzir o funcionamento geral da Empresa. No dia 14 de Março de 2008 foi assinado um novo Acordo de Empresa (AE) e um dos sindicatos, o mais representativo dos CTT não o assinou.
Foto: Fernando Lima Manifestação Lisboa 22 Novembro 2008

O que eu sei é o seguinte: Os CTT Correios aumentaram em 2008 os vencimentos em 2,8% , repito, só os colegas que assinaram o novo Acordo de Empresa e como se isso não bastasse, receberam 400,00 €, só pelo simples facto de o assinarem. Aqui é que entra a minha reflexão, a minha dúvida, a minha indignação. Vejamos: Aceito um aumento de 2,8%, não aceito que seja só para alguns. Admito até um novo AE mas, não admito que paguem para que ele exista, ou seja, não admito o pagamento de 400,00 € aos colegas, para que assinem (aceitem) o mesmo. O real problema, na minha óptica, surge com esta ideia inaceitável de “comprar” a aceitação do novo Documento. Para mim, a questão do aumento é importante, mas o que me indigna mesmo, são os EUROS. Pergunto: Se o novo AE é bom, para quê comprar o mesmo. Se defende muito os interesses dos trabalhadores, para quê pagar por esses interesses. Se os CTT Correios (Administração), acha que o documento é justo e viável, para quê pagar para… Não entendo a posição dos Sindicatos que aceitaram semelhante posição/situação e assinaram o referido “Acordo”. O que ganharam com ele?… O que lucraram com os 400,00 €?... É esta situação (pagamento) que incita a minha reflexão, a minha dúvida, a minha indignação. Estranho, a situação de pagar para existir um (novo) Acordo de Empresa, bem como receber dinheiro para assinar o mesmo. Só me resta concluir o seguinte: Vou ou, vamos mesmo esperar para ver.
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Tomar, 25 de Novembro de 2008

FOTO DA SEMANA

Foto: Joaquim Francisco - Tomar - 13-11-2008
A paz e o sossego em comunhão, dão origem
ao merecido e relaxante descanso.

Frase do dia:



O aumento das temperaturas, é proporcional ao aumento do odor corporal.

Joaquim Francisco in CTT Tomar

14 de Setembro de 2008

Imagem: www.oamador.com

A linguagem, na origem da crise…

Depois de alguma pesquisa, concluí que a crise que grassa no Mundo teve origem na linguagem utilizada no universo económico. A mesma, é de tal maneira obscura e hermética que leva os seus utilizadores a baralharem as contas, remunerarem-se regiamente, delapidarem capitais, inventarem esquemas “manhosos” e levar à ruína as instituições.
Assim, leia-se o percurso de uma empresa:
Através de uma absorção, o activo de uma empresa sofre uma alanvacagem. O swot e o benchmarking originam uma brainstorming que se transforma numa break-even point se utilizarem um bom business plan. Para evitar um crach há a necessidade de implementar um bom case study para que o seu cash-flow origine um bom cluster e o cross-selling essencial ao downsizing implementado. Sofrendo com o dumping, surgem paralelamente a especulação e a euribor, ambas a contribuir para o arranque de um franchising e fusão antecipada. A nova golden share, aproveita o inside trading e a joint-venture provocada pelo leasing cobrado, obrigando a um marketing-mix e paralelamente originando um mark-up. A compra de merchandising reduz a possibilidade de oligopólio e o offshore pode assim aumentar através do outsourcing. Se a empresa aumentar os seus payout ratio e plow back, pode por sua vez aumentar a pull e a push (análogo a uma boa prime rate) tendo em vista consolidar o rating e o Royalties cobrados. Um bom start-up e spread, melhora o swap e o up-selling dando à empresa um bom e permanente warrant.
Como podem ler, com termologia assim, não existe empresa que resista a uma boa crise, digo eu. E, coitadinhos dos Srs. Gestores, realmente, é a atrapalhação total, com semelhante linguagem, só poderia dar em crise.
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In Jornal Cidade de Tomar - N.º 3833 - 21-11-2008
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-11-02

FOTO DA SEMANA

A Mãe Natureza, na sua mais hilariante e sexy vertente. Sexualmente falando, evidentemente...

Foto: Joaquim Francisco-Jardim do Mouchão-Tomar-2008-10-06

A Ponte Mais Nova de Tomar…

A nova Ponte de Tomar está ai, pronta, ou melhor, quase pronta para ser utilizada. A sua grandiosidade, está bem patente e visível para quem já teve o privilégio de a visitar, ver ou atravessar. Eu, pela parte que me toca, fotografei-a. Com as obras ainda a decorrer, já podemos descortinar o visual com que nos vamos deparar, após a sua inauguração. Já com um nome atribuído, “Ponte dos Esqueletos” (continuo a garantir que não fui eu que inventei o nome), em honra da quantidade de Esqueletos encontrados durante as escavações para a construção da mesma, esta obra tão emblemática quanto polémica, vai-nos presentear com, a módica quantia de 5 (cinco) faixas de rodagem. Não, não é engano nem erro de escrita, leram muito bem, 5 (cinco) faixas. Passo a explicar: Três faixas para veículos e duas para peões. Grande Ponte, portanto. Mas, nestas coisas existe sempre um mas, parece que das três faixas de trânsito para veículos, duas são descendentes e uma ascendente. A questão de só ter uma faixa de rodagem ascendente deixou-me curioso.


Foi então que descobri a razão. A ponte velha vai ter o sentido alterado, só pode. Os carros vão começar a circular no sentido “Levada”, Marquês de Pombal. Assim, são 4 (quatro) sentidos para lá e outros tantos para cá (digo eu). Realmente era uma tremenda parvoíce, diria mesmo, burrice, ter em Tomar 3 (três) pontes seguidas, juntas e a pouca distância umas das outras e com um número ímpar de vias em seus tabuleiros. Assim, com a terceira Ponte, acertou-se o número de corredores disponíveis para viaturas. Bom… Agora subsiste um grande problema, vai ter de ser construída outra, para ficarmos com um número par de pontes, na nossa amada cidade. É que o pseudónimo de Veneza Portuguesa, além de não soar mal de todo, encaixa na perfeição. Temos rio, temos barcos a circular no rio e, veja-se a coincidência, temos pontes, muitas pontes e mais virão, pois então e, faixas aos pares, pois… o repto está lançado. Agora a bola fica na outra margem, que é o mesmo que dizer, do lado dos nossos responsáveis políticos. Voltando às obras, gostei de reparar (veja-se na foto) que vamos ter também, semáforos à “saída da Ponte”, é verdade, semáforos. Com tanta rotunda já construída, no cruzamento da Torres Pinheiro com a Nuno Alvares Pereira não fizeram uma rotunda????? Huummm… Já não estão na moda? Não estava nos planos? Não foi orçamentada? Estavam com medo do Tribunal de Contas. Esqueceram-se de a construir?... Huuummm, só espero que daqui a um mês ou dois ou, daqui um ano ou dois, não me venham conturbar outra vez o trânsito, só porque eu aqui estou a lembrar a coisa… Era só o que faltava eu estar armado em visionário de meia tigela. Já bem basta achar que num futuro próximo, vai fazer falta mais uma faixa de rodagem ascendente na Ponte Mais Nova de Tomar, bonito nome, certo.
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3828 de 2008-10-25
Por: Joaquim Francisco - 2008-10-12

FOTO DA SEMANA

"O Prato de Comida Perfeito"

Os maus vivem para comer e beber. Enquanto isso, os bons comem e bebem para viver. (Sócrates)

Foto: Joaquim Francisco - Com o desejo de que toda a população mundial, um dia, tenha um...

O Buraco – Parte II

Em 2005, escrevi um artigo (Edição 3676 de 8 de Novembro) sobre um buraco que teimava em pôr à prova, as capacidades técnicas da engenharia camarária tomarense. Se estão recordados, o “dito cujo” que se encontrava à entrada da “Ponte Velha” abria, eles tapavam, abria, eles tapavam, etc. etc., até que finalmente, passado mais de um ano, resolveram a questão. Agora, venho por este meio, apresentar uma prima mais velha (do buraco) que se encontra de quando em vez com a rapaziada dos SMAS e que por ser mais velha, jorra água (deve ser por ter outro estatuto). Vamos dar-lhe o nome de Conduta. Assim, a Sra. Conduta fica situada debaixo de um passeio na Avenida Ângela Tamagnini, ali perto do Laboratório de Análises Clínicas e da passadeira para peões. Conduta (para os amigos do SMAS) no dia 18 deste Mês de Setembro, reapareceu inesperadamente a despejar água e, não bastando o desassossego que criou para os seus amigos, ainda provocou o corte de abastecimento de água aos moradores da referida Avenida (outra vez). Não estou a ter o impacto desejado. Vamos lá apimentar a coisa. Recordo e afianço que, de há uns anos a esta parte (20 pelo menos), a conduta rebentou umas 15 (se não estiver correcto corrijam-me). As estatísticas valem o que valem, mas, um cano rebentar 15 vezes e, sempre no mesmo sítio, é obra… (ou falta dela). Não compreendo que “remendos” os amigos da Conduta fazem, sinceramente, não entendo. Como se pode constatar pela fotografia, a calçada ainda não foi arranjada, mas deve ser durante esta semana (o terreno tem de abater). Ainda bem que a “Intifada” tomarense, só trabalha com bombas nos seus atentados porque senão, vinham buscar aquelas pedras (piada, à bomba que rebentou cá em Tomar, perceberam).



Aproveito também esta ocasião, para alertar os Senhores que têm a responsabilidade das obras da nova Ponte e respectiva área circundante para: 1.º – Efectuem as obras todas de uma só vez. Ou seja, canalizações de água, luz, telefone, tvcabo, gás, passadeiras para peões, desníveis nos passeios para deficientes. 2.º – Tentem lembrar-se agora de mais alguma coisa, para evitar esburacar duas ou mais vezes o chão, depois da obra estar concluída (digo eu). Não queiram repetir a proeza das obras da Rua Marquês de Tomar, frente aos CTT e na zona do Pelourinho. Buracos atrás de buracos, um rodopio de abre e fecha, abre e fecha… Fica aqui só mais uma ideia, que tal um chafariz no passeio da Avenida Ângela Tamagnini, por cima da conduta. Pelo menos aliviava a pressão da água, evitando assim as tais rupturas… É uma boa ideia (ou não).

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3826 de 2008-10-03

Por: Joaquim Francisco - 20o8-09-20

FOTO DA SEMANA


Não... Não... A fotografia não foi tirada em nenhum país "terceiro mundista". É Portugal, seus Tesouros Arquitectónicos e mais representativo visual.

Fotografia: Joaquim Francisco - Porto - 2008-09-08

A Reentré Política em Portugal

A reentré política em Portugal, em Francês “reentrada politique”, vem mais uma vez animar os arraiais e festas sociais, típicas do nosso país, em geral, e muito queridas da população, em particular. Abaixo assinados à parte e troca de galhardetes QB, vamos (de novo) iniciar mais uma fase próspera de astúcia, esperteza, finura e maquiavelismo, protagonizada por uma Classe que vai da Esquerda à Direita, sem parar para pensar no que está no centro, o Povo Português. Os discursos mornos, as velhas questões, as novas questões e os habituais ataques vão continuar, outra vez, a fazer parte do dia a dia da nossa existência, tão fartinha dos mesmos mas que, por contingências e agruras da vida, “temos de levar com eles”.

Espero e desejo que a participação da população, não só a Tomarense mas também a Nacional, venha a ser mais activa, de forma a não fazer cair por terra, um dos direitos mais sagrados na nossa Democracia: a liberdade de expressão. O direito de RECLAMAR (construtivamente) não está muito interiorizado na mentalidade do comum Português. Não gostamos de ler logo, escrever ainda pior. Esta atitude no entanto, chamar-lhe-ia passividade, não pode continuar. Temos de mudar a nossa maneira de estar em sociedade e recorrer mais vezes aos mecanismos que estão ao nosso alcance para contestar. Se mais críticas, denúncias, chamadas de atenção e reparos, surgissem nos tablóides da Comunicação Social, provenientes do exercício da cidadania do Povo Português, seriam porventura, mais coerentes, sérias e transparentes, as atitudes e as políticas desenvolvidas pela Camada Eleita. Uma palavra para o EXEMPLO que vem da nossa Assembleia da República: Os desaguisados, representações teatrais e léxico de nível duvidoso, bem poderiam ser substituídos por atitudes nobres e dedicadas a um exercício político responsável. Espero assim que as Férias tenham esclarecido e clareado as mentes governativas e que as palavras irónicas do Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa: “Tudo como dantes no Quartel-General de Abrantes”, não sejam levadas a sério. Simplesmente, não merecemos. Lembro aqui e agora, as palavras de Friedrich Nietzsche, (1844 – 1900) influente Filósofo Alemão, in “Humano, Demasiado Humano” (1878): “Pelo facto de uma situação de crise (por exemplo, os vícios de uma administração, a corrupção e o favoritismo em agremiações políticas ou eruditas) ser descrita com forte exagero, essa descrição perde, na verdade, o seu efeito junto das pessoas sensatas, mas actua tanto mais fortemente sobre as que o não são (as quais teriam permanecido indiferentes ante uma exposição bem comedida). Como estas, porém, constituem uma significativa maioria e albergam em si uma maior força de vontade e um gosto mais impetuoso pela acção, esse exagero torna-se pretexto para inquéritos, punições, promessas, reorganizações. É nessa medida que é rentável descrever situações críticas em termos exagerados. “
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Podemos reclamar em:
Portal do Cidadão:
http://www.portaldocidadao.pt/
Telefone: 707 24 11 07
Portal da Justiça:
http://www.mj.gov.pt/sections/home
Portal do Governo:
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT
Página Oficial da Presidência da República:
http://www.presidencia.pt/
Associação de Municípios:
http://www.anmp.pt/
Associação de Consumidores de Portugal:
http://acop.planetaclix.pt/
DECO – PROTESTE:
http://www.deco.proteste.pt/
Livro Amarelo na Net:
http://www.livroamarelo.net/
Entidade Reguladora da Saúde:
http://www.ers.pt/
Autoridade Nacional das Comunicações:
http://www.icp.pt/

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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3824 de 2008-09-19
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-09-12

FOTO DA SEMANA


Os novíssimos Marcos de Correio específicos para o Correio Político

Foto: Joaquim Francisco - 2008-09-04

A Violenta Violência

Dia sim, dia sim, são noticiados em todos os órgão de comunicação social, novas situações de assaltos, roubos e mais grave ainda, assassinatos. Este fenómeno, tem-se vindo a desenvolver e se não se fizer nada, vai tomar proporções de tal maneira sérias que Portugal vai parecer uma autêntica favela à beira mar plantada.
Não tenhamos ilusões, este surto violento é o culminar de uma situação crítica, em que a nossa sociedade se encontra e que tenho vindo a opinar, alertar e retratar neste Jornal.
As diversas políticas educativas, judiciais, laborais e sociais, associadas a uma economia de mercado que enaltece o consumismo exacerbado, em prol de um grande desenvolvimento económico (mas só para alguns), originam o repúdio de uma minoria que se sente no direito de também o querer TER. É o mesmo que dizer que os que nada têm, se estão a organizar com o intuito de poder vir a ter.

Choca observar que a maneira fácil de o conseguir é utilizando a violência, nos moldes difundidos diariamente nos jornais e telejornais.
O actual e futuros Governos, vão ter a espinhosa missão de, cada vez mais, desenvolver programas que envolvam as áreas educativas, laborais e sociais, no sentido de aproximar cultural e monetariamente as várias classes sociais do nosso País.
Será utopia?... Penso que não, tem é de existir vontade política, uma grande concertação de ideias entre os diversos parceiros políticos que, até agora, não se têm entendido e se culpam uns aos outros, dando origem, na maioria das vezes, ao facilitismo e medidas populistas.
Podem colocar na rua mais polícias, podem gastar mais dinheiro em segurança, podem mudar as leis, até podem surgir mais empresas de segurança privada a operar nas ruas mas, estas medidas por si só, não vão fazer baixar a estatística da violência.

As cidades são muito grandes. Não pode estar um Guarda em cada Banco, numa Loja dos CTT, numa Bomba de Gasolina, Caixa Multibanco, Ourivesaria, ao lado de um Carro, na Garagem de Prédio, num Bairro para onde foram despejadas pessoas e em simultâneo, ao lado do Cidadão comum que se passeia em qualquer avenida do nosso País.
Repito e concluo, sem medidas de fundo, bem estruturadas e com uma forte componente social, não se vai conseguir inverter esta tendência de agravamento da violenta violência.

In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3823 - 2008-09-12

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-09-04

Fotografia: Joaquim Francisco - 2008-09-04

Cartaz da Semana...

Esta imagem pertence à capa de um desdobrável que a PT distribuiu pelos seus agentes, tendo em vista publicitar os produtos, Sapo e MEO. Penso no entanto que devido ao seu cariz pornográfico, deveria ser retirado de circulação. Porquê?...


Reparem aonde o "rapazinho" de camisola amarela tem a sua mão direita (até põe a língua de fora...). Desgraçado "camisola azul", até "vê estrelas"... digo eu... E, para ajudar à festa, o que é que o de camisola vermelha está a fazer com a mão direita alçada, tal como o de camisola verde (de costas). Os braços no ar são só para despistar?????... ou não. Parece que estão a fazer uma "pouca vergonha" com os dedos esticados... De calções e penteado esquisito, hummmm... muito estranho... Muito estranho...

Crise?... Qual crise?...

Digam o que disserem, escrevam o que escreverem, mesmo que não tenha sido a pior participação de Portugal, foi de certeza absoluta, a mais polémica e a que mais "diz que disse" e "desculpem se me contradigo", a que se assistiu. Estou-me a referir, como é evidente, aos Jogos Olímpicos e comitiva portuguesa interveniente. Esta crise de valores desportivos a que assistimos, esteve também, bem patente, nos últimos resultados e igualmente “brilhantes” da selecção de futebol (época Scolari) que, diga-se de passagem, não surpreendem. Tudo isto não passa de um espelho muito bem polido de uma realidade que se está a tornar endémica em Portugal a que poderemos dar o nome de CRISE (lá voltamos ao mesmo tema...).
Vejamos alguns exemplos:
1 – Crise de Valores – É ou não verdade que a nossa geração de jovens (felizmente, nem todos), não tem educação. Em três palavras utilizadas, uma é asneira. Não pedem desculpa se nos dão um encontrão. Ainda nos ofendem se chamamos a atenção para algo errado que fizeram e batem na família e nos professores se for necessário. Esta geração telemóvel (dois pelo menos) está a sofrer na pele, a falta da “Família”. Mas isso implicaria outra discussão filosófica/social.
2 – Crise Familiar – Está subjacente à anterior e não se vêm melhoras. Para sobreviver ou manter um nível de vida acima da média o agregado familiar tem de passar a maior parte do tempo na rua, a trabalhar, relegando para segundo plano esse mesmo agregado, no seu mais precioso conceito, a Família.
3 – Crise de Dinheiro – Os Orçamentos que o Estado português tem apresentado ano após ano (contenção, contenção, contenção…), ficam muito aquém das expectativas e reais necessidades do povo. Esta dura realidade, reflecte-se literalmente nas finanças familiares, como um sistema de bola de neve que esmaga e sufoca, esses mesmos agregados.
4 – Crise na Política – Bem, sobre esta… nem sei por onde começar. Vou ficar por aqui pois haveria tanto para escrever…
5 – Crise energética – Culpam-na do aumento do custo de vida mas para combater esse flagelo, vamos lá “despir” as gravatas. Este exemplo único vem da ONU que pensa poupar 66 mil euros/mês em energia (fonte RTP). Mas continuam a circular em bestiais carros que consomem 25 litros aos 100 Km (esta ideia não é minha mas, quem o disse, esteve bem) estes ONU’S são loucos (diria Asterix) e, digo eu.
6 – Crise na Habitação – Com as Taxas de juro a subir, o patamar de estabilidade das famílias começa a ruir como um castelo de cartas. O efeito dominó é avassalador pois não havendo compradores, não existe escoamento do produto logo, escusa-se de construir mais casas logo, a construção diminui logo, o desemprego nesta área aumenta logo, vai existir uma crise laboral logo, os portugueses têm de ir construir para outros destinos logo, vão para Angola e Brasil logo, o “desordenamento” urbanístico vai de férias para outras paragens logo, Portugal fica mais rico… Urbanisticamente falando, há males que vêm por bem.
7 – Crise na Educação – A polémica está instalada. Quem nasceu primeiro, foi o ovo ou a galinha. O mesmo é dizer: De quem é a culpa?... Das políticas ou dos agentes intervenientes. Bem vistas as coisas, se calhar é de ambos. Ou seja, junta-se a fome com a vontade de comer e cada um puxa a brasa à sua sardinha. Ora aqui estão os ditados populares ao serviço da educação.
8 – Crise nos Transportes – Endividados, caros, com Administrações que deixam muito a desejar e mesmo assim, Portugal quer mostrar ao Mundo que tem condições para TGV’S milionários, Aeroportos “Topo de Gama” e Pontes, muitas pontes é que está a dar (não entendo esta obsessão por pontes, isso pega-se?...).
Explanei 8 (oito) casos de Crise o que me leva a escrever que em Portugal, estamos feitos num OITO. Resta-me a consolação que os nossos dirigentes políticos ao lerem estas palavras, vão ter uma grande Crise de Nervos, ou não.
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3822 - 2008-09-05
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-08-31
Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar - Rua Dr. Joaquim Jacinto (lado nascente)

FOTO DA SEMANA

Legenda: Afinal os Ligeiros de Mercadorias, também têm direito a estacionamento...
Fotografia de Joaquim Francisco em 2008-08-03 - Tomar

Afinal o que é que se passa ?

Quando regressei de férias com a família, fui dar uma volta pela nossa Cidade (Tomar) e “eis senão quando”, fui assaltado por um estranho pensamento: – Será que vão filmar em Tomar alguma parte do filme “Batman e Charada em terras Templárias” (com o Jim Carrey no papel do Charada e no Papel de Batman…). Bem… continuando. Não resisti à tentação de fotografar um dos ? que se encontram, realmente em lugares, diria que, estratégicos e que “Para bom entendedor, meia palavra basta”. Veja-se a Fotografia 1 ? Já foi falado e escrito muitas vezes e por muitos, a degradação a que foram votados alguns imóveis na nossa Cidade. E que ricas fotografias eles facultam. Quais “Tesourinhos Deprimentes” e históricos do nosso típico casario. Mas há mais. Reparem na Fotografia 2 ? Que bela colecção de Papel de Parede. Última moda Outono – Inverno 2008, Made in Tomar. De quem é a culpa, não sei. Mas que “Tão ladrão é o que rouba, como o que fica cá fora a roubar”, é uma verdade que a Sabedoria Popular, não se cansa de repetir, quando necessário. E neste caso, é necessário. Que rica pintura esta imagem dava, numa qualquer Galeria de Arte Contemporânea. Com todo o devido respeito pela Pintura e consequentemente pela Galeria. Será que ninguém acha isto indecente e feio, ninguém com responsabilidade governativa cá de Tomar, pois… Gostava de saber se os Tomarenses adoravam ver as paredes da Câmara Municipal da nossa cidade, assim, como se pode ver na Fotografia 3 ? Não, pois não… Na minha modesta opinião, já vai sendo tempo de alguém se responsabilizar por todas, mas mesmo todas estas situações, chamar-lhe-ia “aberrantes”, mas será um termo forte (ou não). Tomar que se chama a si própria e bem, Cidade Jardim, não se pode dar ao luxo de apresentar, aos seus Moradores e Turistas, retratos que envergonham qualquer pessoa que tenha o mínimo de bom senso (digo eu). Deixo assim, aqui, o alerta às nossas autoridades e governantes: – Ajudem a evitar os ? Cuidem de Tomar, Cidade Jardim, se faz favor e obrigado.
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3819 de 2008-08-08
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-08-03

Condução com Atenção

Com as férias a decorrer, nunca é demais, na minha perspectiva, chamar a atenção aos nossos concidadãos, sobre os cuidados a ter durante o respectivo tempo de descanso, ao volante do seu automóvel ou mota. A primeira coisa a reter é a de mandar fazer uma pequena revisão ao veículo, nomeadamente: Pneus, luzes, e níveis dos líquidos necessários ao bom funcionamento da viatura. Ter atenção ao peso que o veículo transporta. Carga a mais altera o comportamento do mesmo, numa travagem, por exemplo. Faça uma lista dos objectos e roupa que pensa vir a precisar e com antecedência. Vá aumentando a relação conforme se vai lembrando. Note que uma lista bem feita evita excessos de bagagem. Chame-lhe a OPI – Objectos Pessoais Identificados. Em viagem, não fale ao telemóvel, tente manter um tema de conversa com o grupo que o acompanha, sem, como condutor que é, se envolver muito (para não adormecer mas manter a atenção na estrada). Não escolha as horas de maior calor, evitando assim o sono e a fadiga desnecessários. Se no entanto o trajecto decorrer debaixo de algum calor, ingira água com frequência pois esta vai ser essencial ao seu organismo (não esqueça, água. Qualquer outro tipo de bebida, de certeza que não o vai ajudar). Lembro que a utilização do Ar Condicionado, só deverá ocorrer como ultimo recurso pois a sua utilização faz aumentar o consumo de combustível em cerca de 20%. Mantenha uma velocidade, o mais uniforme possível, evitando as excessivas. Sempre que possível, trave com a caixa de velocidades e com suavidade. Manter uma distância de segurança para com o veículo que circula à sua frente, dando assim tempo para reagir e evitar travagens bruscas. Por fim, as ultrapassagens e mudanças de direcção. Muita atenção ao executar essas manobras: Piscas, espelhos retrovisores, sinais de trânsito e a atenção do condutor, devem ser utilizados prioritariamente em prol da segurança rodoviária. Se seguir estas recomendações, economizará combustível, terá menor desgaste no seu automóvel ao nível de motor e peças, maior conforto na condução, Boas Férias e Bom Regresso a Casa.
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-07-27
In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3817 - 2008-08-01

FOTO DA SEMANA

E aqui irá “nascer” um dia, a minha Estátua, como símbolo do meu contributo (?) a esta Cidade de Tomar.
Foto: Jornal Cidade de Tomar

O Dinheiro não é a 1.ª coisa do Mundo mas está muito acima da 2.ª

A frase escolhida para título deste artigo reflecte bem o lugar que o dinheiro ocupa, na vida e quotidiano da nossa civilização. Nada se faz hoje em dia sem que o dito avance, como complemento e términos de actos de compra, transacção ou negócio. Certo é que o dinheiro está muito, muito caro. Tão caro que ajuda o índice de endividamento dos portugueses a rondar os 120 mil milhões de Euros, em que 98 milhões estão relacionados com o crédito à habitação. Com a Taxa Euribor (taxa de juro de referência) a disparar para valores que rondam os 5%, as contas (empréstimos) cujo pagamento era suportável de pagar há dois ou três anos atrás, estão agora de tal maneira elevadas que se tornam difíceis de saldar, originando um crescente desespero no ceio dos agregados familiares. Usando como exemplo, uma família que tenha um rendimento de 1.000,00 € por mês, a mesma, está a gastar mais 290,00 € para fazer face aos gastos a suportar. Ou seja, teriam que auferir por mês 1.290,00 € para conseguir (sobreviver) enfrentar o dia a dia, mas, na realidade só estão a ganhar 1.000,00 €. È evidente que esta situação é insustentável. O Governo, nomeadamente o Primeiro Ministro Sócrates, já anunciou medidas sociais cuja implementação, irá acalmar a crise de DCC “diabetes crónicos da carteira” ou SIDA “sintoma de insuficiência de dinheiro na algibeira”. Considero-as no entanto, tão avulsas e insípidas que na prática, em nada vão ajudar (digo eu). São elas: - Criação de linhas de crédito para PME (mais endividamento?). Acelerar o acesso aos Fundos Comunitários. Pagamento (reembolso) mais rápido do IVA. Pagamento mais rápido aos fornecedores. Nos particulares: - Aumento do Abono de Família. Congelamento do preço dos Passes Sociais (esta medida é só para Lisboa e Porto o que quer dizer que o resto do País está a pagar para eles andarem mais barato de transportes públicos. Isto porque o Estado acaba por abonar às transportadoras, o valor que não aumentaram). Aumentar as deduções fiscais no IRS no Crédito à Habitação, nos escalões mais baixos. Reduzir o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis (será que as Câmaras vão nessa conversa?...). Conforme já referi, não acredito que tais medidas venham a produzir efeitos positivos. Limitam-se a traduzir uma forma desesperada de remendar o buraco em que a nossa economia está metida. O buraco da Expo 98 que ainda se está a pagar (sabiam disso), mais recentemente o buraco dos 10 Estádios de Futebol Euro 2004, que ainda estou a ajudar a pagar (meu rico dinheirinho). Para finalizar, mais buracos (dívidas) virão: O belo do TGV e o sublime Aeroporto (lá se vai o nosso dinheiro, o pequeno resto). Concluindo, continuem a apertar o cinto e mandem fazer mais buracos (no cinto, pois os outros lá estarão os Governos para os fazer) pois sinto que a coisa se vai manter por muitos e longos anos.
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3814 de 2008-07-11
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-07-06

Encontro Convívio de Técnicos de Resgate

Realizou-se no dia 22 de Junho (Domingo) na Nazaré, um Encontro Convívio de Técnicos de Resgate, sendo o evento caracterizado por uma actividade de Rapel e Escalada praticados no Sítio da Nazaré. Fazendo a Corporação de Bombeiros da Nazaré, as honras da casa, os mesmos prestaram todo o auxílio logístico, apoio na preparação do espaço da actividade (foi preparado um perímetro de segurança em que não entravam turistas) e não menos importante, a confecção do “Almoço Convívio”. Contando com a participação de membros de Corporações de Bombeiros (Nazaré, Pontinha, Cascais e Torres Novas) e Associações de Espeleologia (Óbidos e Tomar), ao todo eram 25 participantes, todos eles com vontade de descer os 40 metros de corda que foi preparada a partir da grande pedra “suspensa”, que se encontra do lado direito (virada para a praia) no Miradouro do Sítio. De salientar que a subida era realizada na outra, do lado esquerdo, e que está murada. Esta experiência reveste-se de grande importância e única, pois é rara a participação de elementos de “fora da Nazaré” na descida do paredão do Sítio. A Equipa de Resgate dos Bombeiros da Nazaré, pratica frequentemente nesta escarpa pois, infelizmente, os suicídios sucedem naquela área, o que obriga aliar uma intervenção de socorro a uma de grande perícia na prática de descida e subida com e em cordas. Como já tinha sido referido, a Sapiens – Associação de Protecção Divulgação do Património Cultural de Tomar, fez-se representar por 2 elementos: Joaquim Francisco (Tomar - na Foto: Capacete Amarelo)e Joel Vieira (Ourém)
que como não podia deixar de ser, estiveram à “altura” do evento. Uma palavra de agradecimento para Ricardino Oliveira, mentor e principal organizador do evento (fez também as spitagens e amarrações com o Ulisses), Capitania do Porto da Nazaré e ao Comando dos Bombeiros da Nazaré. Para o ano, se tudo correr bem, há mais.

Fotografia do Grupo Participante

In Jornal Cidade de Tomar - N.º 3813 de 2008-07-04

In Jornal Notícias de Ourém - N.º 3682 de 2008-07-04

Por: Joaquim Francisco - 2008-06-27

Aponte a Ponte como ponte para Impostos

Depois de ler a notícia que referenciava, a descoberta de 620 Esqueletos que as escavações arqueológicas trouxeram à luz do dia, achei que era altura de voltar a esta temática tão querida dos Tomarenses (A Ponte), apresentando duas formas de abordar o assunto: A humorística e a séria. Penso que estes dois aspectos da vida se complementam, na medida em que até “a brincar, a brincar, se vão dizendo umas verdades”. Vamos ao que interessa, parte humorística: Ressuscitei a minha fonte fidedigna, secreta e infiltrada na Edilidade Tomarense (quão esqueleto das escavações), com o intuito de, ter o privilégio, de possuir um exemplar do Edital Camarário, igual ao que o Sr. Presidente segura na mão (ver foto) e ela (fonte secreta e infiltrada) prontamente me arranjou um.

(Foto original gentilmente cedida por Jornal Cidade Tomar – Edição N.º 3810 de 13-06-2008 – Pág. 7 Actualidades)


Este Edital, como se pode ver (em formato ampliado), enaltece a originalidade de impostos que o meu imaginário sempre profetizou.

Refiro-me concretamente ao Imposto Pedestre. Nunca utilizado até agora, Tomar inscreve assim o seu nome nos anais da singularidade e torna-se pioneira na criação de receita extraordinária, tão necessária nos tempos que correm (digo eu). Os valores arrancados (perdão) arrecadados, vão direitinhos aos cofres camarários e a verba vai ser utilizada, posteriormente, para amortizar as despesas (vulgo derrapagens) que se foram acumulando, especificamente, tempo de espera para pesquisa arqueológica – 640 esqueletos (porque tempo é dinheiro); Pagamento à Comissão que se vai debruçar (espero que não caia ao rio) sobre o nome a dar à dita Ponte (chamaram para ajudar, o meu amigo Mário Cobra?...); Ajudar a pagar o deck para esplanadas suspenso sobre o rio (por ser considerado artigo de luxo) e finalmente uma despesa (*) que vou referir mais à frente (parte séria). Para concluir este trecho “hilariante” (ou não), só me resta observar o seguinte: - Esta nova Ponte sobre o Rio Nabão está para o Sr. Eng. António Paiva, como o Tratado de Lisboa está para o Sr. Eng. José Sócrates “…fundamental para a minha carreira política…”. Diria que é um “marco histórico” na carreira política de um e uma “ponte que faz história” na do outro. Resultado final 1-1 e ambos Eng. (que coincidência).

Bom, a parte séria: Venho questionar publicamente a Autarquia Tomarense, sobre o Estudo de Impacto Ambiental que foi feito (ou não), na área circundante à Igreja de Santa Maria dos Olivais e Torre fronteira. Não tenho ideia de ter lido nada a esse respeito. Uma análise aprofundada serviria para dar a conhecer, o impacto negativo que o aumento de tráfego produziria na pedra destes Monumentos. Contactada a Sapiens – Associação de Protecção Divulgação do Património Cultural, seus técnicos concordam que com o aumento de CO2 (Dióxido de Carbono) naquela zona, proveniente do gás expelido pelos escapes dos automóveis, a probabilidade da degradação da pedra aumentar, lenta e assustadoramente, é uma realidade. O tráfego automóvel vai aumentar quatro ou cinco vezes mais o que vai originar um impacto ambiental negativo, colateral e irreversível. É aqui que entram os Impostos que vão ser criados (parte humorística), vão também (*) financiar os restauros dos Monumentos lesados (interessante ideia, mas, era a brincar). Num futuro longínquo, vai ser necessário muito dinheiro para reparar a nossa Igreja e Torre. Dinheiro que como se sabe presentemente, escasseia. Pois é, a brincar, a brincar, pergunto: - Pensaram por acaso nisto?...

In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3812 de 2008-06-27

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-06-16

FOTO DA (CASA) SEMANA


A perguntas que se impõem formular (tantas quanto...):

1- Vende-se a casa 5 (cinco) vezes, ou só uma?...

2- A quem se telefona?...

3- Vai mais uma Placa, óh freguês?...

4- Em quanto é que me vai ficar a conta telefónica?...

5- Vai abandonar o país ou mudar de casa?...

Bem... Isto é que vai uma crise.

Fotografia: Joaquim Francisco - Tomar, 2008-06-12

Alternativa aos Combustíveis e Alternativas

Ao preço a que estão os combustíveis, o Povo Português tem que começar a ser inventivo e criar alternativas mais ao menos viáveis, tendo em vista poupar uns valentes cobres. Aproveitando a recente compra do modelo 2 CV, pelo valor de 6.500,00 Euros, demonstrarei através de 3 (três) exemplos, vantagens e desvantagens, da sua utilização.
Modelo: Auto-Euro2008
Legislação – Não existe. Impostos – Taxa IVA 20%.
Quantidade de Pessoas – 3 (1 a empurrar e 2 a rodar as bolas – duas fileiras de bolas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito do veículo).
Vantagens – Poupança na compra de pneus. Não paga Eco-Valor. Prática de exercício físico.
Desvantagens – Utilização de três pessoas (1 é pouco, 2 é bom, 3 é demais).
Velocidade – Lenta.
Nota: Este veículo é o modelo mais desportivo e saudável que circula nas estradas de Portugal e arredores. Basta ver que alia a poupança de combustível ao salutar exercício físico. Testes efectuados às bolas, demonstraram que todas as marcas conhecidas rolam bem, mesmo feitas em Taiwan. A bola de marca Ball’s comprada na loja de Chineses, revelou-se a melhor na relação preço/qualidade e é fabricada na UE.

Modelo: Auto-2 CV Eléctri
Legislação – Toda a inerente à Electricidade Nacional. Impostos: Taxa IVA 5% mais Taxa Audiovisual.
Quantidade de Pessoas – 1 é pouco 2 é bom.
Vantagens – Energia não poluente (As baterias são recicláveis)
Desvantagens – O peso das ditas.
Velocidade – Média.
Nota: Uma boa utilização das baterias e sua manutenção são o segredo do sucesso desta alternativa. Ter muito cuidado e atenção, com a possível “cartelização” de preços, por parte dos fabricantes de baterias.


Modelo: Auto-Tintol_PT
Legislação – Relativa aos produtos Vinícolas/Alcoólicos (vinhos, aguardente, brandy, etc. e dos rascas para ser barato, martelados de preferência). Impostos (idem)
Quantidade de Pessoas – 4 e um baralho de cartas.
Vantagens – Abastecimento em Tabernas, Mercearias, Lojas de Conveniência, Supermercados e Adegas cooperativas. A abundância deste produto no nosso País, torna-nos auto-suficientes e até grandes exportadores (do martelado e rasca).
Desvantagens – O slogan “Se conduzir não beba”, as multas injustificadas (só com o cheiro…), as quotas impostas por Bruxelas.
Velocidade – Ui… Alta.
Nota: Nunca utilizar Cervejola por causa da espuma que provoca. Os principais concorrentes são a Espanha e a França.

In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3811 de 2008-06-20

Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-06-10

SORRIA ESTÁ A SER GAMADO...

Nota: (A imagem aqui representada foi adaptada por J. Franc., nomeadamente a agulheta a fazer de D)A frase que circula na internet “Sorria está a ser Gamado” (ver links), reveste-se, através de um simples desenho, de uma grande exactidão e, verdade seja dita, a realidade do dia a dia, parece demonstrar que o G de GALP, não está a ser nada mal utilizado.
Chamada a intervir nesta grande polémica, a Autoridade da Concorrência concluiu que não há “cartelização” (ver links) de preços (claro como água, Elas eram incapazes de uma coisa dessas), pondo assim um ponto final à terrível suspeição que trespassava a fantasia do Povo Português, ficando este com a fama, ainda por cima de: Mentiroso, malandro, pobre e mal agradecido, (ou não).
Esta mania de denegrir a imagem alheia (principalmente daqueles que mantém o monopólio dos combustíveis em Portugal), deveria encher de vergonha os cidadãos que o fazem (denegrir, claro…). Inclui-se neste conjunto a “Oposição” ao Governo, a Anarec – Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis e algumas figuras representativas e conhecedoras da Economia Nacional, pelos vistos, também eles: Mentirosos, malandros, pobres e mal agradecidos, (ou não).
Onde já se viu, manchar o bom nome de uma Empresa que tanto tem “dado e contribuído”, com muito amor e carinho, para/e em Portugal, e Finanças e Arredores (Brasil) e para os Jogadores da Selecção, para o Mister e para o Autocarro deles (e para mim, nada?… Estou a ter tanto trabalho a escrever).
A ser verdade, exemplos de solidariedade, não faltam. Vejam-se algumas notícias que correm por ai:
Se lembrar-mos a situação contratual do ex Director-Geral dos Impostos (Estado), Sr. Paulo Macedo, com 23.000 euros por mês, então a situação na GALP até está muito, muito bem, diria eu.
A média de ordenados dos Gestores portugueses ronda os 34.000 euros por mês (482.000 euros anuais), coisa pouca comparada com o ordenado mínimo nacional, que como se sabe está muito acima (para baixo) da média europeia 426,5 euros (600 euros em Espanha). E ainda dizem que estamos em crise. Portugal tem muito dinheiro, está é muito (mal) dividido.
Escusam de acusar o Governo porque este, não pode fazer nada. São contingências de uma economia de mercado livre em que o “grande capital” (desinteressado como sempre) manda e os Governos amocham, VIVA O NEOLIBERALISMO.
Por tudo isto, cada vez gosto mais da frase: “Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão” (Eça de Queiroz).
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3810 de 2008-06-13
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-06-04

Igreja de S. João Serve de Baliza à População

Bola mole em pedra dura, tanto bate, até que fura, é a frase que descreve bem o que se está a passar na porta e arco lateral da nossa Igreja de S. João, na Praça da República.
Passo a explicar: - A Associação Sapiens de Tomar e Tomarenses frequentadores do espaço, que é a Praça da República, chamam a atenção para o ATENTADO AO PATRIMÓNIO que está a ser perpetrado à Porta da Igreja de S. João Baptista e respectiva Arcada de Pedra circundante.
Esta agressão, camuflada por “simples e inocentes” jogos de futebol, revela-se preocupante, em virtude da principal interveniente, a BOLA, embater inúmeras e repetidas vezes contra a porta e a pedra.
Portas de madeira há muitas e recuperáveis (digo eu) mas a PEDRA da Igreja, histórica, centenária e arquitectónica, bem podia ser poupada e estar livre de choques, batidas e pancadas danificadoras. Bem basta a corrosão provocada pela dejecção pombalina (vulgo cocó).
As entidades policiais, camarárias, paroquiais e culturais nunca foram alertadas para a situação??... Pois chegou a hora de fazerem alguma coisa. O alerta está dado.
As inocentes brincadeiras (jogos de bola) das inocentes crianças, no largo fronteiro à Igreja de S. João, até podem ocorrer e verificar-se mas, não usar como baliza a Porta e respectivo umbral de Pedra.
Aproveito para alertar, também, os progenitores “não inocentes” (se presentes, nada têm dito ou fazem, se ausentes, pior ainda) que deixem-nos brincar e jogar à bola mas, com limites e sem prejudicar o Património Arquitectónico que existe na Praça.
Espero que todos juntos, possamos contribuir para a não degradação dos espaços lúdicos e culturais da nossa Cidade e que a Comunidade e Associações, continuem a alertar para situações nefastas e prejudiciais.
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In Jornal Cidade de Tomar N.º 3809 de 2008-06-06
Por: Joaquim Francisco e Sapiens-Associação de Protecção e Divulgação do Património Cultural - Tomar 2008-05-26

Paga e Paga e Companhia Lda.

A Lei é bem clara, proíbe fumar dentro dos transportes e a multa para os fumadores que violem a proibição vai de 50 a 750 €. Assim, o nosso 1.º Ministro José e Ministro da Economia Manuel, VÃO TER DE PAGAR, ou não?...
Esta ideia de “PAGAR” vem muito a propósito pois a situação do Povo Português, em relação a pagamentos, deixa muito a desejar, tal é a situação catastrófica em que se encontra.
Endividado como está, até à ponta dos cabelos, muito por culpa das Instituições Bancárias que seduzem os seus clientes com o “Belo do Cartão Gold, com crédito de X mil euros e pague só ao fim de 28 dias”, em conjunto com as empresas “Crédi-paga-o-que-deves” que "são mais que as mães" e especialistas em aliciar, através dos órgãos de informação, muito dinheiro em suaves pagamentos, já não sabe para onde se virar.
Mas, o pior é que ele (o pilim), não estica. Muitas famílias vêm-se envolvidas em situações dramáticas, de difícil resolução e com o sistema de bola de neve a esmagar qualquer tentativa de sair do problema, que consiste em falta de liquidez para pagar as contas.
A pensar nisso, as Instituições prestadoras de cuidados médicos (veja-se a carta recebida por um utente), já começaram a trabalhar o texto das suas missivas, no sentido de despertar para a realidade, a carteira dos seus doentes, inspirados em (só pode) provérbios populares (exemplos: Quem avisa teu amigo é ou Homem prevenido vale por dois ou Dá o que podes e a mais não serás obrigado ou Paga e não bufas, etc.).
Dando seguimento a este digno e nobre exemplo, vamos todos exigir que se comece a implementar "pré-pagamento" em tudo, mas mesmo tudo, até nestes casos:
– Primeiro pagas, depois eu trabalho em conformidade.
– Primeiro dás-me o reembolso, depois eu desconto o IRS de acordo com o respectivo valor.
Estamos no bom caminho. É que ao menos assim não há chatices, dívidas e a costumeira dor de cabeça dos portugueses: – Falta de Dinheiro.
E, já agora, escusam de ir para uma consulta médica se não tiverem dinheiro.
Não há fiado para ninguém. Bem, alguns continuam a não pagar. Pagamos nós por eles???...(Digo eu)
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3808 de 30-05-2008
Por: Joaquim Francisco - Tomar - 2008-05-18

Revisão do Código Laboral. Quem vai ficar Mal?

A discussão está na mesa. O Governo e os Parceiros Sociais encetaram reuniões para debater as alterações ao Código do Trabalho (C. T.). As principais mudanças e que nutrem mais polémica, firmam-se na: Maior flexibilidade de horário de trabalho nas empresas (criação de Banco de Horas). Facilitação dos despedimentos (possibilidade de despedir um trabalhador por inadaptação). Luta contra os falsos Recibos Verdes (o empregador que exagerar na utilização deste sistema de contratação, vai ver a taxa da Contribuição Social, agravada).
Presentemente é possível utilizar a flexibilidade de horários, ainda assim, esta estratégia não é muito utilizada. A grande aposta, é com este C. T., implementar e regular, entre outras medidas, o Banco de Horas (beneficia uma empresa que necessite, por contingência de serviço, alargar pontualmente o horário de trabalho. Em consonância com o trabalhador e ou, mediante pré-aviso, amplia o horário normal de trabalho, compensando as horas feitas a mais, a posteriori). Na minha opinião, esta reforma poderá originar conflitos de interesses, ao nível do não pagamento de Horas Extraordinárias e do abuso sistemático do não preenchimento de postos de trabalho, pois as empresas poderão “tapar” ininterruptamente a falta de pessoal, utilizando os seus trabalhadores (ver Figura).
Quanto ao tema da simplificação nos despedimentos, preocupa-me particularmente o surgimento da palavra inadaptação (desajustamento). O conceito é de tal modo relativo e reveste-se de tamanha ambiguidade que somos obrigados a arrastar a discussão para o nível filosófico, económico e social. A subjectividade da ideia, pode apadrinhar despedimentos “sem justa causa”, camuflados com a “falta de jeito” do empregado quando afinal, a real situação, será a “má vontade” demonstrada, por parte do empregador.
No que concerne aos Recibos Verdes, a proposta de alteração, vai no sentido de agravar a Prestação Social da Entidade Empregadora, como forma de penalizar a sua rotineira utilização deste tipo de contrato laboral. A fronteira entre falso e o real Recibo Verde, também não está muito bem definida, prevendo-se que vai assim, por esse motivo, pagar o justo pelo pecador. Para “compor o ramalhete”, temos o próprio Estado a ser o maior empregador, com este modelo de “contrato”. Como vai o Governo “descalçar esta bota”?...
Utilizando uma das minhas frases favoritas: “O tempo o dirá”. Considero no entanto que, à imagem e semelhança do que agora sucede, os atropelos e as injustiças persistirão. Não se irá “salvar o ano repleto de prazer intelectual” (como disse alguém ligado ao estudo deste processo de C. T. e do Livro Branco) e o País não se desenvolverá à conta das referidas alterações e revisões. Continuaremos a ter falta de uma coisa, que o Estado teima em negligenciar: FISCALIZAÇÃO. Por enquanto, vamos ter de esperar, para ver.
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3807 - 23-05-2008
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-05-10

Biocombustíveis e Especulação Abusiva = Crise

A capacidade inventiva e destrutiva do Ser Humano está a provocar desequilíbrios naturais e económicos (estragos) na Mãe Natureza. Depois de explorada, espoliada e vandalizada até à exaustão, vira-se agora o Homem para os recursos agrícolas, na mira de que a sua produção em massa, ajude a reduzir a utilização dos recursos minerais. Vamos deixar de consumir recursos naturais extraídos do interior da Terra e passamos a utilizar os recursos naturais do exterior da Terra (substituímos os combustíveis fósseis como o petróleo e gás, por Álcool da cana de açúcar e Biodisel dos óleos vegetais). É com esta troca de produtos e matérias-primas que começa o problema e a especulação (a outra face perversa e funesta da moeda). O aumento da procura dos óleos vegetais está a originar uma escalada de preços dos cereais (o milho subiu de preço 130%), provocando em simultâneo, a falta dos mesmos no mercado alimentar – terrenos que eram cultivados tradicionalmente com milho, trigo ou cevada, estão agora a ser utilizados para o cultivo de colza, por exemplo. Como se isso não bastasse, o aumento do preço do petróleo é uma realidade que agrava a crise já instaurada.

Não existindo aparentemente ninguém a regular esta situação, era fundamental e urgente uma intervenção decisiva e implacável por parte dos Governos. Se as organizações políticas e comunidades económicas estatais, se organizam para criar barreiras alfandegárias, proteccionismo nos preços, quotas de mercado e leis comerciais específicas, não se entende o porquê de não conseguirem (ou não quererem) se organizar e criar medidas para travar estas actuais especulações mercantilistas. Será porque os intermediários por via das vendas inflacionadas e os Estados por via dos impostos, são finalmente quem mais ganha, com esta degradante situação (pactuando entre si). Esta CRISE, vai provocar um aumento que pode ir até aos 39% no preço dos alimentos e por conta desta situação anómala, quem sai prejudicado é sempre o mesmo: O Consumidor, o Povo (um bem que custe hoje 20,00 €, poderá vir a custar até ao final do ano 28,00 €. Se somarmos todos os gastos de um agregado familiar, temos um aumento de mais 195,00 € por Mês, nas despesas desse agregado). Como todos sabem, e para ajudar os portugueses, a nossa economia é e está muito frágil, com a crise implantada nos mercados internacionais, ainda mais débil vai ficar (Portugal importa 90% dos cereais que consome). Cuidem-se os Portugueses pois esta é a realidade, a nossa realidade. Melhores dias não se prevêem, bem pelo contrário, uma profunda carestia avizinha-se e as consequências serão imprevisíveis (fome no mundo). Preparem-se portanto, para o pior.

Por: Joaquim Francisco Tomar 2008-05-01

Tratado de Lisboa aprovado – O Povo não foi visto, nem achado…

Com os votos a favor de PS, PSD e CDS e os votos contra da restante oposição, o Tratado de Lisboa foi aprovado através de um fácil e básico acto de gestão da Assembleia da República (veja-se uma Iluminura extraída do Tratado).Graças a uma simples mudança de nome, de Constituição Europeia para Tratado Europeu (realmente a língua portuguesa é traiçoeira, espero que o novo Acordo Ortográfico acabe com esta pouca vergonha), o Governo Sócrates conseguiu fugir ao prometido referendo, também pressionado por alguns governos europeus mas principalmente para poupar algum dinheiro na organização desse evento social. Sim… Para quê o referendo?... Não aparece ninguém para votar (digo eu). Polémica ou não esta decisão, o certo é que não foi dado o devido valor ao Documento. Pairou uma nuvem de secretismo exotérico à volta do mesmo, originando o absoluto desconhecimento do seu conteúdo. Para o provar, efectuei um pequeno inquérito com três simples perguntas:Só inquiri 10 pessoas e bastou para ver o grau de esclarecimento do Povo português e a sua sábia interpretação da coisa. Fiquei satisfeito com a disponibilidade demonstrada por todos inquiridos. O meu muito, muito obrigado… Depois passem lá por casa para eu vos entregar o cheque. O próximo inquérito vai ser sobre o índice de popularidade dos Líderes Partidários. Que pena, já não vou poder incluir o Sr. Menezes. Será que a Sra. Manuela vai ganhar?... Mulheres ao Poder… Mulheres… Mulheres… Mulheres… Voltando ao índice de popularidade, espero que o referido inquérito corra melhor, até porque a popularidade dos Líderes está muito elevada (ou não).
Errata: Onde se lê Reverendo deve ler-se Referendo (por este facto peço as minhas sinceras desculpas – o teclado é tramado, quem mandou por a tecla do V de Vitória ao pé do F de Fé?...).
In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3804 - 2008-05-02
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-04-25

São um Bando de Loucos… (Ou não)

Finalmente, descobri o porquê de muitas situações que me andavam a intrigar, a mim e não só... Depois de ouvir o “inaudito”, “sensato” e “sábio” vocabulário (não pode ser só o Sr. Gama, Jaime, o da Assembleia da República, a elogiar) do Sr. Jardim (refiro-me ao Sr. Alberto João): “… são um bando de loucos…” e “… tenho vergonha de apresentar essa gente …”, percebi o porquê do descontentamento dos Docentes, o desapontamento dos Despedidos, a decepção dos Doentes, a desilusão dos Contribuintes, a revolta de certos sectores da Sociedade Portuguesa e acima de tudo a insatisfação generalizada do Povo Português. As palavras articuladas pelo Sr. Jardim (que fala, concordem ou não, gostem ou não) reflectem bem a consciência, na minha opinião, de quase toda a Classe Política Reinante, em relação aos que os elegeram. Podem até argumentar que não, que estou a ser injusto, é mentira ou que não se revêem nesse tipo de palavreado (é tudo uma questão de lábia e/ou semântica) mas, na verdade, os Portugueses têm ultimamente (para não dizer, já há vários anos), sido tratados assim, como “…um bando de loucos…” ou gentes que envergonham.É uma observação forte de mais?... Estarei eu (também) louco?... Deveria estar “caladinho” e não “dizer barbaridades”?... Demonstrem-me o contrário, contrariem os inquéritos de opinião, tirem-nos deste descontentamento, convençam que estamos errados. Como???... Através de boas práticas de governação, actuações acertadas e uma prudente gestão dos recursos, monetários e materiais (já agora, com tento no léxico). Até agora e salvo raras excepções, não se tem assistido a isso. Tudo isto “cheira” a repetitivo, é verdade. Já tanto se disse e escreveu sobre estas temáticas mas nada e nada… Se nada for feito, se continuar tudo na mesma, o palavreado do Sr. Jardim, vai obrigatoriamente ser aproveitado (agora sim) e com razão, pelos descontentes Docentes, os desapontados Despedidos, decepcionados Doentes, os desiludidos Contribuintes, os revoltados sectores da Sociedade Portuguesa e acima de tudo a generalizada maioria do Povo Português. Vira-se o “feitiço contra os feiticeiros”, digo eu.
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Caricatura:
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição N.º 3803 de 2008-04-25
Por: Joaquim Francisco - Tomar 2008-04-17

Não Pagamos, Não Pagamos

Fiquei muito abalado com a notícia: “Tribunal de Contas detecta ilegalidade na obra de requalificação da ponte de acesso ao Mouchão – Vereadores e Presidente penalizados”, (Jornal Cidade de Tomar, Edição N.º 3800 de 04-08-2008). Mas afinal, quem pensa que é o Tribunal de Contas para exigir assim, sem mais nem menos, penalizações aos nossos Vereadores e Presidente.
A minha indignação com tamanha monstruosidade, insolência, arrogância e atrevimento contabilístico (ou não), foi tal que tratei logo de me reunir com o “grupo”, demonstrando a minha solidariedade e cooperação institucional.
Fizemos em conjunto, uma faixa onde se podem ler palavras de ordem “NÃO PAGAMOS…”, o que demonstra bem o nosso estado de espírito e entendimento, perante esta coisa. Penso que foi bem recebido e até quiçá, apreciado, este meu gesto de apoio espontâneo e instintivo. Não quis pensar “EU JÁ PAGUEI…” (não sei porquê, esse pensamento quase trespassou a minha mente, como um relâmpago), pois considero também que não era o momento oportuno e iria quebrar a confiança que em mim depositaram, se soubessem de semelhantes reflexões.
Na fotografia até se pode constatar e ver a minha pessoa, de braço erguido, enquanto gritava: “Malandros… quem pensam vocês que são… Injustiça… Só sabem denegrir o bom nome de um pacato Autarca… e Vereador… e Presidente… e Ex-Presidente e… etc.”.
A faixa, feita em papel, foi gentilmente oferecida por uma papelaria de cá de Tomar (não podíamos gastar mais dinheiro, não é) e a tinta também. A fotografia também não ficou má de todo (digo eu). Como se pode ver estávamos todos a olhar para a Ponte (bem, quase todos), com aquele ar de “todos nos devem mas ninguém paga”.
Agora, vamos aguardar com muita esperança, que o TC – Tribunal de Contas, acate as nossas revindicações e volte atrás nas suas considerações e condenações. Onde já se viu, detectar ilegalidades. Tomarense, amigo, visite e deixe um comentário de solidariedade em: “Não Pagamos Não Pagamos” que pode encontrar em http://naopagamosnao.blogspot.com/ ou mande uma mensagem de apoio para naopagamosnao@gmail.com.
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In Jornal Cidade de Tomar - Edição 3802 de 2008-04-18
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Por: Joaquim Francisco 2008-04-13